A catatonia é uma condição caracterizada pela alteração grave do comportamento emocional e motor, manifestando-se com sintomas que incluem rigidez muscular, mutismo, imobilidade ou movimentos repetitivos.
Ela não é uma doença em si, mas um sintoma associado a condições como esquizofrenia, depressão grave, transtornos do humor ou neurológicos.
Ao apresentar os primeiros sinais de catatonia, a busca por um atendimento médico ou psicológico imediato é essencial para evitar complicações e iniciar o tratamento correto o mais rápido possível.
Lembre-se que quanto mais cedo essa condição for identificada, maiores são as chances de uma recuperação mais ágil e efetiva.
Leia o nosso artigo e entenda o que é catatonia, sintomas mais comuns e os tratamentos mais indicados. Continue a leitura!
Quais são os sintomas de catatonia?
Os sintomas da catatonia são diversos e podem se manifestar de diferentes maneiras em cada pessoa. Ainda assim, os sinais mais comuns incluem os seguintes:
Imobilidade ou agitação motora intensa;
Mutismo;
Postura fixa;
Repetição de palavras ou gestos de outras pessoas;
Movimentos involuntários do rosto ou caretas;
Dificuldade para seguir comandos simples;
Alterações no apetite.
Além desses sintomas, a catatonia também pode impactar as funções vitais, que incluem respiração acelerada, pressão alta e aumento do ritmo cardíaco.
Quais as causas da catatonia?
A catatonia é uma condição que pode estar associada a diferentes tipos de transtornos psiquiátricos e neurológicos. Entenda a seguir as principais causas:
Transtornos psiquiátricos
Os sintomas desta condição podem surgir em pessoas com transtornos psiquiátricos, como esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão grave.
Especialistas acreditam que esses sintomas podem estar ligados a alterações químicas no cérebro.
Distúrbios neurológicas e doenças
Há algumas condições que comprometem diretamente o sistema nervoso, incluindo, Doença de Parkinson, AVC (Acidente Vascular Cerebral), traumas cerebrais e níveis anormais de eletrólitos.
Uso de medicamentos e substâncias específicas
A utilização ou a suspensão de substâncias psicoativas, como benzodiazepínicos, antipsicóticos, corticosteróides ou mesmo abordagens medicamentosas usadas para tratar o alcoolismo também podem favorecer o desenvolvimento deste quadro.
Outras condições de saúde
Esse sintoma também costuma ser desencadeado por mudanças metabólicas, infecções severas, desidratação e má regulação da tireoide, principalmente em casos de encefalopatia ou sepse.
Como é feito o diagnóstico de catatonia?
O diagnóstico de catatonia deve ser realizado por um médico neurologista ou psiquiatra a partir de uma avaliação clínica dos sintomas relatados.
Nesse caso, o médico analisa alguns indicativos da catatonia, como mutismo, rigidez, imobilidade e movimentos repetitivos. É comum que sejam utilizadas escalas, como a Bush–Francis Catatonia Rating Scale, para confirmar a gravidade do quadro.
O especialista também pode aplicar um teste de resposta com medicação com o objetivo de observar se há uma melhora dos sintomas após o uso de fármacos específicos, o que contribui para um diagnóstico ainda mais preciso.
Saber quando procurar um psiquiatra é fundamental para garantir o diagnóstico correto e início imediato do tratamento, evitando possíveis complicações.
Como tratar a catatonia?
O tratamento para catatonia envolve abordagens multidisciplinares, incluindo o uso de medicamentos específicos para controlar os sintomas.
Em situações em que os fármacos não apresentarem o resultado esperado, a eletroconvulsoterapia, um procedimento que provoca estímulos elétricos controlados no cérebro para ajustar as atividades neurológicas, pode ser adotada.
A internação hospitalar também costuma ser considerada diante de casos mais graves, no sentido de possibilitar ao paciente cuidados essenciais de saúde, como hidratação e alimentação para impedir que o quadro complique ainda mais.
A terapia é uma abordagem que pode ser integrada ao tratamento depois que o quadro do paciente é estabilizado, principalmente, em casos em que a catatonia está ligada à depressão ou esquizofrenia.
É sempre importante ressaltar que o tratamento deve ser individualizado e sempre acompanhado por um psiquiatra ou neurologista.
Quais são os tipos de catatonia?
A catatonia pode ser classificada em três diferentes tipos: excitada, retardada e maligna. Entenda a seguir como cada uma delas se manifesta:
Catatonia retardada: considerada a mais comum, esse tipo faz com que a pessoa permaneça paralisada por longos períodos, apresentando, inclusive, rigidez facial e corporal, olhar fixo, repetições de gestos ou falas de outras pessoas, além de resistência a comandos simples.
Catatonia excitada: essa condição faz com que a pessoa mantenha um comportamento agitado, inquieto e impulsivo, com repetição de ações sem sentido, além de episódios de delírios ou reações agressivas. Esses movimentos podem ser desordenados e difíceis de controlar, colocando em risco o próprio paciente e outras pessoas.
Catatonia maligna: quadro grave e raro, com risco à vida. Normalmente, ela surge de maneira repentina ou a partir de um quadro agravado da catatonia excitada. Além disso, outros sintomas podem estar associados, como aceleração do ritmo cardíaco, febre alta, hipertensão, respiração acelerada, rigidez muscular severa, mutismo e psicose.
Quando procurar ajuda médica ou psicológica?
É importante buscar ajuda médica ou psicológica quando o paciente apresenta comportamentos motores extremos, incluindo rigidez severa, imobilidade prolongada ou movimentos repetitivos e descontrolados.
Além disso, sinais de mutismo, respostas muito lentas, reações emocionais desproporcionais, como medo, choro ou agressividade exacerbada, devem motivar a busca imediata por atendimento especializado.
Esses sintomas indicam a necessidade de atendimento em pronto-socorro ou contato direto com o médico psiquiatra de confiança. A adoção de cuidados precoces garante a segurança e a recuperação do paciente.
Convivendo com alguém que tem catatonia
Conviver com uma pessoa que tem catatonia pode ser desafiador, mas saiba que há algumas boas práticas que tornam o cuidado mais seguro e humanizado. Confira as principais:
Mantenha um ambiente tranquilo: crie espaços mais calmos, organizados e sem estímulos muito intensos. Evite locais com aglomerações ou barulhos altos.
Busque socorro diante de sinais de alerta: ao notar a presença de rigidez, mutismo, falta de reação a estímulos e comportamentos incomuns, como repetição de gestos involuntários, procure atendimento de urgência.
Não force qualquer reação: evite mover a pessoa ou insistir para que ela fale, pois esses comportamentos podem agravar o quadro. Respeite o tempo dela e mantenha uma abordagem acolhedora.
Ofereça suporte emocional: demonstre segurança, calma e acolhimento mesmo que não haja interação. Fale sempre de forma simples e gentil.
Contribua com o bem-estar físico básico: ofereça alimentos, líquidos e tente auxiliar na higienização pessoal. Se for possível, procure um médico para avaliar a necessidade de internação.
Conte com ajuda profissional: o acompanhamento com profissionais especializados, como psiquiatras, neurologistas e psicólogos é essencial para investigar as causas e conduzir o tratamento adequado
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