Vitiligo: sintomas, possíveis causas, diagnóstico e cuidados diários

Juliana Seixas | Telemedicina | Atualizado em: 16/01/2026

O vitiligo é uma doença crônica caracterizada pela perda da coloração da pele de forma progressiva, resultando em manchas brancas de diferentes formatos e tamanhos em várias regiões do corpo. Hoje, ela é classificada como doença autoimune crônica mediada por células T.

Essa condição de despigmentação da pele ocorre em razão da redução ou ausência de melanócitos nas regiões afetadas, que param de funcionar e morrem. De forma mais técnica, diretrizes recentes reforçam que há destruição imunomediada dos melanócitos, associada a estresse oxidativo local.

Leia o nosso artigo e entenda qual a causa do vitiligo, sintomas e os cuidados diários. 

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Sintomas do vitiligo

Os sintomas do vitiligo estão, normalmente, restritos ao surgimento de manchas brancas na pele, que variam em formato, tamanho e localização. Sendo assim, a doença é essencialmente assintomática do ponto de vista físico, mas tem um grande impacto psicossocial. 

Confira abaixo os sinais mais comuns e as características das manchas na pele:

  • Bordas bem delimitadas que contrastam com a coloração saudável da pele ao redor;
  • Formatos das manchas diferentes, como irregulares, lineares, redondas e ovais;
  • As manchas possuem padrão bilateral e simétrico;
  • Aspecto da pele normal, sem dor, descamação ou espessamento; 
  • Alteração da coloração dos pelos que podem ficar brancos nas áreas afetadas.

De modo geral, essa condição não costuma provocar dor ou coceira na pele, embora a região afetada tende a ficar mais sensível ao sol. 

Além disso, as manchas costumam surgir em áreas de atrito ou expostas, como rosto, mãos, axilas, pés, mucosas e genitais. 

Sua progressão também varia de pessoa para pessoa, podendo permanecer estáveis por anos ou se expandir gradualmente ou em picos ao longo do tempo. Inclusive, em muitos casos, ocorre a repigmentação parcial de maneira espontânea.

Tipos de vitiligo

O vitiligo manifesta-se em diferentes tipos, sendo que cada um possui características específicas no que tange à evolução, distribuição das manchas brancas na pele e resposta aos tratamentos adotados.

Entenda a seguir:

  • Vitiligo segmentar ou unilateral: esse tipo atinge somente uma área ou lado do corpo. Costuma aparece em idade precoce e envolve a despigmentação de pelos e cabelos na região afetada. Costuma se estabilizar mais cedo e responde menos à fototerapia sistêmica, tratamento comum para a doença.
  • Vitiligo não segmentar ou bilateral: é o tipo mais comum, caracterizado por manchas simétricas em ambos os lados em locais, como nariz, ao redor da boca, mãos, joelhos e pés. Tende a evoluir gradualmente em ciclos ao longo do tempo. 

O vitiligo tem cura?

Não há cura definitiva para o vitiligo, porém, há tratamentos muito eficazes que atuam no controle da evolução da doença, estimulando a repigmentação da pele. 

A longo prazo, os tratamentos costumam envolver a desaceleração do aparecimento de novas manchas e a recuperação parcial da cor nas regiões atingidas, além de manter as melhoras obtidas no tratamento. 

É importante frisar que nem todas as áreas afetadas possuem uma resposta satisfatória, pois, algumas delas, são mais resistentes em regiões, como pés e mãos, onde a recuperação da pigmentação ocorre parcialmente. 

O vitiligo pode ocorrer em pessoas brancas?

Sim. Essa doença pode acometer pessoas com os mais diferentes tons de pele. A diferença está, justamente, no impacto visual da mancha: em peles mais claras, elas podem ser mais sutis, enquanto nas peles escuras, o contraste é muito mais evidente. 

Sendo assim, o vitiligo ocorre em todas as etnias, visto que a doença está associada à perda de melanócitos e não ao tom natural da pele.

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Vitiligo é contagioso?

