A cefaleia, mais conhecida como dor de cabeça, é uma condição muito comum, cuja intensidade, duração e características podem variar de pessoa para pessoa.
Além da forte dor, ela também pode vir acompanhada de outros sintomas, como sensibilidade à luz, aos movimentos e som, náusea, irritabilidade, vômitos e até confusão mental.
Leia o nosso artigo e compreenda o que é cefaleia, principais tipos, causas associadas e quando buscar ajuda médica. Vem com a gente!

Quais são os tipos de cefaleia?
A cefaleia manifesta-se de várias formas, principalmente, porque existem diferentes tipos desta condição, como cefaleias primárias e secundárias, cada uma com suas características, causas subjacentes e padrões distintos.
Entenda mais abaixo:
Cefaleias Primárias
- Cefaleia em salvas: forte dor ao redor dos olhos, podendo manifestar-se em pequenos episódios ao longo do dia.
- Cefaleia tensional: dor caracterizada por uma pressão, normalmente, dos dois lados da cabeça. De modo geral, ela costuma estar ligada ao estresse e tensão muscular. É o tipo mais comum e não possui risco grave.
- Enxaqueca: dor latejante, que costuma apresentar-se acompanhada de náusea e sensibilidade à claridade e ao som, podendo durar horas ou dias.
- Cefaleia crônica: costuma durar 15 ou mais dias por mês, ao longo de, pelo menos, três meses. Pode surgir como resultado da evolução da cefaleia tensional ou da enxaqueca.
- Cefaleia hemicrania contínua: dor frequente de forma unilateral com intensidade variada. Tende a apresentar uma melhora com medicamentos simples.
- Cefaleia cervicogênica: desconforto que começa na nuca e irradia para a cabeça. Costuma ter relação com disfunções musculoesqueléticas.
Cefaleias Secundárias
- Cefaleia pós-raqui: pode surgir após a aplicação de anestesia raquidiana ou procedimento de punção lombar. A dor aumenta ao sentar ou ficar em pé, melhorando ao deitar. Essa condição é temporária e não representa risco grave.
- Cefaleia por infecção: a dor costuma estar associada à sinusite, meningite e gripes, sendo acompanhada de febre e outros sintomas. Requer avaliação médica imediata, pois pode sinalizar quadros graves.
- Cefaleia por tumor cerebral: tende a ser uma dor persistente e progressiva. Pode apresentar vômitos e mudanças neurológicas. Por isso, o atendimento médico é urgente, já que pode oferecer risco à vida.
- Cefaleia por acidente vascular cerebral (AVC): dor de cabeça intensa e repentina, além de vir acompanhada de outros sintomas, como fraqueza, perda de visão e fala comprometida. Necessita de ajuda médica imediata.
- Cefaleia por uso excessivo de medicamentos: costuma surgir em pessoas que tomam analgésicos de forma frequente. Normalmente, essa dor é diária e crônica, impactando na qualidade de vida.
- Cefaleia por lesões na cabeça: manifesta-se horas ou dias após traumatismos cranianos. Requer avaliação médica imediata para investigar a existência de sangramentos internos. Esse tipo de dor de cabeça pode oferecer risco à vida.
- Cefaleia refratária: dor contínua que não cessa com tratamentos convencionais, impactando o bem-estar do indivíduo.
Quais são os sintomas da cefaleia?
Os sintomas podem variar conforme o tipo de cefaleia. Conhecer os sinais possibilita identificar a gravidade do quadro e diferenciar uma dor de cabeça comum com situações que exigem atendimento médico imediato.
Confira:
Cefaleia primária:
- Enxaqueca: dor unilateral, pulsante, vômito e sensibilidade à luz e ao som. Fique atento nos casos de duração prolongada e aura.
- Tensional: dor caracterizada por pressão bilateral ou sensação de aperto. Varia de intensidade de leve a moderada, mas sem gravidade.
- Salvas: dor forte unilateral, normalmente, ao redor do olho. Pode vir acompanhada de nariz entupido ou lacrimejamento.
Cefaleias secundárias
- Cefaleia por encefalite ou meningite: além da dor, a pessoa pode apresentar rigidez no pescoço, febre alta, sensibilidade à luz, vômito, convulsões e confusão mental. Pode ser indicativo de infecção no sistema nervoso central.
