O que é obesidade? Definição, sintomas, causas, diagnóstico e tratamento

Juliana Seixas | Telemedicina | Atualizado em: 03/09/2025

obesidade

A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura, resultado de uma combinação de fatores, como ambiente, comportamento, genética e hormônios, podendo trazer consequências sérias à saúde. 

Atualmente, a obesidade é considerada uma epidemia mundial, além de ser um fator de risco para outras condições de saúde graves, como diabetes, pressão alta, dificuldades, doenças cardiovasculares e até câncer. 

Nesta página, você encontrará uma visão completa e atual sobre obesidade, organizada em tópicos centrais: características gerais, sintomas e complicações (por idade e sexo), causas, fatores de risco, condições que imitam ou causam sintomas semelhantes, impactos na vida diária, prevenção, diagnóstico, subtipos e classificações, tratamentos (mudanças de estilo de vida, medicamentos, procedimentos e cirurgia), quando procurar o médico, o que esperar da consulta e como a telemedicina pode ajudar. Ao final, há uma FAQs para dúvidas comuns.

Resumo em uma frase: obesidade é uma condição crônica multifatorial, tratável e controlável; perder 5%–10% do peso já traz benefícios clínicos relevantes, e as opções de tratamento vão de mudanças comportamentais e apoio psicológico a medicações modernas (como análogos de GLP‑1) e cirurgia bariátrica, conforme indicação médica.

Quais são as características gerais da obesidade?

A obesidade se caracteriza pelo excesso de gordura corporal com risco aumentado de adoecimento. Em adultos, o valor de referência mais usado é IMC ≥ 30 kg/m²; em crianças e adolescentes, a classificação é por percentis de IMC para idade e sexo. A obesidade:

  • É crônica e tende a ressurgir, após tratamento efetivo, caso não haja acompanhamento contínuo.
  • Tem várias causas: biológica (genética, hormonal, metabólica), comportamental, ambiental e social.
  • Associa-se a outras doenças ou transtornos: diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemias, doença hepática gordurosa, apneia do sono, osteoartrose, alguns cânceres, depressão e ansiedade.
  • É prevenível e tratável: pequenas reduções ponderais (5%–10%) já melhoram pressão, glicemia, lipídios e qualidade de vida.


A classificação internacional de doenças (CID-11) classifica a obesidade como doença do grupo endócrino/nutricional. O DSM‑5‑TR não classifica obesidade como um transtorno mental, por ser uma condição mais ampla com causa conhecida, mas reconhece transtornos alimentares (p. ex., transtorno de compulsão alimentar periódica) que podem coexistir e influenciar a doença.

Quais são os sintomas e complicações da obesidade?

Sintomas e sinais da obesidade podem ser diretos (relacionados ao excesso de peso) ou indiretos (decorrentes de comorbidades). Nem toda pessoa terá todos os sintomas; a gravidade costuma aumentar com a intensidade e duração da obesidade.

Principais sintomas gerais: 

  • Cansaço e falta de ar aos esforços;
  • Ronco e apneia do sono;
  • Dores articulares (joelhos, quadris, coluna);
  • Dor lombar;
  • Azia/refluxo
  • Sudorese excessiva;
  • Irritações cutâneas em dobras (assaduras); 
  • Edemas em pernas; 
  • Dificuldades de mobilidade;
  • Impacto psicossocial (autoestima, estigma, ansiedade/depressão). 


Complicações clínicas frequentes incluem diabetes tipo 2, hipertensão, dislipidemias, doença hepática gordurosa (esteatose), doença renal crônica, doenças cardiovasculares (infarto, AVC) e aumento do risco de alguns cânceres.

Em crianças e adolescentes, quais sintomas e complicações são mais comuns?

  • Ganho de peso desproporcional ao crescimento, IMC em percentis elevados para idade/sexo.
  • Dificuldade para atividades físicas, cansaço, ronco, sono agitado.
  • Esteatose hepática, resistência à insulina, alterações na puberdade (p. ex., puberdade precoce em meninas).
  • Questões psicossociais: bullying, estigma, retraimento social, sintomas de ansiedade/depressão ou de transtornos alimentares e de imagem.


Há outros riscos e sintomas de obesidade em mulheres ou em homens?

Em mulheres, pode haver risco aumentando ou sintomas de:

  • Síndrome dos ovários policísticos (SOP): irregularidade menstrual, acne, hirsutismo e resistência à insulina.
  • Complicações gestacionais: maior risco de diabetes gestacional, hipertensão na gravidez, pré‑eclâmpsia, cesariana e complicações perinatais.
  • Cânceres com risco relativo aumentado: mama (pós‑menopausa), endométrio, ovário (associação varia com idade e outros fatores).


