Tudo sobre doença celíaca: causas, sintomas e tratamento

Rafael Leite Aguilar | Telemedicina | Atualizado em: 21/07/2025

mulher segurando uma fatia de pão e apertando sua barriga com a outra mão para sinalizar incômodo causado pela doença celíaca

A doença celíaca é uma condição autoimune causada pela intolerância ao glúten. Quando a pessoa com doença celíaca ingere alimentos com o gluten, presente em trigo, cevada, centeio e derivados, o sistema imunológico ataca as células do intestino delgado danificando as vilosidades intestinais, responsáveis pela absorção dos nutrientes e gerando sintomas nos portadores dessa condição. 

Os sintomas mais presentes são os gastrointestinais como diarreia, gases, cólica, prisão de ventre e inchaço abdominal, além de sintomas que não envolvem o sistema digestivo, como cansaço excessivo, osteoporose e entre outros.

A doença pode se manifestar em qualquer fase da vida, sendo mais comum o surgimento das primeiras manifestações ainda na infância.

Embora não tenha cura, a doença celíaca exige diagnóstico precoce e acompanhamento médico constante para evitar complicações. Para entender tudo sobre o problema, é só continuar a leitura!

Quais são os sintomas da doença celíaca?

Os sintomas da doença celíaca podem surgir na infância ou na idade adulta. Na infância, os primeiros sintomas podem surgir após a primeira ingestão de alimentos com glúten. Muitos adultos convivem com a doença sem ter sintomas digestivos. 

Os principais sintomas da doença são: 

  • Diarreia; 
  • Anemia;
  • Desconforto abdominal;
  • Prisão de ventre;
  • Perda de peso;
  • Cansaço;
  • Anemia;
  • Perda de peso ou de apetite. 

Esses sintomas podem ser agravados pela redução na capacidade de absorver nutrientes do intestino, desencadeando problemas em todo o corpo, como desnutrição, fraqueza, osteoporose, úlceras bucais (aftas), tumores ou outras doenças. 

Sintomas da doença celíaca em crianças

Em crianças, além dos sintomas citados, a doença celíaca também pode acarretar em outras complicações como baixa estatura e mau desenvolvimento muscular. Por serem bastante genéricos, os sintomas nem sempre levam o paciente e os médicos para o diagnóstico correto logo de início. Muitas vezes, na verdade, eles podem ser confundidos com a ocorrência de outras doenças. 

Se você ou seu filho apresentarem qualquer um desses sintomas, é importante consultar um médico especialista. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico da doença celíaca, mais rápido esses e outros sintomas tendem a ser resolvidos.

botão agendar consulta rosa

O que uma pessoa com doença celíaca não pode comer?

Uma alimentação livre de glúten é indispensável para pessoas celíacas. No geral, estes são os alimentos proibidos para portadores da doença:

  • Trigo, cevada e centeio;
  • Pães, massas e bolos convencionais;
  • Cereais matinais com glúten;
  • Biscoitos e bolachas convencionais;
  • Cerveja e outras bebidas à base de malte;
  • Molhos e sopas prontas com espessantes à base de trigo.

Manter uma dieta sem glúten é indispensável para portadores da doença celíaca. E é muito mais fácil quando há não só o acompanhamento nutricional, mas também apoio familiar e psicológico. 

Tendo em vista o caráter restritivo e permanente das dietas isentas de glúten, em 1994 foi criada  a Associação de Celíacos. A rede funciona como um centro de informação e apoio para portadores e familiares que convivem com a doença. Você também pode contar com os profissionais de saúde em Conexa para ajudar a manter uma dieta equilibrada e saudável.

Qual a diferença entre doença celíaca e intolerância ao glúten?

Embora os sintomas possam ser parecidos, doença celíaca e intolerância ao glúten são condições diferentes.

Em poucas palavras, a doença celíaca é uma condição autoimune com riscos à saúde a longo prazo, enquanto a intolerância ao glúten causa desconforto, mas sem inflamação intestinal crônica.

Na doença celíaca, o consumo de glúten faz com que o sistema imunológico ataque as vilosidades do intestino delgado, estruturas responsáveis pela absorção de nutrientes.

Com o tempo, isso compromete a absorção de vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais, podendo levar a complicações graves, como osteoporose, anemia e até infertilidade. 

