Precisando de atendimento médico?

Seu médico online está te esperando na Conexa.

Precisando de atendimento médico?

Seu médico online está te esperando na Conexa.

Tratamento para obesidade: opções, diagnóstico e como escolher o ideal

Imagem decorativa da postagem
Imagem decorativa da postagem

O tratamento para a obesidade envolve mudanças nos hábitos alimentares, no estilo de vida e na prática de atividade física regular. Em alguns casos, cirúrgias e utilização de medicamentos podem ser necessários. 

Entender quais são os tratamentos disponíveis para obesidade e como é feito o diagnóstico permite escolher, com ajuda médica, as abordagens mais adequadas. Confira!

O que é obesidade?

 A obesidade é uma doença crônica marcada pelo acúmulo excessivo de gordura, que supera os limites saudáveis, representando um risco relevante à saúde. 

Contudo, é importante destacar que o excesso de gordura não deve ser resumido apenas ao peso na balança, uma vez que a obesidade está relacionada principalmente ao volume de gordura corporal e como ela é distribuída, muito mais do que o peso bruto. 

Por ser uma condição crônica, ela exige monitoramento contínuo com acompanhamento de indicadores de saúde, prevenção de complicações e mudanças no estilo de vida, não apenas a perda de peso pontual. 

Como a obesidade é diagnosticada?

Para diagnosticar a obesidade, há alguns métodos que são usados para orientar a identificação do excesso de gordura corporal e os potenciais riscos à saúde. Confira quais são eles:

  • IMC (Índice de Massa Corporal): método mais comum para analisar o excesso de peso, calculado a partir da relação peso/altura² (kg/m²). Um IMC superior a 30 kg/m² pode indicar obesidade em adultos. 

  • Circunferência abdominal: mede a gordura presente na área do abdômen, um indicador essencial, já que a gordura visceral nessa região está associada a riscos maiores para a saúde.

  • Composição corporal: técnicas, como bioimpedância, são usadas para mensurar o excesso de gordura, sendo importante em pessoas que praticam musculação, porque o IMC pode não refletir os índices corretamente.  

  • Exame clínico e análise de riscos: indicadores são usados para diagnosticar eventuais comorbidades, como glicemia, pressão arterial, perfil lipídico, histórico de doenças e hábitos para compreender se há riscos associados à obesidade.

Essas metodologias, quando combinadas, possibilitam um diagnóstico individualizado e completo para a definição do tratamento mais adequado.

Principais causas e fatores de risco da obesidade

As causas da obesidade estão associadas a múltiplos fatores e envolvem uma combinação de questões comportamentais, ambientais, biológicas e emocionais. 

Conhecê-los permite identificar quais são os aspectos que favorecem o ganho de peso para um tratamento para obesidade mais direcionado. Entenda a seguir:

  • Predisposição genética: alguns indivíduos possuem genes que podem contribuir para o acúmulo de gordura, que influenciam o armazenamento de energia, a metabolização dos nutrientes e a regulação do apetite. 

  • Hábitos alimentares inadequados: dietas com consumo excessivo de açúcar, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, potencializam o risco de obesidade. 

  • Sedentarismo: pessoas que não praticam atividade física, com pouco gasto energético e longos períodos sentado, têm mais chances de apresentar acúmulo de gordura. 

  • Distúrbios do sono: a rotina de sono irregular impacta diretamente o metabolismo e a regulação hormonal do apetite, contribuindo para o ganho de peso. 

  • Condições de saúde: desequilíbrios metabólicos, mudanças hormonais e o uso de medicamentos específicos, tendem a tornar o corpo mais suscetível ao acúmulo de gordura. 

  • Contexto social: vida desregrada, com acesso fácil a fast-foods e ultraprocessados ou em contexto socioeconômico, dificulta a escolha de uma rotina mais saudável, elevando o risco para a obesidade. 

  • Condições emocionais: estresse, ansiedade ou uso da comida como forma de conforto podem desencadear alimentação exagerada, favorecendo o ganho de peso. 

