Dor no estômago: 13 principais causas, como aliviar e quando se preocupar
A dor no estômago é uma queixa comum e pode ter causas simples, como indigestão, refluxo e infecções alimentares, ou problemas mais sérios, como pedras na vesícula, úlceras e, em casos raros, câncer ou doenças do coração.
Em geral, o incômodo aparece como uma sensação dolorosa ou de queimação na parte superior ou central do abdômen, a região que muita gente chama de “boca do estômago”.
Entre os sintomas que costumam acompanhar a dor estão queimação, pontadas, cólicas, enjoo, vômitos, diarreia, perda de apetite e sensação de estômago cheio. Como várias causas têm sintomas parecidos, só uma avaliação médica define a origem com segurança.
Na Conexa Saúde, você encontra atendimento online com clínicos e especialistas em saúde digestiva que podem ajudar a identificar a causa e orientar o tratamento.
Dor no estômago é o mesmo que dor na barriga?
Não exatamente. A dor no estômago é sentida logo abaixo do tórax, na parte alta e central do abdômen (a “boca do estômago”). Já a dor abdominal, mais conhecida como “dor na barriga”, é mais ampla e pode vir de qualquer órgão da região, como intestino, fígado, vesícula ou pâncreas.
Ou seja: toda dor no estômago é uma dor abdominal, mas nem toda dor abdominal vem do estômago. Por isso, saber descrever onde dói, como dói e quando dói ajuda bastante o médico no diagnóstico.
Principais causas de dor no estômago
1. Gastrite
É uma inflamação da mucosa (o revestimento interno) do estômago. Costuma ser causada por infecção bacteriana, uso excessivo de álcool, uso prolongado de medicamentos ou estresse.
Boa parte das gastrites e úlceras tem relação com a bactéria Helicobacter pylori (H. pylori). Estima-se que cerca de 70% da população brasileira convive com essa bactéria, embora a minoria dessas pessoas desenvolvam sintomas.
Sintomas frequentes: desconforto leve a dor intensa no estômago, náuseas, vômitos e perda de apetite.
Tratamento: pode incluir medicamentos para reduzir a produção de ácido, antibióticos (quando há infecção bacteriana) e mudanças na dieta.
2. Refluxo gastroesofágico
Acontece quando o ácido do estômago volta para o esôfago e provoca queimação no peito (azia) e dor no estômago. No refluxo gastroesofágico, além da dor, pode haver regurgitação ácida, tosse que não passa e rouquidão.
Sintomas frequentes: azia, dor no estômago, regurgitação ácida, tosse crônica e rouquidão.
Tratamento: mudanças na dieta, evitar deitar logo depois de comer e medicamentos que reduzem a produção de ácido ajudam a aliviar os sintomas.dicamentos para reduzir a produção de ácido podem aliviar os sintomas.

3. Esofagite
É uma inflamação do revestimento do esôfago, em geral causada por refluxo ácido que se repete por muito tempo.
Sintomas frequentes: dor no peito, dificuldade para engolir, regurgitação e queimação.
Tratamento: pode envolver medicamentos para reduzir a acidez, evitar alimentos irritantes e, em casos graves, cirurgia.
4. Infecções no estômago
Podem ser causadas por bactérias (como a H. pylori), vírus ou parasitas, com sintomas que vão de leves a graves.
Sintomas frequentes: dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, febre e mal-estar. A duração depende do agente causador e pode ir de alguns dias a semanas. Um exemplo comum é a gastroenterite.
Tratamento: em casos leves, repouso e hidratação podem bastar. Também pode incluir antivirais, antibióticos (se for bacteriana) e reposição de líquidos e sais minerais.
5. Indigestão (dispepsia funcional)
É um desconforto ou dor que volta com frequência na parte de cima do abdômen, sem uma causa identificável nos exames. Dieta, estresse, hábitos alimentares e a sensibilidade do sistema digestivo podem influenciar.
Sintomas frequentes: estufamento depois das refeições, queimação, dor ou desconforto na barriga, arrotos e náuseas.
Tratamento: costuma envolver ajustes no dia a dia, como evitar alimentos que disparam os sintomas, fazer refeições menores e mais vezes ao dia, reduzir o estresse e parar de fumar. Se os sintomas continuarem, procure avaliação médica.
6. Obstrução intestinal
Acontece quando há um bloqueio parcial ou total no intestino, que impede a passagem normal de alimentos e líquidos.
