
Webinar
Maio 2026
Como qualificar o uso do plano de saúde na sua empresa
O que o webinar com Kelly Stefani, da Vivo, revelou sobre gestão de saúde corporativa na prática.


Com Kelly Stefani
Gerente de Saúde, Benefícios e Bem-Estar, Vivo (Telefônica Brasil)
Mediação de Gabrielle Teco
Jornalista e mediadora de diálogos estratégicos
Problema real
Custo em alta, cuidado fragmentado
Os reajustes dos planos de saúde coletivos chegaram a 11% em 2025 e a 14% em 2023. Para 2026, a projeção fica entre 8% e 11%, acima da inflação geral estimada em 4,86%. Não é uma exceção. É uma tendência estrutural, impulsionada pelo envelhecimento da população, pela inflação médica e pela maior utilização dos serviços de saúde.
Mas o dado que mais revela onde está o nó é outro: a insatisfação dos beneficiários com os planos cresceu e os principais problemas citados não são cobertura. São dificuldades de acesso, demora no atendimento e falta de continuidade entre profissionais. As pessoas estão dentro do plano e ainda assim se perdendo na rede.

"Se você só esperar a negociação, a corda vai esticar até determinado ponto, dali para frente não passa."
Kelly Stefani
Gerente de Saúde, Benefícios e Bem-Estar — Vivo
Por que agora
A conta chega para quem não gerencia
50% da conta de saúde no Brasil é paga pelo sistema privado. As empresas estão pagando essa conta e quem não toma as rédeas da própria estratégia acaba navegando na estratégia de alguém. A saída não é negociar mais. É gerir melhor.

"A gente tem que ter um passo à frente. Se você aguarda o que o mercado está fazendo, você navega na estratégia de alguém. Para não navegar na estratégia de alguém, você tem que construir a sua própria estratégia de saúde."
Kelly Stefani
Gerente de Saúde, Benefícios e Bem-Estar — Vivo
Kelly trouxe uma lógica simples e direta para a audiência: a receita das empresas não cresce a dois dígitos. O custo do plano de saúde, sim. Para quem quer aumentar lucratividade, ou aumenta receita ou reduz custo. Quando a gestão de saúde é tratada de forma estratégica, essa conversa chega à mesa da liderança.
Gabrielle Teco, mediadora do webinar, sintetizou o que o modelo resolve: quando não há uma linha de cuidado primária, quando não existe alguém com o histórico do colaborador pronto para orientar, o que as pessoas fazem? Buscam o médico que aparece nas redes sociais. Visibilidade não é o mesmo que domínio técnico.
Da fragmentação à coordenação
O que muda de verdade
A Vivo levou anos para construir sua estratégia. Começou com mais de 20 programas de bem-estar distribuídos em três pilares: corpo, mente e ambiente. A lógica era clara: sem uma base de engajamento e prevenção, qualquer modelo de coordenação perde eficiência.
O avanço decisivo foi migrar de uma apólice de pré-pagamento para pós-pagamento e, junto com isso, construir um modelo próprio de coordenação de cuidado: o Hospital Púrpura, operado pela Conexa.

"A curva do pré-pagamento e do pós-pagamento vai crescer do mesmo jeito se você manter a mesma estratégia de saúde. O que a gente quis fazer diferente foi ter uma grande linha de coordenação de cuidado."
Kelly Stefani
Gerente de Saúde, Benefícios e Bem-Estar — Vivo
O Hospital Púrpura não veio para substituir o plano. Veio para coordenar. Quem entra pela porta certa, pelo cuidado primário, tem mais chance de ser bem encaminhado, evitar exames desnecessários e não lotar o pronto-socorro.
Como funciona na prática

"A gente não restringe o acesso à rede secundária. A única coisa que a gente faz é criar incentivos dentro do hospital. É incentivo, não bloqueio."
Kelly Stefani
Gerente de Saúde, Benefícios e Bem-Estar — Vivo
Kelly trouxe uma lógica simples e direta para a audiência: a receita das empresas não cresce a dois dígitos. O custo do plano de saúde, sim. Para quem quer aumentar lucratividade, ou aumenta receita ou reduz custo. Quando a gestão de saúde é tratada de forma estratégica, essa conversa chega à mesa da liderança.
Saúde osteomuscular e mental
Os custos invisíveis que a coordenação resolve
A segunda maior linha de custo em saúde corporativa é a saúde osteomuscular. Uma queixa ortopédica mal encaminhada pode virar uma cirurgia indevida. Uma crise de ansiedade sem diagnóstico pode resultar em internação psiquiátrica, um dos desfechos mais caros e mais evitáveis do sistema.

