Depressão e transtornos de ansiedade são condições diferentes, mas podem ocorrer ao mesmo tempo. Reconhecer os sinais ajuda a buscar avaliação e tratamento adequados.
O que é ansiedade?
Ansiedade é uma emoção de alarme muitas vezes associada a sensações de angústia, tensão e insegurança, podendo ser incontroláveis e causar um grande mal estar na pessoa.
Além disso, a ansiedade provoca diversos sintomas físicos, tais como:
Arritmia / taquicardia;
Vertigens ou tonturas;
Boca seca;
Dificuldade respiratória, entre outros.
A ansiedade também provoca diversas alterações psíquicas, tais como:
Reações cognitivas (preocupação excessiva, dificuldades de concentração);
Comportamentais (tremores, paralisação), e;
Sociais (dificuldades em falar em público, evitar eventos sociais).
O que é depressão?
A principal característica da depressão é uma tristeza intensa e de longa duração.
Estudos apontam que cerca de 350 milhões de pessoas em todo o mundo são atingidas por diferentes tipos de depressão.
Dessa forma, no dia a dia dessa pessoa a depressão começa a comprometer a sua vida, pois a doença passa a interferir em sua capacidade de:
Trabalhar;
Estudar;
Comer;
Dormir, e;
Realizar outras atividades comuns do cotidiano.
Isso acontece pelo fato de que os sinais e sintomas da depressão incluem, entre outros, a:
Modificações no sono;
Modificações na fala;
Modificações nas capacidades de pensamento;
Modificações na memória;
Modificações no raciocínio lógico;
Modificações na organização emocional e, em muitas outras.
Qual a diferença entre ansiedade e depressão?

Dessa forma, podemos dizer que a ansiedade é, de modo geral, um fator frequente e importante nos quadros depressivos.
O DSM-5 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e a CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) propõem que se distinga uma forma de depressão, geralmente moderada ou grave, com marcante componente de ansiedade, tensão e inquietação psicomotora, chamada depressão ansiosa ou depressão agitada.
Os sintomas são:
Nervosismo;
Insônia;
Irritabilidade;
Dificuldade para se concentrar devido a muitas preocupações;
Medo de que algo horrível possa acontecer;
Pensamentos de morte ou suicídio.
É importante destacar que a ansiedade é uma emoção normal e, é um indicador de doença somente quando os sentimentos se tornam excessivos, obsessivos e se interferirem na vida cotidiana.
Seus sintomas podem levar a um transtorno de ansiedade se forem:
Grave ou durar muito tempo;
Desproporcional à situação em questão;
Causar taquicardia, suor frio, tremores, desconforto respiratório ou sensação de asfixia, náuseas, formigamentos em membros, dedos e/ou lábios.
Ansiedade pode estar associada à depressão?
Sim, mas não existe uma progressão obrigatória de ansiedade para depressão. Elas não são sentimentos opostos: são condições distintas que podem compartilhar fatores de risco.
Dessa forma, é bem normal as pessoas que sofrem de ansiedade acabam desenvolvendo depressão, por serem sentimentos opostos, o indivíduo na tentativa de se manter em equilíbrio acaba variando entre os sintomas de um e outro.
Quem tem ansiedade também tem depressão?
Não necessariamente, pelo fato de que o que acontece é que ambas as doenças são doenças comórbidas uma da outra,ou seja, a pessoa pode desenvolver ambas ao mesmo tempo, aumentando o risco para o indivíduo.
Por que a ansiedade causa depressão?
A tristeza é um sentimento momentâneo, que acaba passando em pouco tempo, agora, quando a pessoa está com depressão, tal tristeza perdura sem que a pessoa consiga encontrar uma solução para o sentimento.
Como se sente uma pessoa com depressão e ansiedade?