Quais são as opções de tratamento para obesidade?

O tratamento para obesidade envolve uma combinação de abordagens, que vão desde mudanças no estilo de vida, cirurgias e o uso de medicamentos. 

Essa definição está condicionada às condições de saúde do paciente, o nível de obesidade e uma avaliação individual. 

Confira as opções de tratamentos disponíveis:

Mudanças na alimentação

O primeiro cuidado, normalmente, envolve mudanças nos hábitos de alimentos para promover a perda de peso e melhorar a saúde geral. 

Ao iniciar o tratamento, o nutricionista costuma criar um plano alimentar personalizado com horários fixos de refeições, tamanho de porções e qualidade dos alimentos, além de reduzir o consumo de ultraprocessados ou industrializados.

 Exercícios e rotina de movimento

Para promover a perda de peso e melhorar o metabolismo e a saúde geral, o tratamento para obesidade também inclui a prática regular de atividade física

Para respeitar as condições clínicas do paciente, os treinos costumam ser progressivos, respeitando os limites individuais, combinando musculação e exercícios aeróbicos. Além disso, manter a regularidade é essencial para obter resultados a longo prazo

Tratamento medicamentoso para obesidade

O uso de medicamentos costuma ser indicado em casos específicos para reduzir a absorção de gordura, controlar o apetite e melhorar o metabolismo. 

É importante ressaltar que o tratamento medicamentoso é um complemento às mudanças de hábitos e não substituem um estilo de vida saudável e o acompanhamento médico. 

Terapia comportamental e acompanhamento psicológico

O acompanhamento psicológico também é fundamental no tratamento para obesidade, porque a terapia comportamental auxilia na identificação e compreensão das emoções,  compulsões alimentares e comportamentos, que impedem o emagrecimento.

Essa abordagem terapêutica trabalha ainda outros fatores, como autoestima e relação do paciente com a comida para garantir mudanças na rotina duradouras. 

Cirurgias e outras intervenções

Algumas cirurgias, como a cirurgia bariátrica, costuma ser recomendada para pacientes com obesidade grave ou quando outros tratamentos não surtiram efeito satisfatório.

Esse procedimento pode modificar a absorção de nutrientes ou reduzir o tamanho do estômago, além de melhorar condições de saúde associadas, como diabetes e hipertensão

Para a segurança e efetividade, a bariátrica exige um acompanhamento multidisciplinar contínuo.

Riscos, efeitos colaterais e cuidados do uso de medicamentos

Medicamentos usados no tratamento para obesidade, assim como vários outros, possuem efeitos colaterais e riscos à saúde. Dessa forma, o uso de fármacos requer cuidados. Entenda mais!

  • Insônia, tontura, boca seca e mudanças de humor podem ser causados por medicamentos que agem no sistema nervoso central.

  • Náuseas, vômitos e diarreia: efeitos colaterais comuns em medicamentos que diminuem o apetite.

  • Deficiências nutricionais e problemas digestivos: comum em fármacos que reduzem a absorção de gorduras.

Além desses efeitos colaterais, há ainda riscos mais sérios, que podem variar conforme o histórico do paciente e o tipo de medicamento, o que exige um monitoramento médico contínuo e um plano terapêutico completo e integrado

Como funciona a cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é um procedimento usado para modificar a estrutura do sistema digestivo, que pode diminuir o tamanho do estômago, ou desviar parte do intestino para reduzir a capacidade de comer.

Para garantir a segurança do procedimento, o paciente é submetido a uma avaliação clínica completa, com a realização de exames físicos e laboratoriais para analisar as condições de saúde e comorbidades.

Além disso, o paciente também costuma ser obrigado a participar de programas de orientação sobre hábitos alimentares, atividade física e saúde mental para assegurar mudanças duradouras no estilo de vida.

Após a cirurgia, há um período de recuperação com um novo padrão de alimentação, iniciando com líquidos, avançando para alimentos leves até chegar nos sólidos e suplementação nutricional.