"Já tivemos casos de pessoas irem ao pronto-socorro com sintomas que pareciam infarto. O diagnóstico era crise de ansiedade. Ela usou todas as especialidades médicas e nunca considerou que o sintoma vinha de uma base psiquiátrica. Custo altíssimo para um problema que, bem encaminhado, não teria chegado lá."
Kelly Stefani
Gerente de Saúde, Benefícios e Bem-Estar — Vivo
O mesmo vale para a saúde mental: o estigma faz com que a pessoa fique perdida na rede, hiper consultando especialidades erradas, até que o problema se agrave. O acesso facilitado à psicoterapia, dentro de uma linha de cuidado integrada, muda esse percurso antes que ele chegue ao ponto mais caro.
O dado é o novo petróleo
Com o Hospital Púrpura como ponto de entrada, a Vivo passou a ter dados em tempo real, não apenas os relatórios periódicos das operadoras. Isso mudou a capacidade de gestão de forma concreta.

"O dado é o novo petróleo. Se a gente não trabalhar muito bem os dados que tem, pode estar investindo na coisa errada ou não tratando a pessoa certa."
Kelly Stefani
Gerente de Saúde, Benefícios e Bem-Estar — Vivo
Na prática
Quando o sistema identifica senhas de internação ou exames predecessores a cirurgias na operadora, o time oferece ativamente uma segunda opinião pelo Hospital Púrpura. Quando um colaborador chega com queixa osteomuscular, a equipe avalia se fisioterapia e acompanhamento interno resolvem antes de encaminhar para um especialista de mercado.
O cruzamento de dados do Hospital Púrpura com os dados da operadora permite agir antes da agudização, não depois. Essa é a diferença entre custo evitado e custo pago.
Cultura e protagonismo
Dois lados da mesma balança
A Vivo lançou o Hospital Púrpura em novembro de 2025. Em poucos meses, mais de 11 mil colaboradores já estavam aderidos à plataforma. A meta é chegar a 20% da base até o final do ano. Mas Kelly deixou claro que engajamento não é só tecnologia.

"A empresa pode investir numa caixa de ferramentas imensas. Mas se não tiver o protagonismo do outro lado, essa balança nunca vai ser muito assertiva. Os dois lados precisam mudar juntos."
Kelly Stefani
Gerente de Saúde, Benefícios e Bem-Estar — Vivo
A comunicação para uma empresa com 33 mil colaboradores diretos e 96 mil aliados (prestadores de serviços e terceirizados) espalhados pelo Brasil é um desafio próprio. A Vivo usou pins de geladeira com QR Code para chegar às casas dos técnicos de campo. Fez vídeos para lideranças, levou o tema para convenções de vendas, encontros de líderes e reuniões com sindicatos.
Mensagem de Gabrielle Teco para quem lidera
Não adianta falar para a equipe cuidar da saúde se o líder não cuida da sua. As palavras movem, os exemplos arrastam.
Com base no que Kelly compartilhou, esses são os primeiros movimentos para empresas que querem construir um modelo mais eficiente.

"As empresas têm que se posicionar como primeira pessoa dentro da questão de saúde. Senão sempre vão pagar a conta de alguém."
Kelly Stefani
Gerente de Saúde, Benefícios e Bem-Estar — Vivo
Como a Conexa operacionaliza o modelo de hospital digital
O Hospital Púrpura não é um produto isolado. É uma configuração do Hospital da Conexa, modelo já ativo também em outras empresas dos setores de tecnologia e aviação, com nomes e identidades adaptadas a cada cliente, mas com a mesma arquitetura de fundo.
A tese que sustenta o modelo é direta: todo cuidado deve começar de forma digital, coordenada e inteligente. O físico entra quando é realmente necessário, com critério clínico, não por ausência de alternativa.
A porta de entrada é o WhatsApp, disponível 24 horas por dia. O colaborador acessa, é acolhido por inteligência artificial ou por uma célula de enfermagem navegadora, e a partir daí a jornada se organiza: pronto-atendimento digital, consulta eletiva, especialidades, psicologia, nutrição ou encaminhamento coordenado para a rede física quando o caso exige.
O que diferencia o modelo não é a consulta em si. É o que acontece antes e depois dela. A célula de enfermagem acompanha o paciente ao longo do tempo, garante continuidade, monitora compromissos de saúde e evita que a pessoa se perca entre especialidades. Dados da operadora e do Hospital Conexa são cruzados para identificar sinais de alerta antes que o problema se agrave.
O resultado esperado não é só redução de custo imediato. É custo evitado ao longo do tempo: menos internações, menos cirurgias indevidas, menos hiperconsultadores circulando pela rede errada, menos crises que chegam ao pronto-socorro porque não foram tratadas no momento certo.
Para a empresa, o modelo entrega dados integrados e acionáveis em tempo real, não apenas relatórios periódicos das operadoras. Para o colaborador, entrega acesso rápido, acolhimento real e a sensação de que alguém está de fato coordenando o seu cuidado.
Fale com um especialista da Conexa
Conte o seu contexto e a gente traz o repertório construído ao longo de anos para ajudar a sua empresa a qualificar o uso do plano de saúde e construir um modelo de cuidado mais eficiente.