Não. O vitiligo não é contagioso, já que ele é considerado uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar os melanócitos, que produzem o pigmento da pele.

Por não ser uma infecção causada por bactérias, vírus ou fungos, não há risco algum de transmissão, seja pelo contato físico, fluidos corporais, ar ou pelo compartilhamento de objetos. 

Embora ainda persistam muitos mitos de que o vitiligo pode ser transmitido, há pesquisas como a da Mayo Clinic e a American Academy of Dermatology, que evidenciam que essa doença não tem risco de contágio.

Causas do vitiligo

As causas do vitiligo ainda não são totalmente esclarecidas pela ciência, mas acredita-se que ela pode surgir a partir de uma combinação de fatores genéticos, imunológicos e ambientais.

  • Predisposição genética: cerca de 30% das pessoas com essa doença têm casos na família, reforçando a herança genética, que maximiza os riscos.  
  • Alteração autoimune: o sistema imunológico destrói os melanócitos, danificando as células responsáveis pela produção da melanina, provocando a perda da cor na pele.
  • Relação com outras condições autoimunes: pessoas com diabetes, disfunções da tireoide, alopecia areata e lúpus, têm maior chance de desenvolver vitiligo, reforçando a ligação com respostas autoimunes relacionadas.
  • Estresse oxidativo: quando há excesso de radicais livres, é possível que haja danos aos melanócitos, tornando-os mais suscetíveis, o que contribui para a despigmentação.
  • Traumas na pele: feridas, queimaduras, cortes e lesões podem favorecer o surgimento de manchas nas áreas afetadas.
  • Contato com determinados produtos químicos: a exposição frequente com elementos, como fenóis e catecóis usados em tintas, solventes e cosméticos, podem causar a perda de pigmento.
  • Queimaduras solares graves: essas lesões na pele tendem a contribuir com o  aparecimento ou expansão das manchas em pessoas predispostas.

Em síntese, a causa mais aceita pela ciência é, justamente, a autoimune, na qual o organismo entende que os melanócitos são uma ameaça, passando a destruí-los, desencadeando a despigmentação. 

Quando o vitiligo surge?

Sim. O vitiligo pode surgir em todas as fases da vida, porém, essa doença costuma ter seu pico entre 10 e 30 anos, segundo estudos epidemiológicos. 

Em casos em que a doença se apresenta precocemente, as primeiras manchas brancas na pele surgem no rosto, nas pregas cutâneas e nas mãos. 

Já quando o vitiligo surge tardiamente, as lesões tendem a aparecer em áreas mais expostas ou após um evento que desencadeia o processo, como lesões ou traumas na pele, que é chamado de fenômeno de Koebner, além do estresse emocional

Diagnóstico do vitiligo

O diagnóstico do vitiligo deve ser feito por um dermatologista a partir de um exame clínico, que analisa o formato, a distribuição e a evolução das manchas brancas na pele, além de considerar o histórico médico e familiar do paciente. 

Para confirmar a doença, é possível usar ainda a lâmpada de Wood, um aparelho que emite luz ultravioleta, tornando as manchas mais destacadas com uma coloração branco-marfim.

Dependendo do caso, exames laboratoriais para investigar condições associadas, como desequilíbrio da tireoide, diabetes tipo 1 e outras doenças autoimunes, também podem ser solicitados.

Em casos raros, o médico pode pedir ainda uma biópsia de pele para descartar outras condições de pele semelhantes. 

Tratamentos para vitiligo

Embora não haja cura para o vitiligo, hoje em dia, há muitos tratamentos e procedimentos que podem controlar a evolução das manchas e restaurar a pigmentação, melhorando o aspecto da pele. Confira a seguir quais são eles:

Tratamentos com medicamentos

Os medicamentos de uso tópico, como inibidores de calcineurina e loções à base de corticosteroides, são muito usados para o tratamento dessa condição.

Esses cremes são aplicados nas manchas brancas para promover a recuperação da pigmentação. 