É uma condição crônica, sem cura, e que exige restrição total ao glúten por toda a vida.

Já na intolerância ao glúten, os sintomas surgem após a ingestão da substância, mas não há inflamação intestinal nem resposta autoimune. 

Os sintomas podem incluir inchaço, gases, dor abdominal e cansaço, mas tendem a desaparecer com a redução ou retirada do glúten da dieta. Essa condição é menos grave e, em muitos casos, pode ser temporária.

Ou seja, a principal diferença está no impacto do glúten no organismo. A doença celíaca envolve um processo inflamatório autoimune e dano intestinal, enquanto a intolerância provoca uma reação não mediada pelo sistema imunológico.

Como é feito o diagnóstico da doença celíaca?

Para um diagnóstico correto da doença celíaca são necessários alguns testes específicos solicitados por um médico especialista. 

Para uma conclusão médica de doença celíaca, o paciente geralmente passa pelos seguintes estágios:

  1. Avaliação clínica: análise dos sintomas, histórico médico e exame físico;
  2. Exames laboratoriais: faz a detecção de anticorpos específicos no sangue que indicam uma resposta imunológica ao glúten;
  3. Endoscopia digestiva alta com biópsia: confirmação do diagnóstico através da análise de amostras de tecido intestinal;
  4. Dieta sem glúten e teste de reintrodução: o médico faz a observação da resposta do corpo à remoção e reintrodução do glúten.

Tratamento para doença celíaca

O tratamento para doença celíaca envolve a retirada de alimentos com glúten da dieta.  Excluir o glúten da alimentação do paciente leva à remissão dos sintomas e a restauração das vilosidades do intestino em algumas semanas. Em alguns casos, suplementos vitamínicos podem ser receitados também. 

Um ponto importante a ser observado é que muitos alimentos são processados em locais que também manuseiam produtos com glúten, o que pode causar uma contaminação com glúten em alimentos que não teriam inicialmente. Alguns medicamentos também podem conter glúten. Por isso, é importante ter um controle maior sobre os produtos e os locais de compra.

Como conviver com a doença celíaca?

Falar sobre o tratamento da doença celíaca com certeza é muito mais fácil do que colocá-lo em prática. Isso porque, mudar a nossa alimentação nunca é uma tarefa fácil. 

Em uma dieta sem glúten, em um primeiro momento, muitos pacientes se deparam com o desespero de não poderem comer mais coisas que até então os deixavam felizes. Porém, não é bem assim. Conviver com a doença celíaca e manter uma alimentação livre de glúten pode ser, sim, conciliado com o convívio social e momentos de lazer pela alimentação. 

Hoje, existem dezenas de variações de alimentos que podem substituir o glúten na alimentação. Em diferentes composições, ele pode ser substituído por:

  • Milho;
  • Arroz;
  • Batata;
  • Mandioca;
  • E diversos outros tipos de alimentos.

Também é possível substituir as farinhas proibidas para portadores por fécula de batata, farinha de milho, amido de milho, polvilho doce ou azedo, farinha ou creme de arroz, farinha de araruta e outros.

Quais são os riscos da doença celíaca? 

A doença celíaca não tratada é um fator de risco para diversos outros problemas de saúde. Isso acontece devido a alterações imunológicas que repercutem em todo o corpo. Embora a origem dos sintomas seja o intestino, a sensibilidade ao glúten pode causar problemas sérios e, se não tratada, pode desencadear grandes riscos.

O risco de surgir esses e outros problemas por meio da doença celíaca é reduzido drasticamente quando o paciente obtém o diagnóstico precoce e segue rigorosamente o tratamento proposto. 

O que pode acontecer se eu não tratar a doença celíaca?

Se a doença celíaca não for tratada corretamente, o consumo contínuo de glúten pode causar danos permanentes ao intestino delgado, comprometendo a absorção de nutrientes essenciais. Isso pode levar a diversas complicações, como:

  • Desnutrição, mesmo com alimentação adequada
  • Anemia por deficiência de ferro ou vitaminas
  • Osteoporose e enfraquecimento dos ossos
  • Problemas de crescimento em crianças
  • Doenças autoimunes associadas 

Sem o tratamento adequado, os sintomas também tendem a piorar e se tornarem crônicos, impactando diretamente a qualidade de vida. Por isso, o acompanhamento médico e o tratamento restrição total ao glúten são fundamentais para evitar complicações.