Já em homens, outros riscos incluem:

  • Hipogonadismo (testosterona baixa): fadiga, redução de libido, perda de massa muscular.
  • Apneia obstrutiva do sono mais prevalente.
  • Doenças cardiovasculares com risco aumentado (dependendo de outros fatores).


Quais doenças ou condições podem causar sintomas semelhantes, ou confundir o diagnóstico?

Condições que imitam ganho de peso, aumentam a circunferência abdominal ou compartilham sintomas (cansaço, falta de ar, edema) precisam ser consideradas pelo médico. Dentre elas, temos:

  • Doenças endócrinas/metabólicas: hipotireoidismo, síndrome de Cushing, acromegalia, hipogonadismo, resistência à insulina sem obesidade franca.
  • Medicações que favorecem ganho de peso: corticoides crônicos, alguns antidepressivos, antipsicóticos, antiepilépticos, anti‑histamínicos, insulina e secretagogos de insulina, betabloqueadores (varia por fármaco).
  • Transtornos alimentares: transtorno de compulsão alimentar periódica, bulimia nervosa (pode coexistir e alterar o padrão ponderal).
  • Condições com edema/ascite: insuficiência cardíaca, doenças renais, cirrose hepática (ascite), síndrome nefrótica.
  • Gestação e puerpério (mudanças naturais de peso e fluido).
  • Tumores ovarianos ou abdominais volumosos (aumento do perímetro abdominal).


Por isso, o diagnóstico não deve basear‑se apenas no peso na balança; a avaliação clínica e exames complementares esclarecem as causas e direcionam o tratamento mais apropriado para o seu caso.

O que causa obesidade?

A obesidade é uma condição que pode estar associada a diversos fatores, que incluem condições fisiológicas, genéticas e comportamentais, que favorecem o acúmulo excessivo de gordura corporal.

Confira abaixo as principais causas da obesidade:

  • Fatores ambientais: o fácil acesso a redes de fast food, a escassez de estabelecimentos com alimentos naturais, ambientes escolares e o cotidiano corrido, podem dificultar refeições mais saudáveis, favorecendo o ganho de peso. 
  • Fatores genéticos: alterações genéticas podem afetar o funcionamento do metabolismo, mecanismos de controle de peso e níveis de fome, como mutações nos genes LEP, MC4R e FTO, que influenciam a produção e a ação de hormônios reguladores do apetite.
  • Fatores biológicos: a falta de equilíbrio entre neurotransmissores e hormônios pode facilitar o desenvolvimento da obesidade e outras disfunções.


Fatores comportamentais: pessoas que consomem alimentos altamente calóricos, porções exageradas, bebidas adoçadas e não praticam atividade física regular, tendem a favorecer o excesso de peso e a obesidade.

Quais são os fatores de risco para desenvolver obesidade?

Os fatores de risco são fatores ou contextos que aumentam a probabilidade de uma pessoa desenvolver obesidade ao longo do tempo.

  • História familiar de obesidade, genética e etnia (variações na predisposição).
  • Hábitos alimentares: alto consumo de ultraprocessados, bebidas açucaradas, baixa ingestão de fibras/proteínas.
  • Sedentarismo e tempo excessivo de tela; privação de sono.
  • Condições médicas: SOP, hipotireoidismo, transtornos alimentares, dor crônica que reduz mobilidade.
  • Uso de medicamentos com potencial de ganho de peso (citados acima).
  • Fatores de vida: gestação, menopausa, parar de fumar (pode cursar com ganho de peso), mudanças estressoras e/ou traumáticas (turnos, luto, separações).
  • Ambiente socioeconômico: acesso restrito a alimentos in natura, insegurança alimentar, ambientes inseguros para prática de atividade física.



Quais dificuldades e impactos a obesidade causa no dia a dia?

As dificuldades geradas pela obesidade influenciam a mobilidade, sono, humor, relações sociais e trabalho.

  • Mobilidade e dor: dificuldade para caminhar longas distâncias, subir escadas, uso de infraestrutura pública, dor articular/lombar.
  • Respiração e sono: ronco, apneia do sono, sonolência diurna, fadiga persistente.
  • Vida social e emocional: estigma/gordofobia, autoimagem negativa, isolamento, ansiedade/depressão, distorções da imagem corporal.
  • Saúde sexual e reprodutiva: disfunções sexuais, irregularidades menstruais/SOP, riscos na gestação.
  • Produtividade: absenteísmo, presenteísmo, limitações físicas no trabalho.
  • Autocuidado: dificuldades com calçados, higiene de dobras cutâneas, adaptações de vestuário/mobiliário.