A ansiedade e depressão são doenças que causam muito além de problemas psicológicos, pois elas podem apresentar sintomas físicos, que variam conforme o grau da doença.
Assim, na ansiedade os sintomas físicos mais frequentes são:
Suor excessivo;
Falta de ar causada por de respirações rápidas de nervosismo ou crises de pânico;
Taquicardia que é o aumento da frequência cardíaca que pode gerar dor no peito pela alta frequência;
Tremores pelo corpo em decorrência do sofrimento psíquico;
Náuseas;
Cansaço muscular e até mesmo cores musculares pelo corpo;
Queda de cabelo pelo estresse;
Problemas digestivos que podem estar associados a ganho ou perda de peso e tonturas.
Agora, a pessoa com depressão se sente da seguinte forma:
Dores espalhadas pelo corpo;
Lágrimas e choro frequente pelas mudanças repentinas de humor;
Dor de cabeça;
Aperto e dores no peito;
Fraqueza no corpo, em especial nas pernas;
Alterações no ciclo de sono e do apetite, podendo causar ganho ou perda de peso;
Diminuição do desejo sexual em especial pela sensação de angústia e desmotivação.
Depressão e ansiedade na pandemia
A pandemia de Covid-19 causou o aumento mundial de distúrbios como a depressão e a ansiedade. De acordo com uma pesquisa divulgada, foram cerca de 53 milhões de novos casos de depressão e 76 milhões de ansiedade somente no ano de 2020.
Entre os grupos que foram mais afetados estão as mulheres e os jovens e os países que foram mais atingidos pela pandemia também tiveram os maiores aumentos nos registros desses distúrbios. O principal autor da pesquisa, o pesquisador Damian Santomauro, da Universidade de Queensland, nos Estados Unidos, disse que, mesmo antes da pandemia, os sistemas de atenção à saúde mental na maioria dos países apresentavam falhas históricas como a falta de recursos e de organização para a oferta de serviços. De acordo com ele, o estudo destaca o fortalecimento dos sistemas de saúde mental para que pudesse absorver a demanda crescente dos transtornos de depressão e ansiedade em todo o mundo.
De acordo com a psicóloga Karen Scavacini, da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS), o aumento do acesso da população a serviços gratuitos especializados em saúde mental é essencial para o acompanhamento da tendência de alta dos distúrbios.
Ansiedade e os pensamentos negativos
No entanto, a ansiedade passa a ser patológica quando despertam sentimentos exagerados, desproporcionais às situações e interferem na qualidade de vida, conforto emocional e desempenho nas atividades diárias.
Como identificar se a ansiedade é patológica?
A ansiedade passa a ser patológica quando os acontecimentos ainda não existem ou quando não possuem a possibilidade de existência, necessitando de ajuda profissional para conseguir lidar com as situações do dia a dia.
Fatores de risco associados à ansiedade
Os principais fatores associados ao desenvolvimento dos transtornos de ansiedade são:
Vítimas de assalto;
Vítimas de “bullying” no trabalho ou escola;
Abuso sexual.
O que é Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)?
Os Transtornos de Ansiedade Generalizada consiste em uma doença mental com os seguintes sintomas:
Tensão motora: tremores, incapacidade de relaxar, fadiga e cefaléia;
Sintomas de hiperatividade: palpitações, sudorese, tontura, falta de ar, irritabilidade e dificuldades de concentração;
Mudança de humor: pensamentos e expectativas negativas.
Mas é sempre importante afastar as causas orgânicas para os sintomas apresentados.
Tipos de ansiedade

