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Libido: o que é e como aumentar?

Duas pessoas conversando em um ambiente de apoio
Duas pessoas conversando em um ambiente de apoio

Libido é o desejo sexual: a vontade de ter contato íntimo, fantasias e relação sexual. Ela depende da combinação entre hormônios (testosterona e estrogênio são os principais), saúde mental, estilo de vida e qualidade do relacionamento, e oscila ao longo da vida em homens e mulheres.

Quando a libido baixa persiste por meses e causa sofrimento, pode indicar uma condição médica chamada Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo. Identificar a causa exige avaliação profissional, já que ansiedade, depressão, uso de antidepressivos, alterações hormonais e a menopausa estão entre os gatilhos mais comuns.

Entender como o desejo funciona ajuda a buscar orientação certa quando o quadro foge do padrão. A seguir você vê o que influencia a libido, os sinais de libido baixa, o que causa a queda e como recuperar o equilíbrio.

Quais fatores influenciam a libido?

A libido não depende de um único fator. Ela é o resultado da interação entre saúde física, equilíbrio mental e estilo de vida.

Os níveis hormonais são determinantes: nas mulheres, as oscilações de estrogênio e progesterona ao longo do ciclo menstrual impactam o desejo; nos homens, a testosterona desempenha papel central na libido e na função erétil. Além da biologia, o estilo de vida tem peso fundamental.

O sedentarismo, a má alimentação, o consumo excessivo de álcool e o tabagismo prejudicam a resposta sexual. Um ponto de atenção frequentemente ignorado é a qualidade do sono: noites mal dormidas afetam a produção hormonal e reduzem a disposição física.

Somado a isso, a saúde mental tem influência significativa na libido. Condições como traumas, experiências negativas, ansiedade, depressão, estresse e baixa autoestima podem contribuir para a redução do desejo sexual.

A qualidade e a satisfação nos relacionamentos também influenciam a libido. Conflitos, falta de confiança, falhas de comunicação e ausência de conexão com o parceiro podem reduzir o interesse pelo sexo.

Por fim, tabus e normas sociais influenciam a libido, assim como o uso de medicações e condições de saúde crônicas, como obesidade, diabetes e problemas cardíacos.

Como a libido se manifesta: desejo espontâneo e desejo responsivo

É comum acreditar que a libido deve surgir de forma repentina, mas nem sempre isso ocorre. É importante diferenciar dois tipos de funcionamento do desejo:

  1. Desejo espontâneo: a vontade surge sem um estímulo externo prévio. É uma experiência comum, mas não é a única forma de sentir desejo.

  2. Desejo responsivo: o interesse sexual surge em resposta a um estímulo, como carinho, toque ou um ambiente propício.

Compreender que o desejo pode ser responsivo, ou seja, que a vontade pode aparecer durante o estímulo e não necessariamente antes, ajuda a alinhar expectativas e reduzir a ansiedade sobre o próprio desempenho sexual.

Quais são os sinais de baixa libido?

  • Falta ou baixo interesse por atividades sexuais;

  • Problemas para atingir o orgasmo;

  • Dificuldades para manter ou obter uma ereção;

  • Diminuição na frequência das relações sexuais;

  • Sensação constante de cansaço e falta de energia;

  • Falta de memória e dificuldade de concentração;

  • Alterações no humor.

A diminuição da libido pode se manifestar em diferentes fases da vida. Reconhecer os sinais de libido baixa é importante para buscar orientação médica quando necessário.

Libido baixa é uma doença? Entenda o Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo

A perda persistente do desejo sexual, quando vem acompanhada de sofrimento pessoal, tem nome clínico: Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo. No CID-10, ele recebe o código F52.0 (ausência ou perda do desejo sexual). A CID-11 atualizou a definição: ausência ou redução do desejo espontâneo ou responsivo, associada a sofrimento clinicamente relevante.

Estudos populacionais indicam que entre 8% e 19% das mulheres apresentam o quadro em algum momento da vida. Nos homens, aparece com mais frequência após os 50 anos, ligado à queda da testosterona (quadro também chamado de Síndrome de Deficiência de Testosterona).