Em casos mais complexos e de rápida evolução, outros fármacos orais costumam ser adotados, como corticoides para conter o avanço da doença. A melhora do aspecto da pele costuma ocorrer após três a seis meses de tratamento.

Vale ressaltar que os medicamentos para vitiligo podem provocar efeitos colaterais, como irritação na região afetada e afinamento da pele, além de outras alterações no caso de uso prolongado de corticoides sistêmicos. 

Por isso, o acompanhamento médico é primordial. 

Fototerapia e outros procedimentos

A fototerapia é uma tecnologia muito eficaz no controle da doença. Esse recurso usa a radiação ultravioleta B de banda estreita para ativar a função dos melanócitos e diminuir a resposta imune que causa danos às células. 

O laser excimer, que direciona luz ultravioleta na pele de forma localizada, também costuma ser usado no tratamento, principalmente, quando as manchas são pequenas e específicas. 

Em casos de vitiligo mais complexos, quando existe uma grande perda de coloração ou quando outros métodos não surtiram o efeito esperado, é possível fazer a despigmentação completa da pele saudável para a uniformização do tom. 

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Cuidados diários para quem tem vitiligo

Pessoas com vitiligo precisam adotar cuidados diários, como:

  1. Use protetor solar SPF;
  2. Hidrate a pele;
  3. Evite lesões na pele;
  4. Não use produtos agressivos;
  5. Proteja-se do sol.

Impacto psicológico e emocional do vitiligo

O vitiligo pode impactar negativamente a saúde mental do paciente em razão da visibilidade das manchas brancas na pele, principalmente em regiões expostas, como mãos, pernas e rosto. 

Essa condição pode causar vergonha, baixa autoestima e insegurança, aumentando o risco de desenvolver estresse crônico, ansiedade e depressão, que pode resultar em isolamento social e sofrimento psicológico.

Como lidar com os desafios emocionais?

Para lidar com a doença, é importante contar com apoio psicológico que contribui para o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento para não somente o controle de ansiedade, mas também para valorizar a autoestima e evitar o isolamento. 

A terapia também ajuda a fortalecer a autoconfiança, preparar respostas e reações mais equilibradas e seguras em situações sociais, que envolvem perguntas, comentários e curiosidade. 

Participar de grupos de apoio presenciais e online também permite compartilhar vivências, entender como as pessoas enfrentam essa doença e trocar informações, diminuindo a ansiedade, o estigma e a solidão. 

Existem formas de prevenção de vitiligo?

Não há métodos garantidos para prevenir o vitiligo, pois sua origem está associada a aspectos genéticos e imunológicos complexos.

Contudo, existem medidas que ajudam a melhorar a saúde da pele e a reduzir os riscos de desenvolver essa doença, como os seguintes:

  • Usar protetor solar várias vezes ao dia;
  • Evitar a exposição solar, principalmente, em horários mais críticos, entre 10h e 16h, quando a radiação ultravioleta está elevada; 
  • Manter a pele hidratada, evitando o ressecamento;
  • Evitar irritações cutâneas, lesões e traumas;
  • Adotar medidas para o controle de estresse, como terapia, técnicas de relaxamento e atividade física.
  • Manter acompanhamento dermatológico para identificar precocemente alterações de pele.

Como a telemedicina pode ajudar pacientes com vitiligo?

Apresenta manchas brancas na pele que podem indicar vitiligo? Você pode obter atendimento de dermatologia online de forma segura e eficiente na plataforma de saúde mental da Conexa Saúde.

Nesses casos, nossos especialistas podem avaliar as lesões por meio de fotos e vídeos. Se necessário, o paciente é encaminhado para exames complementares ou uma consulta presencial. 

Conte com os benefícios da telemedicina, faça consulta online e obtenha diagnóstico e tratamento preciso e seguro no conforto do seu lar. Com a Conexa Saúde, ficou mais fácil cuidar da sua saúde e bem-estar!

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Juliana Seixas

Especialista em Medicina de Família pela UERJ. Médica do Trabalho pela Funorte. Pós graduanda em gestão de saúde pela FGV. CREMERJ 52981249.

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