Sintomas frequentes: dor abdominal forte, inchaço, prisão de ventre, náuseas e vômitos.
Tratamento: é uma emergência médica e precisa de atendimento imediato no hospital, que pode incluir cirurgia.
7. Pedras na vesícula
São depósitos sólidos que se formam na vesícula biliar, um órgão que fica abaixo do fígado.
Sintomas frequentes: muitas pessoas não sentem nada, mas, quando há sintomas, aparece dor forte no lado direito e superior da barriga, principalmente depois de refeições gordurosas, junto de náuseas, vômitos, indigestão e febre.
Tratamento: vai do acompanhamento e ajustes na dieta até a retirada da vesícula (colecistectomia) nos casos com complicações, como inflamação (colecistite) ou bloqueio do ducto biliar.
8. Pancreatite
É a inflamação do pâncreas, órgão importante para a digestão e para o controle do açúcar no sangue. Tem dois tipos principais.
8.1 Pancreatite aguda
Pode ser causada por consumo excessivo de álcool, cálculos biliares, infecções virais ou alguns medicamentos.
Sintomas frequentes: dor abdominal forte, náuseas, vômitos e febre.
Tratamento: em geral envolve internação, jejum, hidratação na veia e, em casos graves, cirurgia.
8.2 Pancreatite crônica
Surge ao longo do tempo, por danos que se acumulam no pâncreas, como consumo excessivo de álcool, cálculos biliares, tabagismo, trauma abdominal, fatores genéticos e contato com substâncias tóxicas.
Sintomas frequentes: dor abdominal que volta sempre, perda de peso, fezes gordurosas e diabetes.
Tratamento: busca aliviar os sintomas e evitar complicações. Pode incluir mudanças na dieta, remédios para dor e diabetes e, às vezes, cirurgia.
9. Úlceras
As úlceras são feridas abertas no revestimento do estômago, do intestino delgado ou do esôfago. As causas mais comuns são infecção por H. pylori, uso prolongado de anti-inflamatórios (AINEs), excesso de ácido, tabagismo, álcool e estresse.
Sintomas frequentes: dor na barriga (que pode piorar ao comer), náuseas, vômitos, perda de peso e sangramento.
Tratamento: medicamentos para reduzir o ácido, antibióticos (se houver infecção), mudanças na dieta e, em casos graves, cirurgia.
10. Intoxicação alimentar
Acontece ao consumir comida ou bebida contaminada por bactérias, vírus, parasitas ou toxinas.
Sintomas frequentes: dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, febre e calafrios.
Tratamento: em geral, repouso, boa hidratação e, em alguns casos, remédios para aliviar os sintomas.
11. Intolerâncias alimentares
Surgem quando o corpo tem dificuldade de digerir certos alimentos. Lactose e glúten são as mais comuns, mas qualquer alimento pode causar intolerância.
Sintomas frequentes: dor abdominal, inchaço, gases, diarreia e náuseas.
Tratamento: costuma envolver evitar os alimentos que causam a reação e ajustar a dieta.
12. Uso de medicamentos
Alguns remédios, como anti-inflamatórios (AINEs), antibióticos, corticoides e medicamentos para osteoporose, podem irritar o estômago e causar dor, náuseas e até úlceras.
Tratamento: pode envolver interromper o remédio, ajustar a dose ou trocar por outro, sempre com orientação médica.
13. Câncer no estômago
Também chamado de câncer gástrico, é um tumor maligno que se desenvolve no revestimento interno do estômago. Entre os fatores de risco estão infecção por H. pylori, dieta rica em alimentos salgados e defumados, tabagismo e histórico na família.
É a causa menos comum desta lista, mas merece atenção: o câncer de estômago é o 4º tumor mais frequente entre os homens no Brasil, segundo a Estimativa 2026-2028 do INCA. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de sucesso no tratamento.
Sintomas frequentes: dor no estômago, sensação de inchaço depois de comer, náusea, perda de apetite e perda de peso sem explicação.
Tratamento: pode incluir cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Procure um médico se notar sintomas que não passam.
Como aliviar a dor no estômago
Para dores leves e ocasionais, algumas medidas costumam aliviar rápido: prefira refeições leves e em menor quantidade, evite alimentos gordurosos, ácidos ou apimentados, beba água, não se deite logo depois de comer e diminua álcool, café e cigarro.