O diagnóstico exige avaliação clínica e, em alguns casos, exames hormonais. Reconhecer o transtorno ajuda a diferenciar uma oscilação passageira, que é normal, de uma alteração persistente que merece tratamento.

Aviso médico: a presença de sintomas persistentes não significa diagnóstico fechado. Apenas um médico, com avaliação individual, pode confirmar o quadro e indicar o tratamento adequado.

O que pode causar a falta de libido em homens e mulheres?

Para entender melhor as causas por trás da diminuição do desejo sexual, veja as mais comuns:

Fatores psicológicos

Em muitos casos, a falta de libido é provocada por fatores psicológicos, como ansiedade, estresse e depressão.

Essas condições afetam diretamente o equilíbrio emocional e o funcionamento do sistema nervoso, responsável por regular o desejo sexual e a resposta ao estímulo.

Problemas no relacionamento

Conflitos no relacionamento também podem reduzir o desejo sexual, principalmente porque essas questões afetam a saúde mental e criam um ambiente de tensão, brigas e desconexão emocional.

Buscar soluções para os desentendimentos e melhorar a comunicação pode contribuir para a restauração da intimidade do casal e para o aumento do desejo sexual.

Uso de medicamentos

Outro fator que pode desencadear a falta de libido é o uso de medicamentos, como antidepressivos, diuréticos e anti-hipertensivos.

Muitos desses medicamentos afetam diretamente o sistema nervoso ou reduzem o fluxo sanguíneo para as áreas íntimas, e a libido pode ser afetada de forma significativa.

No caso das mulheres, contraceptivos hormonais podem interferir nos níveis hormonais. Nos homens, alguns tratamentos para calvície ou próstata podem reduzir a testosterona, impactando o interesse pelo sexo.

Desequilíbrios hormonais

Durante a menopausa, a mulher pode apresentar diminuição na produção de estrógeno, o que interfere diretamente na libido e na lubrificação vaginal.

Com isso, muitas mulheres sentem desconforto ou dor durante a relação sexual, o que reduz ainda mais o interesse pela prática sexual.

Após o parto também ocorrem mudanças hormonais importantes, e o desejo pelo sexo costuma diminuir nesse período.

Idade

Com o avanço da idade, a testosterona, hormônio que influencia o desejo sexual masculino, tende a diminuir, sobretudo após os 50 anos. O resultado costuma ser libido baixa e queda do desempenho sexual.

Nas mulheres, o envelhecimento desencadeia mudanças nos níveis hormonais, com destaque para a redução do estrogênio durante a menopausa, que também influencia o desejo sexual.

Conhecer os fatores que influenciam a libido é importante para buscar orientação médica e obter o tratamento adequado.

Qual a diferença entre libido baixa e disfunção erétil?

Os dois quadros podem aparecer juntos, mas não são a mesma coisa. Na libido baixa, a vontade de ter relação sexual não aparece. Na disfunção erétil, o desejo existe, mas a ereção não acontece ou não se sustenta.

Um homem pode ter desejo sexual normal e enfrentar disfunção erétil. O contrário também ocorre: a ereção funciona, e o interesse pelo sexo está reduzido. Como o tratamento varia conforme a causa, o diagnóstico diferencial cabe a um urologista, endocrinologista ou psiquiatra, dependendo do que está por trás do quadro.

Como aumentar a libido?

Para melhorar a libido, você pode adotar hábitos simples que ajudam a recuperar o desejo sexual.

Um deles é a prática de atividade física: exercícios estimulam a liberação de hormônios como adrenalina e endorfina, ligados ao bem-estar e à energia. A atividade regular também melhora a disposição, o condicionamento e a autoestima, fatores que contribuem para uma vida sexual mais saudável.

Atividades de lazer também são benéficas e podem aumentar a libido, já que aliviam o estresse e proporcionam sensação de prazer, com impacto positivo no estado emocional.

