Falta de motivação? Saiba como identificar e lidar no trabalho

Larissa Costa

Psicóloga

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A falta de motivação pode afetar o bem-estar e o trabalho. Identificar suas causas ajuda a planejar mudanças, tanto pessoais quanto na organização.

O que leva à falta de motivação?

As causas variam entre pessoas e podem envolver condições de trabalho, relações e questões pessoais.

Entre as principais causas de desmotivação no trabalho podemos destacar:

  • Excesso de trabalho ou tarefas muito repetitivas e cansativas;

  • Falta de limites saudáveis na mistura de vida pessoal e profissional;

  • Assédios morais e desvalorização por parte dos superiores hierárquicos no trabalho;

  • Definição incorreta de metas;

  • Falta de reconhecimento e salários baixos.

Para o colaborador, a saúde mental dele poderá estar em risco e levar a problemas mais graves como a depressão, o burnout ou crises de ansiedade. Já para a empresa, problemas como a alta rotatividade causada pelo alto índice de pedidos de demissão podem causar prejuízos.

Como lidar com a falta de motivação no trabalho?

Converse com o colaborador, ouça suas dificuldades e avalie o que pode ser ajustado.

- Identifique os sinais de desmotivação

Muitas vezes, o que parece desmotivação pode ser outra coisa - inclusive mais grave, como é o caso dos sintomas de depressão.

Alguns dos principais sintomas que podem ser sentidos por pessoas desmotivados são:

  • Redução da Produtividade;

  • Aumento das faltas no trabalho e redução da pontualidade;

  • Procrastinar as tarefas do trabalho ao máximo;

  • Falta de autoconfiança para realizar novas tarefas ou trabalhar em equipe;

  • Se sentir completamente infeliz com os resultados do que faz e se culpar sempre que algo dá errado;

  • Se sentir menos preparado ou competente do que os colegas de trabalho, mesmo para rotinas simples.

- Dificuldade de encarar a rotina no trabalho

Evitar tarefas e ter dificuldade para manter a rotina pode indicar insatisfação, sobrecarga ou outros problemas que merecem atenção.

- Sensação de angústia frequente

Sem dúvidas, a sensação de angústia é uma das piores coisas que um ser humano pode enfrentar. Para além das relações laborais, ela pode afetar muito na forma com que a pessoa se enxerga e levar a confusões mentais relevantes.

Entre os pensamentos mais comuns estão:

  • Será que eu tenho competência ou estou apenas enganando a todos?

  • Acho que vou ser demitido em breve…

  • Parece que o meu chefe só está de olho no que eu faço…

  • Ninguém gosta de mim no meu ambiente de trabalho…

- Falta de Entusiasmo

A perda persistente de interesse pode aparecer no trabalho e em outras áreas. Evite rotular a pessoa e investigue suas necessidades.

- Dificuldade para iniciar suas tarefas

Ela só não procrastinou ainda. Em todos os casos, vale a pena dizer que a psicologia avalia que a procrastinação nunca é um fator isolado. Dessa forma, é impossível confundir procrastinação com preguiça, por exemplo.

Feedback respeitoso e metas claras podem reduzir insegurança e facilitar o início das tarefas.

Por que a motivação importa?

A motivação favorece o envolvimento com as atividades e os objetivos. Sua falta persistente merece atenção às condições de trabalho e à saúde, não cobranças adicionais.

Formas de ficar mais motivado

Reconheça o que pode ser mudado

Separe o que depende de você do que exige apoio da empresa. Escolha uma mudança possível, como reorganizar prioridades, e converse sobre demandas que precisam ser revistas.

- Estabeleça uma recompensa por cada dever concluído

Reconheça pequenas conquistas e reserve momentos de descanso. Recompensas devem apoiar o bem-estar, não gerar novas cobranças.

Dois exemplos:

- Busque ajuda de um psicólogo

Se o sofrimento persistir, um psicólogo pode ajudar a compreender as causas e desenvolver estratégias de cuidado.

Como motivar os funcionários?

- Ofereça salários justos

Ofereça remuneração compatível com as responsabilidades e critérios transparentes de valorização.

Além disso, como dito anteriormente neste artigo, muitos dos problemas com relação à falta de motivação para as empresas está ligada ao aumento no índice de absenteísmo.

- Oferecer oportunidades de desenvolvimento

Crie oportunidades reais de desenvolvimento e explique os critérios de crescimento.

Ouça ideias e dê retorno sobre sua viabilidade, mesmo quando não puder implementá-las.

Além de oferecer a oportunidade para um colaborador, pense também no que você e a empresa podem ganhar ao levar uma proposta adiante.

- Tenha objetivos claros

Explique prioridades, responsabilidades e expectativas de forma clara.

Metas devem ser viáveis e revistas quando houver mudanças nas condições de trabalho.

- Tenha uma cultura de feedbacks

Muitas empresas, funcionários e gestores ainda não conseguiram se atentar sobre a importância da cultura do feedback.

Abra espaço para relatos sobre processos e relações, sem retaliação.

O diálogo deve ser respeitoso e resultar em ações e acompanhamento.

- Tenha uma cultura organizacional bem definida

Uma cultura coerente aparece nas práticas diárias, no respeito e na forma como decisões são tomadas.

- Tenha um programa de benefícios corporativos

Programas de benefícios corporativos muitas vezes são vistos por parte das empresas apenas como uma forma de enxugar os custos tributários.

Benefícios de saúde podem facilitar o acesso ao cuidado físico e mental.

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Conclusão

Motivação depende de múltiplos fatores. Escuta, condições adequadas de trabalho e apoio profissional, quando necessário, ajudam a enfrentar as dificuldades.

Busque ajuda se a falta de interesse vier acompanhada de sofrimento ou prejuízo à rotina.

Quem orienta

Larissa Costa

Psicóloga

Psicóloga com especialização em Gestão Estratégica de Pessoas, certificada como Chief Happiness Officer e pós-graduação em Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness. Com quase 20 anos de experiência em Recursos Humanos, minha trajetória abrange empresas multinacionais, startups e tecnologia, sempre com o propósito de criar ambientes corporativos mais saudáveis, engajadores e produtivos.

Quem orienta

Larissa Costa

Psicóloga

Psicóloga com especialização em Gestão Estratégica de Pessoas, certificada como Chief Happiness Officer e pós-graduação em Neurociência, Psicologia Positiva e Mindfulness. Com quase 20 anos de experiência em Recursos Humanos, minha trajetória abrange empresas multinacionais, startups e tecnologia, sempre com o propósito de criar ambientes corporativos mais saudáveis, engajadores e produtivos.