Reconhecer esses impactos ajuda a personalizar o plano de cuidado (ex.: fisioterapia para dor/artrose, CPAP para apneia, psicoterapia para apoio emocional, adaptações ergonômicas).

Como prevenir a obesidade?

Prevenção envolve um conjunto de medidas para reduzir risco de desenvolver obesidade ou voltar à obesidade após perda de peso. As estratégias envolvem:

  • Alimentação: priorize alimentos in natura/pouco processados; aumente consumo de fibras (frutas, verduras, grãos), proteínas magras; reduza açúcares, bebidas adoçadas e ultraprocessados. Planeje refeições e porções, idealmente com o apoio de um nutricionista.
  • Atividade física: mais de 150 min/semana de atividade aeróbica moderada + fortalecimento 2x/semana; aumente movimento no cotidiano (caminhadas, escadas).
  • Sono e estresse: durma 7–9 h/noite; pratique manejo do estresse (respiração, mindfulness, psicoterapia, redes de apoio).
  • Ambiente: organize a casa para escolhas saudáveis (lanches proteicos à mão, evitar estocar comidas ultraprocessadas); envolva a família e amigos.

A prevenção da obesidade também começa com a construção de hábitos positivos desde a infância, por isso, é importante garantir o aleitamento materno quando possível, ter rotinas de refeições, limitar o uso de telas, incentivar brincadeiras ativas, oferecer educação alimentar nas escolas.

A partir de quantos kg a pessoa é considerada obesa?

Para determinar se uma pessoa é obesa, é preciso analisar a sua altura, visto que o cálculo do IMC considera a proporção entre a estatura e a quantidade de peso. 

Para isso, a fórmula baseia-se na divisão do peso pela altura ao quadrado, que é a seguinte:

IMC = peso (kg)/altura (m) ²

Por exemplo: para um indivíduo que mede 1,70 m de altura ser considerado obeso, ele precisa pesar 86,7 kg ou mais. 

Confira uma tabela abaixo com os pesos mínimos que representam a obesidade em diferentes estaturas:

AlturaPeso para ser considerada obesidade
1,5067,5
1,6076,8
1,7086,7
1,8097,2
1,90108,3 

Existem subtipos e classificações de obesidade?

A obesidade pode ser classificada por intensidade, distribuição de gordura, idade e fenótipo metabólico.

Classificações usuais:

  • Por IMC (adultos):
    • Sobrepeso: 25–29,9 kg/m².
    • Obesidade grau I: 30–34,9 kg/m².
    • Obesidade grau II: 35–39,9 kg/m².
    • Obesidade grau III (mórbida): ≥ 40 kg/m².

  • Por distribuição:
    • Obesidade abdominal/visceral (circunferência de cintura elevada): maior risco cardiometabólico.
    • Obesidade periférica (ginecóide): predominante em quadris/coxa.

  • Por fenótipo metabólico:
    • Metabolicamente saudável (sem alterações metabólicas relevantes) vs não saudável (com resistência à insulina, dislipidemia, hipertensão).
  • Faixa etária: obesidade pediátrica, em crianças, e obesidade sarcopênica, em idosos.
  • Causas raras: monogênica/sindrômica (p. ex., Prader‑Willi) e secundária a doenças ou medicações.

Como é o tratamento da obesidade?

O tratamento é multimodal e individualizado, combinando mudanças comportamentais, suporte psicológico, medicações (quando indicadas) e intervenções/procedimentos até a cirurgia bariátrica em casos selecionados.

Mudanças de estilo de vida e suporte terapêutico

  • Plano alimentar estruturado: déficit calórico gradual (ex.: 300–500 kcal/dia), foco em proteínas, fibras e alimentos in natura; técnicas de planejamento e mindful eating. Acompanhamento com nutricionista.
  • Atividade física progressiva: exercício aeróbico + treino de força, ajustado ao nível funcional. Fisioterapia pode ser indicada para dor ou artrose.
  • Psicoterapia/educação em saúde: TCC para manejo de gatilhos, compulsão e adesão; grupos de apoio; tratamento de transtornos alimentares quando presentes.
  • Metas realistas: perda de 5%–10% em 3–6 meses como objetivo inicial, com manutenção.


Quando o tratamento medicamentoso é indicado?

