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Tipos de terapia: quais os principais e como saber qual o melhor

Atualizado

Carolina Porfirio

Psicóloga

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Existem diferentes abordagens de psicoterapia. A escolha depende das necessidades, preferências e objetivos de cada pessoa e deve ser discutida com um profissional.

O que é terapia e para que ela serve?

A terapia nada mais é do que um processo ou o tratamento que um indivíduo pode receber para lidar melhor com suas questões e problemas de ordem psicológica, emocionais ou comportamentais.

O profissional que realiza uma terapia é o psicólogo, que estudou e tem experiência em utilizar técnicas que levam o próprio paciente a refletir de maneira mais ampla sobre os problemas e incômodos em sua vida.

O psicólogo utiliza técnicas para ajudar a compreender emoções, comportamentos e relações, respeitando a autonomia do paciente.

Isso acontece por meio de técnicas estabelecidas, com estímulos sensoriais, verbais e não verbais. Em casos mais graves, o psicólogo pode visualizar algo mais grave no paciente e, por isso, indicar ou encaminhá-lo para um profissional de outra especialidade, como os psiquiatras.

A maioria das sessões de terapia duram em torno de 1h e é normal que nas primeiras vezes, o paciente se sinta um pouco acuado e não muito à vontade para falar da sua vida.

Entretanto, é importante lembrar que o sigilo é algo extremamente necessário na relação entre pacientes e psicólogos.

Além disso, em nenhum caso, o psicólogo pode ter algum tipo de conflito de interesses (como por exemplo, relacionamentos profissionais, pessoais e amorosos com o paciente).

Qual é a diferença entre terapia e psicoterapia?

A psicoterapia se refere à terapia realizada em âmbito psicológico com o paciente, sendo um tratamento para questões emocionais e psicológicas que ocorrem através do uso da palavra e da mente.

Já o termo terapia, refere-se a algo muito mais amplo, não se restringindo apenas a psicólogos, mas a outros profissionais também. Conceitualmente, terapia tem a ver com “tratamento” e, portanto, há um conceito em comum entre os dois tipos.

 Qual a diferença entre o terapeuta e psicólogo?

Um terapeuta não necessariamente é formado em psicologia. Entretanto, para casos em que estamos falando de psicoterapia, há a necessidade desse tipo de formação.

Um terapeuta pode ter formação em nutrição, educação física, fisioterapia, medicina, entre outros e complementar sua profissão com algum curso de terapia. Nesses casos, a terapia não tem a ver com as questões psicológicas de forma direta.

Quais são os principais tipos de terapia?

Abaixo, listamos os oito principais tipos de terapia:

Psicanálise

A psicanálise é um dos principais campos da psicologia e da neurologia humana. Ela ajuda na análise e compreensão de como funciona a mente humana, sobretudo quando falamos dos distúrbios mentais, desejos inconscientes e sentimentos.

Uma terapia que envolve os conceitos da psicanálise é feita por um psicanalista e tem como objetivo juntar terapeuta e paciente por meio de um vínculo pessoal.

Assim, visa-se fazer com que o terapeuta consiga entender melhor os processos explícitos e implícitos do subconsciente do paciente e entender como eles impactam nas ações e nos pensamentos do indivíduo.

Jungiana (ou analítica)

Por outro lado, a terapia Jungiana é aquela que utiliza os conceitos de Carl G. Jung e tem mais a ver com o resgate de questões que possam ter sido abandonadas pelo indivíduo em algum momento do processo de vida.

Jung entendia que a melhor forma de vida, é aquela em que o paciente reencontra com sua essência. Dessa forma, o indivíduo buscaria viver exatamente em cima do que ele de fato é, evitando interferências externas e respeitando as vontades do inconsciente.

Cognitivo-comportamental

A terapia cognitivo comportamental utiliza os conhecimentos empíricos da psicologia.

A terapia cognitivo-comportamental lida sobre como são interpretados os acontecimentos e situações da vida do indivíduo, sem analisar individualmente estas situações.

Nesse sentido, há muito mais a análise das consequências de uma situação do que sobre as causas. Assim, ela ajuda pacientes que tenham desconfortos ao falar sobre os seus problemas, transformando as percepções sobre os acontecimentos, já que suas causas não podem ser alteradas.

Por isso, ela é bastante utilizada no tratamento de problemas psicológicos e emocionais como a depressão, estresse pós-traumático e síndrome do pânico.

Mindfulness

Mindfulness significa atenção plena: observar a experiência presente sem julgamento. Não exige eliminar pensamentos ou ignorar emoções.

O mindfulness pode ser aplicado, por exemplo, para a redução do estresse, quando, combinado com exercícios de respiração e alongamento, a pessoa aprende a aceitar as suas distrações, sem ser deixada levar por elas.

Pode ser utilizado, também, na prevenção da recaída da depressão. Aqui a pessoa aprende a identificar os pensamentos e sentimentos que podem provocar a recaída da depressão e livrar-se deles antes que possam lhe afetar.