Antiácidos ajudam quando a dor vem de azia ou má digestão. Se a dor for forte, não passar ou voltar sempre, procure um médico, porque a automedicação pode esconder a causa.
No geral, o tratamento se apoia em três frentes.
Medicamentos
Antiácidos neutralizam o ácido e aliviam sintomas leves de azia ou indigestão. Em casos de gastrite ou refluxo, o médico pode receitar remédios que reduzem a produção de ácido. Antibióticos entram quando há infecção por H. pylori, o que exige exames antes para confirmar.
Como o tratamento certo depende de descobrir a causa, vale fazer uma avaliação médica e, em alguns casos, um acompanhamento nutricional. Na Conexa Saúde, você encontra médicos e nutricionistas prontos para te atender online.
Mudança de hábitos
Pequenos ajustes na alimentação e na rotina ajudam a aliviar a dor no estômago:
Evitar alimentos gordurosos, condimentados ou ácidos;
Comer porções menores e mais vezes ao dia;
Mastigar devagar;
Não deitar logo depois das refeições;
Reduzir o álcool;
Parar de fumar;
Beber mais água.
O controle do estresse também é importante para tratar gastrite nervosa. Técnicas de relaxamento, como meditação, yoga e exercícios de respiração, além de reduzir as fontes de estresse no dia a dia, ajudam a diminuir a frequência e a intensidade da dor. Remédios caseiros ou naturais
Chás de camomila, gengibre ou hortelã podem acalmar o estômago e aliviar o desconforto leve. Mesmo assim, converse com um profissional de saúde antes de usar qualquer remédio caseiro, principalmente se você estiver grávida, amamentando ou tiver outras condições de saúde.
Quando a dor no estômago é preocupante? Quando ir ao médico?
A dor no estômago pede atenção quando é forte, não passa ou vem junto de sinais de alerta, que podem indicar algo mais sério:
Dor abdominal forte e de início súbito;
Dor que piora ou não melhora com o tempo;
Dor com febre alta;
Sangramento (fezes ou vômito com sangue);
Dor com dificuldade para respirar;
Dor com desmaio, suor intenso, confusão mental ou barriga rígida;
Histórico pessoal ou na família de doenças graves do aparelho digestivo, como câncer de estômago ou pancreatite.
Se você tiver algum desses sinais, procure atendimento médico assim que possível.
Variações comuns da dor no estômago
A dor pode vir acompanhada de outros sintomas, e isso ajuda a entender a causa:
Dor no estômago depois de comer: costuma indicar má digestão, gastrite ou refluxo, principalmente após refeições pesadas, gordurosas ou muito grandes.
Dor no estômago com gases: em geral tem a ver com digestão lenta, gastrite ou intolerâncias alimentares.
Dor no estômago e nas costas: pode acontecer quando o incômodo irradia, como em casos de pancreatite ou pedras na vesícula, e vale procurar avaliação.
Dor no estômago na gravidez: é comum, sobretudo no começo da gestação, por causa das mudanças hormonais. Se for forte ou não passar, converse com o obstetra.
Qual médico procurar para dor no estômago?
A investigação pode começar com o clínico geral, que avalia o caso e, se for preciso, encaminha para o gastroenterologista, o especialista no aparelho digestivo. Em algumas situações, outros especialistas podem entrar, conforme a causa identificada.
Como é feito o diagnóstico?
O médico começa pela conversa sobre os sintomas e o histórico (a anamnese) e pelo exame físico. Conforme a suspeita, pode pedir exames como:
Teste para a bactéria H. pylori;
Exames de sangue;
Ultrassom do abdômen;
Endoscopia digestiva alta, que mostra o estômago por dentro.
É o diagnóstico que define o tratamento certo para cada caso.
Telemedicina para dor no estômago
Boa parte dos casos de dor no estômago não é emergência e pode ser resolvida em pouco tempo, com orientação médica.
Os benefícios da telemedicina incluem praticidade e rapidez: por uma videoconsulta, você fala com profissionais qualificados sem sair de casa, evita deslocamento e sala de espera e recebe orientação na hora em que precisa.
Na plataforma Conexa Saúde, você pode iniciar uma consulta online, receber prescrição quando indicado e, se precisar, ser encaminhado a um especialista que pede exames e acompanha o caso de perto. Também dá para agendar consultas com nutricionistas e outros profissionais.
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