Lembrando que a cirurgia bariátrica faz parte do tratamento para obesidade e de um plano mais abrangente e contínuo, não como uma solução isolada. 

Resultados esperados e acompanhamento pós-operatório

A expectativa, depois do procedimento, é que a perda de peso seja mais significativa nos primeiros meses, melhorando, inclusive, eventuais condições de saúde existentes, como diabetes e hipertensão. 

Para a segurança e a eficácia a longo prazo, é essencial manter um acompanhamento médico, nutricional e psicológico, além de suplementação e avaliações periódicas. 

A seguir, listamos 5 cuidados essenciais no pós-operatório:

  1. Acompanhamento nutricional contínuo: orientações, como consumir porções pequenas, mastigar adequadamente, mantendo o foco na qualidade dos alimentos.

  1. Suplementação vitamínica e mineral: o objetivo é garantir a saúde do paciente e prevenir carências nutricionais.

  1. Rotina de atividade física regular: o ideal é iniciar os exercícios de maneira gradual conforme orientação médica. 

  1. Suporte psicológico: o acompanhamento de profissionais de saúde mental auxilia na adaptação emocional e na criação de uma relação mais saudável com a comida.

  1. Acompanhamento contínuo: consultas e exames regulares para monitorar os indicadores de saúde, prevenindo eventuais complicações.

Como escolher o tratamento para obesidade correto?

A definição do tratamento para obesidade deve ser definida por um médico, que analisa as condições de saúde do paciente, como a existência de comodidades e a resposta a tentativas anteriores de emagrecimento. 

Dessa forma, a avaliação individualizada, considerando a gordura corporal, peso, histórico clínico, estilo de vida e riscos à saúde, garante uma abordagem adequada.

Somado, o tratamento para obesidade deve priorizar a saúde geral do indivíduo e não apenas a perda de peso, isto é, o objetivo precisa ser mitigar o risco de doenças associadas, além de garantir resultados duradouros e melhorar a qualidade de vida.

Por esse motivo, ao buscar tratamento para obesidade, é fundamental contar com o suporte e acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, com nutricionistas, psicólogos e médicos, para escolher a opção mais segura e eficaz. 

Quando procurar ajuda profissional para obesidade?

Buscar tratamento para obesidade é importante para lidar com o excesso de peso e evitar complicações mais sérias, garantindo eficácia e segurança. 

Nesse sentido, há alguns sinais de alerta que indicam a necessidade de uma orientação especializada. Confira:

  • Ganho de peso persistente;

  • Dificuldade para emagrecer ou manter perda de peso;

  • Acúmulo de gordura no abdômen;

  • Pressão alta;

  • Alterações na glicemia;

  • Colesterol alto;

  • Distúrbios de sono;

  • Dores nas articulações;

  • Diabetes;

  • Hipertensão;

  • Distúrbios metabólicos;

  • Fadiga persistente;

  • Histórico familiar de doenças relacionadas ao excesso de peso. 

Procurar ajuda precocemente permite a identificação da condição e iniciar o tratamento para obesidade o quanto antes, prevenindo complicações graves e assegurando uma melhor qualidade de vida. 

Como a Conexa Saúde pode te ajudar no tratamento para obesidade?

A Conexa Saúde pode te ajudar no tratamento para obesidade por meio do atendimento virtual com médicos, nutricionistas online e psicológicos, que oferecem avaliação completa, diagnóstico e um acompanhamento personalizado sem sair de casa. 

Nas consultas online, é possível verificar exames, revisar objetivos, adaptar o tratamento e receber orientações com segurança e comodidade. 

A vantagem é que você pode ter acesso seguro e contínuo, obtendo acompanhamento regular, essencial para o tratamento para obesidade.

Busque atendimento agora mesmo na Conexa Saúde e receba cuidados de saúde de onde estiver.  

Quem orienta

Rafael Leite Aguilar

Médico

CRM-ES 18586

Pós graduando em gestão de saúde pela FGV. Atua como Rotina Médica no Pronto Atendimento Conexa Saúde.

Outros artigos da categoria Endocrinologia