A labirintite é uma inflamação do labirinto, estrutura localizada no ouvido interno responsável pelo equilíbrio e pela audição.
Embora o termo seja frequentemente usado para descrever qualquer quadro de tontura, menos de 1% dos casos corresponde a uma labirintite real.
A boa notícia é que há tratamentos altamente eficazes que aliviam os sintomas, previnem novas crises e melhoram a qualidade de vida. Leia o nosso artigo e entenda tudo sobre essa condição!
O que é labirintite?
A labirintite é um distúrbio que desencadeia a inflamação do labirinto, uma estrutura localizada no ouvido interno que controla o equilíbrio do corpo e compõe o processo de audição.
Quando essa estrutura é afetada por inflamações ou infecções, ocorre a labirintite, que causa sintomas como vertigem, tontura intensa, náuseas e variações auditivas.
É importante esclarecer que boa parte dos quadros de tontura não é labirintite verdadeira, mas sim alterações do ouvido interno chamadas de vestibulopatias ou labirintopatias.
A labirintite verdadeira é uma condição rara e grave, sendo responsável por uma pequena parcela dos casos de vertigem e tontura.
Tipos de labirintite
Essa condição pode ser classificada de diferentes formas, conforme as suas causas, e cada tipo se manifesta com sintomas e níveis de gravidade diferentes.
Veja a seguir os principais:
Viral: tipo mais comum, que costuma surgir após resfriados, gripes ou outras infecções virais. Os sintomas incluem vertigem, náuseas e desequilíbrio.
Bacteriana: condição grave, que ocorre quando bactérias chegam ao ouvido interno, geralmente após quadros de otite ou meningite. Pode causar perda auditiva, exigindo tratamento imediato.
Tóxica: pela ação de substâncias tóxicas sobre o ouvido interno , como álcool, produtos químicos e alguns fármacos. Dependendo da causa, pode provocar alterações temporárias ou permanentes na audição e no equilíbrio.
A labirintite pode causar AVC?
A labirintite não provoca AVC, mas os sintomas costumam ser semelhantes, principalmente, devido ao desequilíbrio, vertigem, tontura intensa e náuseas.
A diferença é que a labirintite afeta o labirinto, enquanto o AVC ocorre em razão de alterações na circulação sanguínea do cérebro.
Por isso, fique atento aos sinais de alerta, que incluem sintomas repentinos, como visão dupla, fraqueza em um lado do corpo, perda de força, dificuldade de falar ou confusão mental.
Diante disso, busque atendimento médico rapidamente para descartar um AVC.
Quais são os sintomas de labirintite?
Os sintomas normalmente surgem de forma repentina e podem variar de intensidade de acordo com a causa subjacente e a gravidade do quadro. Os sinais mais comuns incluem:
Tontura que gera a sensação de instabilidade e desequilíbrio;
Vertigem que provoca a sensação de que tudo gira ao redor;
Dificuldade para caminhar;
Náuseas e vômitos durante as crises mais intensas;
Sudorese e mal-estar;
Zumbido no ouvido;
Sensação de pressão no ouvido;
Diminuição da audição ou perda auditiva.
Durante as crises, os sintomas tendem a piorar com movimentos da cabeça, podendo dificultar permanecer em pé. Por isso, em muitos casos, ela prefere ficar deitada e com os olhos fechados para aliviar os sintomas.
Diante de sinais como dificuldade para falar, visão dupla, fraqueza em um lado do corpo, desmaio, febre alta ou perda auditiva súbita, busque atendimento médico imediato, pois essas manifestações podem indicar condições neurológicas graves.
Causas da labirintite
A labirintite pode ser provocada por infecções bacterianas ou virais que afetam o ouvido interno, podendo surgir após resfriados, gripes, otites, sinusites e outras condições respiratórias.
Os vírus e bactérias atingem o labirinto por meio da corrente sanguínea ou pela disseminação da infecção do ouvido médio para o ouvido interno.
Além das infecções, alguns fatores também aumentam as chances de desenvolver essa condição, como:
Hipertensão;
Colesterol alto;
Doenças autoimunes;
Distúrbios hormonais;
Tabagismo;
Consumo excessivo de álcool;
Uso de alguns medicamentos;
Traumas na cabeça;
Exposição recorrente a substâncias tóxicas.
Embora muitas pessoas acreditem na existência da labirintite emocional, essa condição não é considerada oficialmente um diagnóstico médico.