Gestalt-terapia

Assim como na Mindfulness, a Gestalt-terapia também trabalha com o agora.

As pessoas aprendem a ter maior consciência de seus padrões de pensamento, reconhecendo aqueles padrões comportamentais que possam ser negativos.

Entretanto, ainda que trabalhe com o agora, a experiência de vida do paciente também é levada em consideração e, principalmente, o contexto dos acontecimentos.

Psicodrama

O terapeuta que trabalha com psicodrama utiliza das atuações para produzir reflexões pessoais, isso porque o psicodrama baseia-se em elementos teatrais e artísticos.

Assim, as atividades podem ser individuais ou em grupo.

Pode-se trabalhar ainda com a criação de papéis ou inversão destes, de forma que através dessas encenações psicodramáticas, a pessoa enxergue a si mesma sob outra perspectiva.

Desta forma o psicodrama trabalha não só a linguagem verbal como também a corporal e suas expressões. Além disso, busca observar as diversas posições que uma pessoa pode ocupar na vida e como age especificamente em cada uma delas.

O psicodrama pode ser muito útil para superar a timidez, uma vez que o objetivo é soltar mais a personalidade e trabalhar a comunicação.

EMDR

EMDR é a sigla para “Eye Movement Desensitization and Reprocessing”, que, traduzido do inglês para o português é “Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares”.

É utilizada em tratamentos de estresse pós-traumático, ansiedade generalizada, fobias, síndrome de pânico, depressões.

O EMDR utiliza estimulação bilateral em um protocolo conduzido por profissional capacitado, especialmente no trabalho com memórias traumáticas.

Lacaniana

Aqui o terapeuta trabalha com o inconsciente. 

Primeiramente o terapeuta faz uma espécie de entrevista com o paciente para saber se pode aplicar essa técnica. Caso positivo, as sessões são feitas com a pessoa falando ininterruptamente, enquanto o terapeuta analisa de forma a identificar as manifestações do inconsciente através da fala.

Assim, o terapeuta consegue identificar, dentro do inconsciente, o que pode estar afetando o paciente e, junto dele, encontrar meios de resolver aquelas situações que lhe aflige.

Quais os tipos de terapia ocupacional?

Assim como no caso da psicologia, a terapia ocupacional é realizada por um profissional com formação para tal. Há um curso superior com essa especialização.

Os terapeutas ocupacionais podem trabalhar em hospitais, clínicas, lar de idosos, em sistemas prisionais, escolas e projetos sociais.

O objetivo da terapia ocupacional é tratar de pessoas que apresentam dificuldades de executar tarefas simples, seja por causa de doenças, traumas ou por questões genéticas.

Essas tarefas podem ser de higiene, alimentação, trabalho, estudo, prática de esportes, etc, independente da idade do paciente.

Gerontologia

O seu público são os idosos.

Com o envelhecimento, as pessoas precisam lidar com algumas questões, como a aposentadoria, que pode fazer a pessoa se sentir sem utilidade. A idade avançada pode fazer a pessoa perder sua autonomia, por sempre precisar de ajuda para realizar alguma atividade.

A Gerontologia busca, desta forma, recuperar os estímulos dos idosos, incentiva o convívio social e familiar, com a socialização dos idosos com pessoas de diversas idades e busca recuperar sua autonomia.

Reintegração Social

Conforme dito anteriormente, a terapia ocupacional age também nos sistemas prisionais e é com a reintegração social.

Isso porque a pessoa que está presa pode perder um pouco das habilidades sociais. Assim, a terapia ocupacional dentro dos presídios busca levar atividades artesanais, artísticas, de lazer, entre outras.

Ou seja, levando a se engajar em atividades que podem ser feitas em ambiente não-prisional, visando melhora no seu convívio em sociedade.

Meio educacional

O terapeuta ocupacional age, dentro do ambiente educacional, auxiliando alunos com distúrbio ou dificuldade na aprendizagem, desde a coordenação motora na hora da escrita até a dificuldade de raciocínio.

Entretanto, contrário do que muitos pensam, o terapeuta ocupacional não trabalha apenas com quem tem distúrbios e dificuldades, ele trabalha, também, com grupos de profissionais escolares, professores, por exemplo, para auxiliar na organização de suas atividades ou para ajudar a lidar com as diferenças de um aluno ou de um grupo de alunos.

Reabilitação

A reabilitação, muito falada em casos de pessoas dependentes de drogas e álcool, pode ser, também, a recuperação física de pessoas que sofreram um acidente, por exemplo, como também a recuperação de um trauma.

Neste sentido, a terapia ocupacional age trabalhando com o paciente para a recuperação de sua dignidade. O terapeuta ocupacional observa a deficiência e limitação do paciente e utiliza das simples atividades cotidianas para recuperar suas independência em atividades diárias simples, ou seja, trazê-lo de volta à sua realidade, para que ele volte a ter uma vida normal.