Indicação geral (adultos): IMC ≥30 ou ≥27 com comorbidades (ex.: diabetes tipo 2, hipertensão) e falha de medidas comportamentais isoladas. A prescrição é médica, com monitorização de eficácia e segurança.

Principais classes/exemplos:

  • Inibidores de absorção de gordura: orlistate (atua no intestino; efeitos gastrointestinais possíveis).
  • Moduladores de apetite/saciedade: combinações como bupropiona + naltrexona; fármacos simpaticomiméticos ou sibutramina. Jamais se automedique. Sempre procure um profissional da saúde.
  • Canetas emagrecedoras (análogos de GLP‑1): liraglutida e semaglutida, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy.
  • Novidades: agonistas duplos (p. ex., tirzepatida, GIP/GLP‑1) vêm mostrando resultados promissores; a indicação e disponibilidade variam por país/regulador – seguir orientação do seu médico conforme Anvisa e diretrizes vigentes.

A medicação não substitui mudanças de estilo de vida; é um componente do tratamento. É importante criar novos hábitos e melhorar os comportamentos para controlar a doença e não depender sempre de medicamentos. 

Quando a cirurgia bariátrica é indicada para obesidade?

A cirurgia bariátrica só é indicada em IMC ≥40 ou ≥35 com comorbidades significativas, após avaliação multidisciplinar. As principais técnicas envolvem o: bypass gástrico e gastrectomia vertical (sleeve)

Benefícios: maior perda de peso sustentada, melhora/remissão de diabetes e redução de risco cardiovascular. Requer acompanhamento vitalício, suplementação nutricional e mudanças de hábito.

Quando devo procurar um médico para a obesidade?

Procure avaliação médica se você:

  • Tem IMC ≥ 30 ou IMC ≥ 27 com comorbidades (diabetes, hipertensão, apneia do sono, dislipidemia).
  • Apresenta aumento rápido de peso ou circunferência abdominal sem causa aparente.
  • Tem sinais de apneia (ronco alto, pausas respiratórias, sonolência diurna) ou dores articulares persistentes.
  • Desconfia de causa secundária (p. ex., uso de corticoides, sintomas de hipotireoidismo/Cushing).
  • Está planejando gestação ou cursando gravidez com sobrepeso/obesidade.
  • Tentou mudanças sozinho e não obteve resultado ou tem sofrimento emocional relacionado ao peso.


Tratamentos para obesidade

O tratamento da obesidade envolve mudanças nos hábitos alimentares, suporte emocional feito por psicólogos, a prática de atividade física regular e, dependendo do caso, até o uso de medicamentos.

A mudança nos hábitos alimentares foca em reduzir calorias de forma moderada, aumentar o consumo de alimentos saudáveis, diminuir ou eliminar os itens processados e adotar uma rotina equilibrada de refeições ao longo do dia.

O acompanhamento psicológico, com a realização de sessões de terapia, é importantíssimo nesse processo, pois aspectos emocionais, como ansiedade, baixa autoestima e compulsão alimentar podem estar associados à obesidade. 

Uma rotina de atividade física regular é recomendado, porque exercícios favorecem o gasto calórico, além de promover bem-estar geral. Vale lembrar que essas atividades devem ser adaptadas às condições de cada pessoa e orientadas por profissionais especializados.

O que esperar de uma consulta médica para obesidade?

A consulta integra história clínica, exame físico e plano de cuidado personalizado.

  1. Anamnese detalhada: hábitos alimentares, rotina de sono/atividade, histórico ponderal, gestação/menopausa, medicamentos, saúde mental, motivadores e barreiras.
  2. Exame físico e exames complementares
  3. Definição de metas e escolhas terapêuticas compartilhadas: plano alimentar, atividade física, suporte psicológico; considerar medicação ou encaminhamento para avaliação de procedimentos/cirurgia quando indicado.
  4. Acompanhamento periódico: consultas de seguimento (presenciais ou telemedicina) para ajustar o plano, reforçar adesão e monitorar resultados/efeitos.


A Conexa conta com programa de emagrecimento que foca na raiz da perda de peso, através de cuidados personalizados e acompanhamento seguro com profissionais da saúde. 

O Emagreça Bem da Conexa te oferece consultas regulares com profissionais de saúde, planos alimentares baseados nas suas preferências, com uma abordagem integrada de bem-estar físico, que proporciona segurança e acompanhamento contínuo para o seu tratamento.

Você também pode adquirir as canetas emagrecedoras após avaliação médica, caso seja um paciente elegível para o uso seguro. Conheça o programa e veja sua elegibilidade!

