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Erisipela: o que é, sintomas, tratamento e prevenção

Imagem relacionada à saúde da pele e à dermatologia
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A erisipela é uma infecção cutânea provocada pela bactéria Streptococcus, que afeta camadas superficiais da pele. Normalmente, surge em regiões como pés, pernas e rosto, provocando sintomas como manchas vermelhas, dor, inchaço e queimação no local.

Conhecer os sintomas e as causas da erisipela permite identificar essa condição no início, obter o diagnóstico preciso e o tratamento adequado para evitar complicações. Leia nosso artigo e entenda tudo sobre essa infecção de pele. 

Sintomas da erisipela

Os sintomas da erisipela podem se manifestar de diferentes formas, dependendo da intensidade da infecção e das características da região afetada. Confira os sinais mais comuns:

  • Manchas na pele em tom avermelhado;

  • Inchaço;

  • Calor no local;

  • Coceira na pele;

  • Lesões inflamadas;;

  • Sensação de queimação;

  • Aumento da sensibilidade na região;

  • Febre;

  • Calafrios;

  • Bolhas na pele;

  • Mal-estar. 

À medida que a infecção cutânea evolui, os sintomas de erisipela podem se agravar rapidamente, espalhando para outras regiões vizinhas, além de aumentar a dor, o que compromete a mobilidade e prejudica o bem-estar do paciente.

Dessa forma, ao notar sinais de agravamento do quadro, que incluem vermelhidão excessiva, febre alta, bolhas e calafrios, busque ajuda médica para evitar complicações mais graves.

Como identificar a erisipela?

Para identificar a erisipela, há características visuais típicas, como o surgimento de placas vermelhas brilhantes com bordas elevadas e bem delimitadas, que é, inclusive, um dos sinais mais evidentes dessa infecção de pele. 

Você também pode comparar essa condição com outros problemas de pele semelhantes para descartar outro tipo de problema de saúde. 

A celulite, por exemplo, pode ser confundida com essa infecção de pele, mas, diferente da erisipela, ela atinge tecidos mais profundos e manifesta-se com bordas mais difusas. 

Além disso, observe ainda o início dos sintomas, que costumam surgir entre 24 e 48 horas após a bactéria ingressar na pele, apresentando-se por meio de micose, ferida ou trauma na região. 

Nos primeiros dias, é possível ainda que a pessoa tenha sintomas como calafrios e mal-estar geral.

Erisipela coça?

Sim. Um dos sintomas mais comuns da erisipela é, justamente, a coceira que ocorre por conta da inflamação provocada pela atividade da bactéria na pele, que produz substâncias irritantes, causando sensibilidade, dor e queimação na região afetada. 

Para aliviar os sintomas enquanto busca atendimento médico, mantenha a pele limpa, aplique compressas frias e hidrate a região regularmente.

Sempre que possível, mantenha o membro afetado elevado e utilize roupas leves para não irritar ainda mais o local. 

Causas da erisipela

A erisipela é provocada pela bactéria Streptococcus, que ingressa no organismo por meio de pequenas brechas na barreira da pele, como picadas de insetos, fissuras e arranhões, causadas por micoses, ressecamento ou úlceras crônicas.

Ao se instalar no organismo, a bactéria se multiplica, o que resulta em um processo inflamatório típico da infecção cutânea. 

Há alguns fatores que elevam as chances de desenvolver erisipela, como obesidade, diabetes, idade avançada, baixa imunidade, linfedema, problemas circulatórios nos membros inferiores e histórico da própria infecção cutânea.

A erisipela é contagiosa?

Não. A erisipela não é uma doença contagiosa, já que, para que a bactéria provoque a infecção, é preciso que haja acesso livre às camadas superficiais da pele.

Porém, em alguns casos, quando a infecção não é tratada adequadamente e a pessoa tem lesões abertas, a bactéria pode ser transmitida por meio de contato com a pele lesionada ou pelo compartilhamento de itens pessoais, como toalhas ou roupas de cama. 

Sendo assim, mesmo com risco baixo de transmissão, é preciso adotar cuidados básicos, como limpar e higienizar a região afetada, manter a pele hidratada e não compartilhar objetos pessoais.

É importante ressaltar que a erisipela não é transmitida pelo convívio social ou pelo ar, visto que a disseminação ocorre por meio de uma porta de entrada na pele ou pelo contato direto com as lesões. 

Quem tem maior risco de desenvolver erisipela?

Alguns grupos mais vulneráveis têm mais chances de contrair erisipela, em razão da existência de condições que favorecem o ingresso da bactéria ou dificultam o combate à infecção. 

Confira os principais fatores de risco: 

Fatores modificáveis

São aqueles que pode ser controlado com mudanças de hábitos ou intervenções para diminuir o risco:

  • Problemas circulatórios nos membros inferiores: o fluxo sanguíneo prejudicado facilita o acúmulo de líquido, resultando no surgimento de úlceras ou fissuras, que favorecem a entrada da bactéria.