- Cefaleia por lesões na cabeça: surge após pancadas, com possibilidade de hemorragia intracraniana. A intensidade da dor é progressiva. Requer investigação médica, já que esses sintomas podem ser sinal de sangramento ou hipertensão intracraniana.
- Cefaleia por acidente vascular cerebral (AVC): dor intensa, de início súbito, acompanhada, ou não, de fraqueza, confusão mental, fala comprometida, mudanças visuais ou perda de equilíbrio. Pode ser sinal de AVC isquêmico ou hemorrágico. Indica necessidade de atendimento médico urgente.
O que pode causar cefaleia?
A cefaleia pode estar associada às mais diversas causas, como explicamos ao longo do artigo. Listamos abaixo alguns dos motivos mais comuns e também os fatores que podem desencadear ou agravar essa condição, exigindo atenção médica:
- Causas mais comuns:
Estresse, ansiedade e tensão muscular;
Esforço visual;
Falta de hidratação adequada;
Jejum prolongado ou alimentação inadequada;
Má postura;
Falta de sono;
Consumo de álcool em excesso;
Luz forte ou som alto;
Esforço físico.
- Causas mais graves:
Meningite;
Encefalite;
Tumores cerebrais;
Aneurisma;
Malformações vasculares;
AVC ;
Trombose venosa;
Hipertensão intracraniana;
Hematomas.
Quando a dor de cabeça é preocupante?
A dor de cabeça é preocupante quando ela é muito intensa e acompanhada de sinais de alterações neurológicas, como dificuldade na fala, visão turva, confusão mental, perda de força em um dos lados do corpo e desmaios.
Outro sinal que merece alerta é quando a dor de cabeça surge de forma repentina é atinge uma intensidade máxima em segundos.
Somado a isso, a presença de rigidez na nuca, convulsões, fraqueza, comprometimento da visão, fala arrastada ou dificuldade de equilíbrio requer atendimento médico imediato para evitar risco de complicações.
Em caso de traumas cranianos, fique atento se a dor de cabeça surgir diferente do padrão habitual, já que esse sintoma pode sinalizar lesões intracranianas.
Cefaleia pode matar?
A maioria das dores de cabeça não oferece risco de morte, já que elas costumam estar associadas a condições benignas, como tensão, estresse, falta de sono, etc.
Contudo, em muitos casos, ela pode ser um indicativo de problemas de saúde graves, que merecem avaliação médica, como vimos ao longo do artigo.
Dores de cabeça súbita e fortes, principalmente, com a presença de outros sintomas, como mudanças na fala e na visão, confusão mental e febre alta, precisam ser avaliadas com urgências, já que podem sinalizar quadros mais graves.
Como é feito o diagnóstico da cefaleia?
O diagnóstico deve ser realizado com base em uma avaliação clínica, considerando fatores como início, intensidade, localização, frequência e condições que podem piorar ou aliviar a dor de cabeça.
Além disso, exames físicos também podem ser realizados, incluindo testes de reflexos, coordenação, sinais vitais e força muscular para detectar uma eventual origem da dor.
Dependendo do caso, é necessário solicitar exames, como tomografia e ressonância magnética para investigar mudanças estruturais no cérebro.
Em caso de suspeita de cefaleia secundária e sinais de alterações neurológicas, a punção lombar também pode ser necessária para analisar as condições do líquido cefalorraquidiano.
Estes exames ajudam a confirmar o diagnóstico e descartar outras condições graves, como tumores, hemorragias ou infecções.

Qual o tratamento para cefaleia?
Os tratamentos para cefaleia envolvem diferentes abordagens terapêuticas, dependendo da gravidade e da causa associada.
Por isso, é importante que o diagnóstico e a conduta individualidade sejam orientados por um médico. Confira os tratamentos mais comuns:
Uso de medicamentos
Alguns fármacos, como analgésicos e anti-inflamatórios, costumam ser indicados para aliviar dores de cabeça leves a moderadas. No entanto, em crises intensas, como nas enxaquecas, medicamentos específicos são indicados para bloquear a dor.
Abordagem medicamentosa preventiva
Pessoas que têm crises de cefaleia intensas e frequentes, podem ser submetidas a um tratamento preventivo, com o uso de fármacos, como betabloqueadores, anticonvulsivantes e antidepressivos tricíclicos.
Esses medicamentos ajudam a reduzir a duração, a frequência e a intensidade das crises.