Caso você esteja com suspeita de doença celíaca, o diagnóstico correto é indispensável. A Conexa oferece consultas online com médicos especialistas em doenças gastrointestinais. 

Pela plataforma, você agenda a sua consulta e é atendido no conforto da sua casa. Um dos benefícios da telemedicina. No caso de exames presenciais, todos os encaminhamentos necessários ficam disponíveis para você realizar os exames de onde estiver. 

Com os resultados em mãos, você pode retornar com o seu médico de escolha, que fará a sua avaliação e acompanhamento futuro, caso seja necessário. 

Como fica a pele de um celíaco?

A doença celíaca pode afetar a pele, principalmente por meio de uma condição chamada dermatite herpetiforme. Trata-se de uma manifestação cutânea autoimune associada à ingestão de glúten, que atinge algumas pessoas celíacas.

Essa dermatite causa:

  • Coceira intensa
  • Ardência
  • Pequenas bolhas agrupadas (semelhantes às do herpes, mas sem relação com o vírus)
  • Lesões mais comuns em cotovelos, joelhos, nádegas, couro cabeludo e costas

A pele melhora significativamente com a adoção de uma dieta sem glúten, embora o tratamento médico, incluindo uso de medicamentos, possa ser necessário no início. O surgimento desses sinais pode ser um dos primeiros da doença celíaca em algumas pessoas, mesmo na ausência de queixas gastrointestinais.

Como o processo terapêutico ajuda pacientes celíacos?

O diagnóstico de doença celíaca pode ser um desafio emocional e físico significativo para os pacientes. Além das mudanças necessárias na dieta, é crucial que os pacientes recebam suporte emocional e psicológico para lidar com os impactos dessa condição crônica. 

Viver com doença celíaca exige uma adaptação constante, o que pode ser estressante e emocionalmente desgastante. O suporte emocional e psicológico é vital para ajudar os pacientes a aceitar o diagnóstico, lidar com estresse e ansiedade e desenvolver estratégias para manter o tratamento. 

Na Conexa, oferecemos um cuidado integral proporcionando suporte em várias frentes para garantir a melhor qualidade de vida possível aos nossos pacientes. Pessoas celíacas conseguem realizar desde o diagnóstico ao tratamento e observação, caso necessário, de forma integral pela plataforma da Conexa Saúde. 

Nosso ecossistema digital inclui uma área específica para a saúde gastrointestinal, nutricionistas e psicólogos. Profissionais essenciais no tratamento da doença celíaca. 

Além disso, pelo nosso Programa de Atendimento (PA) estamos prontos para atender pacientes de emergência com sintomas agudos da doença celíaca. O rápido acesso a cuidados médicos pode prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.

Se você ou alguém que conhece vive com doença celíaca, a Conexa está aqui para oferecer o suporte necessário para uma vida mais saudável e equilibrada. Agende uma consulta com nossos especialistas e experimente o cuidado 360º que a Conexa oferece.

Quando procurar um médico para tratar a doença celíaca?

É importante procurar um médico assim que surgirem sintomas persistentes após o consumo de alimentos com glúten, especialmente se houver histórico familiar de doença celíaca. Entre os principais sinais de alerta estão:

  • Diarreia frequente ou prolongada
  • Inchaço e dor abdominal
  • Gases em excesspo
  • Prisão de ventre persistente
  • Perda de peso sem explicação
  • Cansaço extremo
  • Anemia recorrente
  • Irritações ou coceiras na pele

Em crianças, sinais como dificuldade de ganho de peso, atraso no crescimento e irritabilidade também devem ser investigados.

O diagnóstico deve ser feito por um gastroenterologista, que solicitará exames complementares. Jamais inicie uma dieta sem glúten por conta própria antes de realizar os exames.

Com a confirmação da doença, o acompanhamento médico é essencial para adequar a dieta, avaliar carências nutricionais e monitorar possíveis complicações.


Rafael Leite Aguilar

Pós graduando em gestão de saúde pela FGV. Atua como Rotina Médica no Pronto Atendimento Conexa Saúde. CRM-ES 18586.

Programa

Emagrecer Bem

Menos peso. Mais saúde. Emagreça de forma definitiva e sem sofrimento.

Verifique elegibilidade