  • Obesidade: o excesso de peso sobrecarrega as pernas, aumentando o risco de edemas e infecção cutânea nos membros inferiores.

  • Presença de lesões de pele existentes: eczema, micoses, picadas de inseto, cortes, arranhões e fissuras podem servir como porta de entrada para a bactéria. 

Fatores de risco não modificáveis

São condições que não podem ser alteradas:

  • Envelhecimento: pessoas com idade avançada tendem a ter problemas de circulação, imunidade reduzida e menor capacidade de restauração da pele, favorecendo infecções de pele. 

  • Diabetes: compromete o processo de cicatrização, aumenta o risco de infecções de pele e prejudica a função do sistema imune. 

  • Drenagem linfática prejudicada: a existência de edema persistente ou linfedema deixa a pele mais frágil

Diagnóstico da erisipela

O diagnóstico da erisipela é clínico e deve ser feito por um especialista, como o dermatologista ou o infectologista, que analisará os sintomas relatados e o histórico do paciente.

O profissional também pode realizar um exame físico para observar os sinais de erisipela, como inchaço, placas avermelhadas bem definidas, além de verificar outros sintomas, como calafrios, febre e mal-estar. 

 Dependendo do caso, exames complementares também costumam ser solicitados, como hemograma, hemoculturas e marcadores inflamatórios, para analisar a gravidade da infecção.

É sempre importante fazer um diagnóstico diferencial para distinguir essa infecção de pele de outras condições, como a celulite e a fasceíte necrosante, que apresentam sintomas semelhantes, garantindo, assim, o tratamento adequado. 

Tratamento da erisipela

O tratamento da erisipela baseia-se no uso de medicamentos, que devem ser tomados corretamente, e na adoção de cuidados domiciliares para acelerar a recuperação, eliminar a bactéria e prevenir possíveis complicações ou recorrências.

Entenda mais a seguir:

Antibióticos para erisipela

Os antibióticos são os medicamentos usados para o tratamento de erisipela, que devem ser administrados conforme prescrito pelo médico, com duração média entre 5 e 10 dias, sem interrupção precoce, mesmo diante de uma melhora dos sintomas. 

Esse cuidado acelera a recuperação e previne complicações. Dependendo do caso, anti-inflamatórios e analgésicos também podem ser prescritos para controlar a febre ou a dor. 

Cuidados domiciliares durante o tratamento

Além da abordagem medicamentosa, os cuidados domiciliares são essenciais para o sucesso do tratamento. 

Nesse caso, o paciente deve manter a região afetada sempre limpa e higienizada, além de aplicar compressas frias várias vezes ao dia para aliviar o calor e a dor no local. O repouso também é recomendado para reduzir o inchaço e favorecer a melhora.

Prevenção da erisipela

A prevenção da erisipela pode ser feita a partir de cuidados simples, mas que podem reduzir as chances de infecção, principalmente, nos casos de pessoas que fazem parte do grupo de risco.

Confira quais são eles:

  • Lave diariamente a pele com água e sabão, mantendo-a sempre higienizada.

  • Hidrate a pele frequentemente para impedir o surgimento de rachaduras ou ressecamento e rachaduras, que favorecem a entrada de bactéria.

  • Adote os cuidados adequados em caso de feridas ou lesões na pele, higienizando corretamente e cobrindo com curativos.

  • Evite compartilhar itens pessoais como roupas de cama, toalhas, calçados e lâminas de barbear, para impedir possíveis infecções. 

  • Trate adequadamente condições de pele, como micoses e infecções fúngicas logo no início, evitando que elas se tornem porta de entrada para bactérias. 

  • Controle doenças pré-existentes que possam favorecer infecção de pele, como diabetes e problemas circulatórios.

  • Mantenha atenção redobrada com idosos, diabéticos, obesos, pessoas com linfedema ou com histórico de erisipela.

Quando procurar atendimento médico?

É importante buscar atendimento médico imediatamente diante de sinais de alerta, como a expansão rápida das placas avermelhadas, dor intensa, calafrios e febre alta, para iniciar o tratamento e evitar complicações mais graves.

Apresenta sintomas de erisipela? Você pode contar com o auxílio da Conexa Saúde para diagnosticar e tratar essa condição. 

Nossa plataforma de saúde digital oferece cuidados médicos de qualidade por meio de consultas online, garantindo um atendimento efetivo, que possibilita um diagnóstico preciso e o tratamento adequado para os mais diversos problemas de pele. 

Se necessário, o paciente pode ser encaminhado para atendimento presencial ou para a realização de exames complementares. 

Quem orienta

Juliana Seixas

Médica de Família e do Trabalho

CREMERJ 52981249

Especialista em Medicina de Família pela UERJ. Médica do Trabalho pela Funorte. Pós graduanda em gestão de saúde pela FGV.

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