Mudanças no estilo de vida
A adoção de hábitos saudáveis também é essencial para prevenir episódios de dores de cabeça.
Por isso, é importante manter uma rotina de sono regular, fazer hidratação adequada e investir em uma alimentação equilibrada, com o consumo de alimentos ricos em nutrientes.
A prática de atividade física ajuda a liberar endorfina e melhorar a circulação sanguínea. Além disso, práticas de controle de estresse, como meditação e yoga, também contribuem para relaxar o corpo e reduzir as crises de dor de cabeça.
Como aliviar cefaleia?
Para aliviar a cefaleia, é possível adotar medidas simples. Confira alguns métodos eficazes:
- Hidratação adequada: beber água ao longo do dia é essencial para evitar a desidratação, que pode desencadear dor de cabeça.
- Repouso em locais escuros e silenciosos: diminuir os estímulos podem aliviar as dores, especialmente, em caso de enxaqueca.
- Técnicas de relaxamento: fazer exercícios de respiração, alongar ou meditar podem ajudar a amenizar os sintomas de cefaleia relacionada ao estresse.
- Hábitos saudáveis: manter sono regular e alimentação equilibrada contribuem para a prevenção de crises de dor de cabeça.
- Medicamentos comuns: dependendo do tipo de cefaleia, ela pode ser tratada com anti-inflamatórios e analgésicos prescritos por um médico após avaliação do quadro.
Contudo, vale lembrar que a escolha do tratamento precisa levar em consideração a causa associada e a intensidade da dor. Antes de se automedicar é necessário consultar um médico.
O que acontece se não tratar a cefaleia?
Quando a cefaleia não é tratada adequadamente a dor de cabeça pode tornar-se cada vez mais frequente e intensa, impactando diretamente a qualidade de vida e o bem-estar do indivíduo.
Além disso, quando episódios de dor de cabeça são ignorados, é possível que haja, inclusive, dificuldade para trabalhar, estudar e manter relacionamentos interpessoais, o que pode motivar isolamento, impactando diretamente na saúde mental.
Sem contar que ao longo do tempo, as dores de cabeça podem se tornar uma cefaleia crônica, limitando a rotina diária, além de gerar custos com tratamentos e medicamentos.
Por isso, buscar ajuda médica e contar com um acompanhamento especializado permitem a obtenção de um tratamento adequado, evitando complicações.
O que fazer para prevenir cefaleias?
Para prevenir cefaleias, há alguns cuidados simples e comprovados que podem evitar o surgimento de novas crises. Confira:
- Estabeleça uma rotina de sono: dormir e acordar nos mesmos horários ajuda o organismo a funcionar de maneira saudável, diminuindo as chances de episódios de dor de cabeça.
- Hidrate-se adequadamente: a ingestão insuficiente de líquidos é uma das principais causas da cefaleia. O consumo correto de água evita a desidratação, que pode desencadear crises de cefaleia.
- Invista em uma alimentação saudável: consumir alimentos gordurosos, industrializados e com excesso de açúcar podem desencadear crises de dor de cabeça. Prefira alimentos naturais e não passe muitas horas sem comer para evitar a queda de glicose no sangue.
- Pratique atividade física regular: o movimento ajuda a regular o organismo, liberando tensões e melhorando a circulação, o que pode reduzir a frequência das cefaleias.
- Controle o estresse: use técnicas de relaxamento e respiração, como meditação e yoga, que evitam a tensão dos músculos e elevação das atividades cerebrais, prevenindo novas crises.
- Evite seus gatilhos pessoais: alguns fatores, como cheiros fortes, determinados alimentos e luz intensa, podem contribuir com a cefaleia.
- Cuidado com a exposição às telas: pessoas que passam muito tempo no celular ou no computador devem fazer pausas regulares para evitar cefaleias associadas ao cansaço visual e má postura.
Qual médico procurar para cefaleia?
Ao apresentar cefaleia, você pode consultar um clínico geral, que pode iniciar o atendimento em casos mais comuns de dor de cabeça.
O médico neurologista é o especialista mais indicado em casos crônicos ou quando há dificuldade de controlar os episódios de cefaleia.
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Revisado por:
Rafael Leite Aguilar
Pós graduando em gestão de saúde pela FGV. Atua como Rotina Médica no Pronto Atendimento Conexa Saúde. CRM-ES 18586.



