A adoção de uma alimentação saudável melhora os níveis da libido, pois oferece nutrientes importantes para o equilíbrio hormonal. Evite alimentos processados ou ricos em gorduras e açúcares, pois eles podem comprometer a saúde geral e o desejo sexual.

Outra estratégia é fortalecer a conexão com o parceiro. Avaliar o relacionamento e buscar uma comunicação aberta e empática permite maior compreensão das necessidades e desejos mútuos.

Você também pode rever o uso de medicamentos com o seu médico para que, juntos, encontrem uma alternativa que melhore a saúde sexual. Lembre-se: ajustes em medicação dependem de avaliação profissional.

Outro cuidado importante para melhorar a libido é cuidar da mente. Em casos de sintomas de depressão, estresse, ansiedade ou outras condições, busque apoio psicológico para gerenciar essas questões e proporcionar um estado emocional mais saudável.

Alimentos que ajudam a aumentar a libido

Nenhum alimento aumenta a libido sozinho. Alguns, porém, sustentam a produção hormonal, a circulação sanguínea e a disposição, que afetam o desejo sexual. Vale incluir na rotina:

Alimento

Como contribui

Frutos do mar (ostras, camarão)

Ricos em zinco, mineral ligado à produção de testosterona.

Chocolate amargo (acima de 70%)

Cacau ajuda na liberação de serotonina e dopamina, neurotransmissores ligados ao prazer.

Castanhas e amendoim

Fontes de vitaminas do complexo B e gorduras boas para a saúde cardiovascular.

Melancia e frutas vermelhas

Ajudam na circulação e na produção de óxido nítrico, que favorece o fluxo sanguíneo.

Vegetais verde-escuros

Ricos em magnésio e folato, importantes para o equilíbrio hormonal.

Abacate

Vitamina E, potássio e gorduras monoinsaturadas, aliados da saúde cardiovascular.

A alimentação atua como apoio, e não como tratamento. Quando a perda de desejo persiste, vale procurar um médico.

O que fazer se meu parceiro tem baixa libido?

Nos casos em que o parceiro apresenta diminuição da libido, o mais indicado é abordar o tema de forma aberta e respeitosa, buscando compreender as questões envolvidas na redução do desejo sexual.

Conversar honestamente sobre sentimentos e preocupações ajuda o casal a identificar possíveis causas e buscar uma solução em conjunto.

Se necessário, conte com a orientação de um profissional, como um terapeuta ou psicólogo sexual, para lidar com a questão de maneira construtiva.

Quando devo procurar ajuda médica para problemas de libido?

Procure orientação médica quando a falta ou redução da libido provoca sofrimento significativo, afeta o relacionamento sexual ou persiste por um longo período sem melhora.

Esse cuidado é importante porque problemas relacionados à ausência de libido podem sinalizar outras condições que precisam ser avaliadas por um profissional especializado.

O apoio psicológico também ajuda a compreender as questões emocionais envolvidas na redução do desejo sexual, com uma abordagem completa para melhorar a qualidade de vida e a satisfação sexual.

Qual médico procurar para libido baixa?

A escolha da especialidade depende da causa suspeita:

  • Ginecologista: para mulheres, em quadros ligados ao ciclo menstrual, gravidez, pós-parto, menopausa ou uso de anticoncepcional.

  • Urologista: para homens, quando há suspeita de queda de testosterona ou disfunção erétil associada.

  • Endocrinologista: quando há suspeita de alteração hormonal mais ampla, como hipotireoidismo ou diabetes.

  • Psiquiatra: quando ansiedade, depressão, estresse ou efeito de antidepressivos parecem estar no centro da queixa.

  • Psicólogo ou terapeuta sexual: quando os fatores são emocionais, comportamentais ou de relacionamento.

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Quem orienta

Thiago Lopes Genaro

Psiquiatra

CRM-SP 151800, RQE 110709

Formado em Direito pela USP; Medicina pela FAMERP; Psiquiatra pelo Instituto Bairral de Psiquiatria. Atual curador da especialidade de psiquiatria da Conexa Saúde.

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Paciente da conexa realizando chamada de vídeo em seu celular
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