Saúde Mental / Psiquiatria

A terapia ocupacional também pode agir em pacientes com depressão ou outros transtornos psiquiátricos, pois ela ajuda as pessoas a realizar atividades que elas não conseguem mais desde quando passaram a desenvolver o quadro psiquiátrico.

Entretanto, ela não vai observar somente o paciente, mas também o meio em que está inserido. Isso porque esses transtornos psicológicos sofrem influência do lar onde o paciente vive.

Como saber o melhor tipo de terapia para mim?

Em tópico anterior foi apresentado os tipos de terapia e como cada uma delas trabalha. Cada um desses métodos podem ser mais eficientes de acordo com o que cada pessoa precisa trabalhar.

Mas como tudo precisa começar de um ponto, a terapia não é diferente. Para escolher um profissional e dar início ao seu tratamento, você precisará fazer a consulta inicial.

Expor o motivo, ou alguns dos motivos pelos quais você procurou o tratamento e, assim, o profissional vai expor como vocês podem trabalhar e, até mesmo, te indicar outro profissional cuja abordagem será mais eficaz de acordo com sua necessidade.

  • Qual o melhor tipo de terapia para ansiedade?

A ansiedade está ligada ao medo, ao nervosismo e à preocupação e pode ser ativada por gatilhos específicos do quotidiano de quem sofre com esse distúrbio.

É normal os indivíduos sentirem-se ansiosos com algum acontecimento específico de sua vida, mas quando a ansiedade começa a atrapalhar sua vida cotidiana, ela torna-se um distúrbio.

Assim, considera-se a terapia cognitivo-comportamental e análise do comportamento a melhor abordagem da psicologia para lidar com as pessoas que possuem a ansiedade como distúrbio.

As duas ajudam o paciente a lidar com as tensões e gatilhos para a sua crise, isso porque o profissional vai abordar como esses gatilhos interferem na vida dos pacientes.

Quais os melhores tipos de terapia alternativas?

As terapias alternativas são práticas que não são tratamentos médicos tradicionais. Em tópico anterior foi mencionado que a terapia ocupacional pode utilizar das artes e meditação para ajudar o paciente com distúrbios psiquiátricos a se reestabelecer.

Práticas complementares não substituem psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico ou medicamentos prescritos. A evidência varia entre as práticas, e produtos naturais também podem causar efeitos adversos.

São diversas e cada uma vai trabalhar algo específico no paciente, logo se faz necessário saber como cada uma trabalha:

  1. Acupuntura: utiliza de agulhas para estimular pontos específicos no corpo do paciente. Como a acupuntura enxerga a dor como desequilíbrio de energia, ela busca desbloquear os pontos que estão com a energia concentrada e faz com que se distribua para todo o corpo;

  2. Florais: São essências retiradas de flores e plantas e cada um atua em uma emoção ou traço de personalidade específico. Ele é um líquido, como se fosse um xarope, mas 100% natural e vai trabalhar no tratamento de sentimentos negativos;

  3. Homeopatia: estuda os detalhes do histórico do paciente e, através dele, o homeopata indica pequenas quantidades de remédios naturais para curar os sintomas das doenças. Também possui foco na energia do paciente e acredita que trabalhar, de dentro para fora, ajudará a pessoa a superar as sensações negativas;

  4. Fitoterapia: procura a cura por meio da harmonia do homem com a natureza. Também utiliza-se de plantas medicinais para a cura e tratamento de doenças. Essas plantas podem estar presentes na matéria prima do remédio a ser utilizado e ele pode ser em forma de cápsulas e até mesmo de pomadas, que podem ajudar no tratamento de doenças infecciosas, disfunções metabólicas, doenças alérgicas e traumas diversos;

  5. Meditação: A meditação trabalha o controle da mente, de forma que quem a pratica aprenderá a silenciar traumas passados e a controlar os pensamentos num futuro, concentrando-se no que ele tem no momento: o agora. Assim a meditação pode ser muito eficaz no tratamento da depressão e da ansiedade, pois essa prática auxilia na desaceleração de pensamentos e redução de emoções negativas.

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Conclusão

A depressão não influencia apenas na saúde mental de quem a desenvolve, mas também influencia em atividades normais do dia a dia como comer e dormir.

Para isso há diversos tipos de terapias, com diversas abordagens que, com ajuda do profissional certo, você consegue conhecer melhor sobre si, identificar aquilo que lhe prejudica e como trabalhar essas questões.

Quem orienta

Carolina Porfirio

Psicóloga

Psicóloga graduada pela UNIFAE, pós graduada em Avaliação Psicológica pela PUC Minas. Atua como Coordenadora de Saúde Mental na Conexa e Responsável Técnica da plataforma Psicologia Viva.

Quem orienta

Carolina Porfirio

Psicóloga

Psicóloga graduada pela UNIFAE, pós graduada em Avaliação Psicológica pela PUC Minas. Atua como Coordenadora de Saúde Mental na Conexa e Responsável Técnica da plataforma Psicologia Viva.