O que mudou com a nova regra da Anvisa para as canetas agonistas de GLP‑1 de 2025?

A Anvisa passou a exigir retenção da receita para a venda, em farmácias e drogarias, dos medicamentos agonistas do GLP‑1 (as “canetas” usadas em obesidade/diabetes). A regra foi publicada em abril/2025 e entrou em vigor em 23/06/2025

Na prática, a receita deve ter 2 vias (ou ser eletrônica válida) e a farmácia retém uma via no ato da compra, além de registrar a dispensação em sistema (SNGPC). As receitas têm validade de até 90 dias a partir da emissão.

Quais substâncias estão abrangidas?

Agonistas do GLP‑1, ou seja, medicamentos injetáveis para emagrecimento, como, semaglutida, liraglutida, dulaglutida, tirzepatida e lixisenatida, como Ozempic®, Wegovy®, Saxenda® e Mounjaro®, 

O que muda para quem já usa ou pretende iniciar a caneta?

Você precisará de avaliação médica e receita válida para comprar. A medida não proíbe o uso, mas organiza e monitora a prescrição/dispensação para uso seguro e indicado (por exemplo, obesidade com critérios ou diabetes tipo 2). 

Como conseguir consulta acessível e avaliar se a caneta é indicada para você

Na Conexa Saúde, você encontra o Emagrecer Bem, um programa direcionado à quem quer perder peso e ter acompanhamento contínuo de saúde por preços mais acessíveis. Suporte médico, orientação nutricional, suporte de saúde e inteligência artificial treinada que te ajuda no dia-a-dia.

O que o paciente precisa saber para comprar canetas emagrecedoras dentro da nova regra?

  • Receita emitida há ≤ 90 dias e sem rasuras.
  • Duas vias no papel ou receita eletrônica com assinatura avançada.
  • Substância/medicamento, dose, posologia e quantidade por 30 dias descritas corretamente.
  • Documento pessoal e, se a farmácia solicitar, contato do prescritor para validação.
  • ✅ Guarde sua via com carimbo/anotações da farmácia e planeje renovação da receita com 

Como a telemedicina pode ajudar no tratamento da obesidade?

A telemedicina, no trabalho da obesidade:

  • Facilita o acesso contínuo a nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e médicos (endocrinologia/clínica), reduzindo barreiras de deslocamento e tempo.
  • Permite monitoramento de metas (peso, medidas, passos, sono) com feedback frequente.
  • Apoia a adesão por meio de check‑ins, educação em saúde e ajustes finos do plano.
  • Integra programas digitais de mudança de comportamento (TCC, mindfulness, reeducação alimentar) e reeducação motora.

Na Conexa Saúde, é possível organizar um cuidado multiprofissional por teleconsulta, articulando metas realistas e acompanhamento longitudinal.

Perguntas frequentes sobre obesidade

Obesidade tem cura?

Não. Obesidade é uma doença crônica; porém, é controlável. Perdas de 5%–10% do peso já reduzem riscos e melhoram comorbidades. A manutenção requer hábitos sustentáveis e, quando indicado, medicação e/ou cirurgia.

A obesidade é falta de força de vontade?

Não. A obesidade é multifatorial, envolvendo biologia (genética/hormônios), ambiente e comportamento. Força de vontade ajuda, mas suporte clínico e estratégias baseadas em evidência são determinantes.

Dietas muito restritivas funcionam a longo prazo?

Não, na maioria dos casos. Restrições severas levam a recuperação de peso. Planos realistas, com foco em mudança de estilo de vida, têm melhores resultados sustentáveis.

As canetas emagrecedoras são para todo mundo?

Não. Esses medicamentos têm critérios de indicação e exigem acompanhamento médico. A decisão é individualizada, feita pelo médico responsável pelo seu caso.

Crianças com obesidade sempre se tornam adultos com obesidade?

Não necessariamente. Intervenções precoces (hábitos saudáveis, apoio familiar, acompanhamento) reduzem o risco de persistência na vida adulta.

Apenas dieta e exercício são suficientes para tratar a obesidade?

Para algumas pessoas, sim, mas para muitas outras, especialmente aquelas com obesidade de longa data ou com forte componente genético, apenas mudanças no estilo de vida podem não ser suficientes. Nesses casos, medicamentos ou cirurgia bariátrica podem ser necessários para superar as barreiras fisiológicas que dificultam a perda de peso.

Juliana Seixas

Especialista em Medicina de Família pela UERJ. Médica do Trabalho pela Funorte. Pós graduanda em gestão de saúde pela FGV. CREMERJ 52981249.

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