Existem dois tipos de ansiedade: a ansiedade-estado e a ansiedade-traço.
Ansiedade-estado
A ansiedade-estado está relacionada a um momento ou situação particular, como por exemplo a entrada na universidade.
Ansiedade-traço
Já a ansiedade-traço está associada às características individuais de como reagir às adversidades da vida.
Esse tipo de ansiedade está vinculado com a personalidade de cada um, sendo importante não ter comparações entre as pessoas para não piorar os sintomas associados.
Dicas para controlar a ansiedade
Praticar atividades físicas como hábito do cotidiano;
Reduzir o estresse diário, com meditação, ioga, leitura e atividades de lazer;
Controlar a respiração;
Evitar pensamentos negativos e criar afirmações diárias para motivar o bom desempenho;
Manter o foco de atenção no presente;
Seja mais organizado;
Planeja estar com quem você ama e fazendo o que gosta nos momentos de lazer;
Dedique um tempo para você;
Adquire a autoconfiança e fortaleça o autoconhecimento.
Quais são os graus de gravidade da depressão?
Leve, moderada e grave são classificações de gravidade, não fases obrigatórias de evolução. O tratamento é individualizado.
Fase leve: Aparecem poucos sintomas e menos graves, podendo causar incômodos e uma sensação bem forte de tristeza, mas não chega a ser incapacitante.
Fase moderada: Essa é uma fase intermediária, em que os sintomas são mais fortes que os da fase anterior e mais fortes que o da fase seguinte.
Fase grave: Nessa fase, a pessoa precisa, na maioria das vezes, de um acompanhamento mais de perto, bem como um tratamento que envolve a psiquiatria e psicologia.
Fatores de risco associados à Depressão
Histórico familiar;
Estresse crônico;
Ansiedade crônica;
Disfunções hormonais;
Dependência de álcool e drogas ilícitas;
Traumas psicológicos;
Doenças cardiovasculares, endocrinológicas, neurológicas, neoplasias entre outras;
Conflitos conjugais ou a perda do cônjuge;
Mudança brusca de condições financeiras e desemprego.
Como identificar o transtorno depressivo?
Humor depressivo: o paciente apresenta sensação de tristeza intensa, autodesvalorização e apresenta sentimento de culpa. Além disso, relata o sentimento de vazio e o mundo é visto sem cores. Os pensamentos suicidas são comuns nesse sintoma e variam desde o desejo de estarem mortos até o planejamento em se matar.
Falta de energia;
Insônia e sonolência;
Redução do apetite;
Redução do interesse sexual;
Dores e sintomas sistêmicos: mal estar, cansaço, queixas digestivas, dor no peito, taquicardia e sudorese.
Medidas para prevenção do humor deprimido
Como diz a citação latina: “ mens sana in corpore sano”, que significa “uma mente sã em um corpo são”, reforça a ideia que é essencial manter uma vida saudável.
Praticar atividades físicas regularmente;
Criar momentos de lazer;
Evitar o consumo de álcool;
Não usar drogas ilícitas;
Manter rotina de sono regular e não ter privação de sono;
Procurar ajuda para ter um espaço aberto para a escuta.
Como tratar a depressão e ansiedade?

Além de utilizar medicamentos ou fazer psicoterapias para o tratamento da ansiedade, existem formas naturais que os médicos especializados em saúde mental podem indicar.
Algumas delas são:
Atividades físicas;
Controlar a respiração;
Reduzir o estresse;
Evitar pensamentos negativos;
Frases de amor, além de muitos outros.
Em casos mais graves, a internação psiquiátrica contra depressão é uma forma de tratamento diferenciada que deve ser feita em um local onde a pessoa tenha melhores condições de lidar com sua doença.
Assim, o tempo é definido pelo médico psiquiatra responsável pelo caso e que irá elaborar o projeto terapêutico, ou seja, as formas de tratamento que o paciente precisará durante a internação, além do acompanhamento de outros profissionais.
Hábitos que podem apoiar o tratamento
Além de fazer um acompanhamento médico e as sessões de psicoterapia, algumas atividades podem ajudar a curar a depressão.
Atividades prazerosas e hábitos saudáveis podem apoiar o bem-estar, mas não garantem cura nem substituem o acompanhamento profissional.
Separamos algumas atividades que podem ajudar na cura da depressão
Atividades físicas;
Acupuntura;
Reiki.
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E isso tudo é realizado com protocolos de segurança presentes na plataforma, garantindo a privacidade dos dados, principalmente, dentro do que a LGPD estipula para esses casos. Isso é fundamental, principalmente, pois envolve dados sensíveis.
Conclusão

Como vimos no decorrer deste artigo, a ansiedade e a depressão são doenças muito parecidas e por isso elas podem andar juntas, entretanto, como falado durante o texto elas apresentam consequências diferentes na vida da pessoa.
Procure ajuda profissional se houver sofrimento ou prejuízo na rotina. Em risco imediato de suicídio ou autoagressão, procure um pronto-socorro ou ligue 192. O CVV oferece apoio emocional pelo 188.