Contudo, condições como ansiedade, estresse e transtornos emocionais podem favorecer ou intensificar episódios de tontura em indivíduos predispostos, pois o sistema vestibular sofre influência das respostas emocionais do organismo.
É importante destacar também que estados emocionais intensos podem causar tonturas mesmo sem a presença de inflamação no labirinto.
Tratamento para labirintite
O tratamento pode envolver diferentes abordagens, variando conforme a causa e a gravidade dos sintomas. Por isso, o diagnóstico preciso é essencial para definir qual a conduta mais adequada e evitar complicações.
Medicamentos: podem ser usados antivertiginosos, anti-inflamatórios, antieméticos e, nos casos de infecção bacteriana, antibióticos, com prescrição médica. Evite dirigir durante o uso do antivertiginoso, porque causa sonolência.
Reabilitação vestibular: exercícios orientados por fisioterapeuta que treinam o cérebro a compensar o desequilíbrio, fazem parte da recuperação a longo prazo.
Repouso e hidratação: durante as crises, descansar e tomar líquidos adequadamente ajudam a aliviar sintomas.
Cirurgia: é indicada somente em casos raros e específicos, quando não há sucesso nos tratamentos convencionais ou complicações graves.
Lembre-se que a automedicação não é recomendada, pois pode mascarar sintomas, prejudicar o diagnóstico correto e até agravar o quadro.
Quanto tempo dura a labirintite?
A duração da labirintite varia de acordo com a gravidade do quadro e a causa subjacente. Contudo, uma crise aguda costuma durar de minutos a horas, embora alguns sintomas possam persistir por dias ou semanas.
Além disso, é importante diferenciar uma crise aguda de uma condição de labirintite crônica. Há pessoas que têm episódios isolados e recuperação completa, mas há casos de indivíduos que apresentam recorrência dos sintomas ao longo do tempo.
Como prevenir a labirintite?
A prevenção das crises de labirintite deve envolver hábitos saudáveis e o controle de doenças pré-existentes, como hipertensão, diabetes, colesterol alto e alterações metabólicas.
É importante adotar uma dieta equilibrada, com hidratação adequada, redução do consumo de cafeína e sal, evitar álcool e tabagismo, manter um sono de qualidade e praticar atividade física ajuda na adaptação do sistema vestibular e no equilíbrio corporal.
A adoção de práticas para o controle do estresse e a ansiedade também é fundamental, como meditação, respiração guiada e práticas de relaxamento.
Evite também realizar movimentos bruscos da cabeça, principalmente em pessoas que têm crises recorrentes. Lembrando que não há dieta milagrosa para prevenir labirintite, mas hábitos contínuos que ajudam a reduzir a recorrência e a intensidade dos sintomas.
Quando procurar ajuda médica para tontura?
Crises de tontura frequentes não devem ser ignoradas, especialmente quando surgem repentinamente, de forma intensa e recorrente. Por isso, busque atendimento médico diante dos seguintes sinais de alerta:
Perda auditiva;
Dor de cabeça intensa;
Dificuldade para falar;
Visão dupla;
Fraqueza no corpo;
Desmaios;
Dificuldade para caminhar.
Esses sintomas podem indicar condições mais graves e devem ser avaliados por um médico. Também é indicado buscar avaliação médica quando os episódios começarem a prejudicar a qualidade de vida, comprometendo atividades do dia a dia ou locomoção.
Esperar uma melhora espontânea das crises de labirintite pode atrasar o diagnóstico adequado e comprometer o início do tratamento.
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Ao apresentar crises frequentes de tonturas, episódios de vertigem e alterações no equilíbrio, busque orientação médica especializada, pois esses sintomas podem indicar labirintite.
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Perguntas frequentes sobre labirintite
Labirintite tem cura?
Sim. Na maioria dos casos, a labirintite tem cura, quando o tratamento é seguido corretamente. Ao iniciar os cuidados adequados, os sintomas tendem a desaparecer em alguns dias ou semanas.
O que fazer durante uma crise de labirintite?
Durante a crise, o mais indicado é deitar em um ambiente calmo e escuro, evitando movimentos bruscos da cabeça para diminuir a sensação de tontura ou vertigem.
Labirintite pode ser grave?
A labirintite é uma condição potencialmente grave, porém tratável. Dependendo do tipo, pode causar desequilíbrio intenso, perda auditiva e dificuldade para realizar atividades comuns. Complicações neurológicas são raras, mas podem acontecer.











