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Como tratar a síndrome do pânico em 15 passos

Maike Batista

Psicólogo

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O questionário não deve ser considerado como um diagnóstico, apenas como uma orientação dos níveis dos sinais. Nesse caso, sempre é recomendado consultar um profissional capacitado para uma avaliação completa.

O transtorno do pânico envolve ataques recorrentes e preocupação persistente com novas crises. O tratamento profissional pode incluir psicoterapia e, quando indicado, medicamentos.

Ela afeta mais pessoas do que muita gente imagina. Diferente de ataques únicos de ansiedade e medo, essa síndrome é caracterizada por episódios frequentes de pânico, suor excessivo, sensação de morte, tremores e apertos no coração.

Nessas condições, quem sofre dos ataques acaba adquirindo medos diversos, que vão desde acender as luzes até viajar de carro. No entanto, é possível vencer a síndrome com o tratamento adequado, aliado a algumas atitudes que podem ajudar a superar as crises mais rapidamente.

1. Reconheça e entenda a síndrome do pânico

Procure ajuda quando crises de medo intenso ou a preocupação com novos ataques prejudicarem sua rotina. Registrar o que sente pode auxiliar a avaliação.

O Transtorno do Pânico, ou Síndrome (conjunto de sintomas) do Pânico, é um quadro de ansiedade acentuado, apresentando os mesmos sintomas da ansiedade, no entanto, de maneira mais intensa. A sensação de ansiedade generalizada e súbita acontece de forma espontânea. Muitas vezes é também recorrente, manifestando-se com certa frequência.

Também acredita que irá perder o controle do próprio corpo, dos pensamentos e emoções ou que irá desmaiar ou enlouquecer a qualquer momento. O DSM-V faz distinções entre ataques inesperados (não sinalizados), ataques predispostos situacionalmente e ataques situacionalmente disparados (sinalizados).

Os primeiros parecem “vir do nada” e não revelam estar associados com qualquer “gatilho” situacional. São essenciais para um diagnóstico de transtorno do pânico, apesar de ocorrerem em outros transtornos também.

Os segundos não ocorrem invariavelmente depois de uma exposição a certas situações ou sinais, apesar de que a presença destes sinais aumenta a probabilidade de um ataque de pânico.

Os últimos ocorrem invariavelmente ou imediatamente a partir da exposição a um “gatilho” situacional e são característicos de fobias específicas e sociais.

Pesquisas comprovam que a síndrome do pânico atinge duas vezes mais mulheres do que homens; especialmente entre os 18 e 40 anos. Estatísticas mostram que cresce a cada ano o número de pessoas identificadas com o transtorno psicológico dessa síndrome no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o transtorno atinge 4% da população mundial, o que representa aproximadamente 280 milhões de pessoas.

O medo de novas crises pode levar à evitação de lugares e atividades, restringindo a vida social e profissional.

Fatores genéticos, biológicos e experiências de vida podem contribuir para o transtorno. Não existe uma causa única.

Guerra (2015) assinala que a síndrome do pânico costuma afetar mais mulheres do que homens e pode ser desencadeada por alguns fatores considerados de risco, como:

  • Situações de estresse extremo;

  • Morte ou adoecimento de uma pessoa próxima;

  • Mudanças radicais ocorridas na vida;

  • Histórico de abuso sexual durante a infância;

  • Ter passado por alguma experiência traumática, como um acidente.

Existem três tipos de crises iniciais:

  • A crise espontânea, a crise situacional (desencadeada por uma situação específica) e a crise noturna.

  • Após a primeira crise, inicia-se a segunda fase, que é a fase de ansiedade antecipatória, fase do medo de ter outra crise. Uma insegurança crescente, onde não se tem certeza de estar bem para dar conta das atividades mais simples do cotidiano.

  • Em consequência disso, aparece a terceira fase, que é a fase da esquiva agorafóbica, onde a pessoa tem necessidade de estar acompanhada de pessoas que possam socorrê-la. Além de um desejo de ficar apenas em lugares onde se sinta seguro, evitando locais parecidos com o qual teve a primeira crise, já que o cérebro associa lugares e situações ao trauma da primeira crise.

Compreender o que é o Pânico, assumindo a atitude certa para lidar com a ansiedade e as crises. Reconhecer que o Pânico inicia com um estado de ansiedade que leva a automatismos no processo de atenção e pensamento.

2. Conheça os sintomas e como tratar a síndrome do pânico

Ataques de pânico podem surgir de forma inesperada, em diferentes situações, e atingir intensidade elevada em poucos minutos.

Dor no peito, falta de ar intensa, desmaio ou sintomas novos exigem avaliação urgente. Não presuma que sejam apenas pânico; em uma emergência, ligue 192.

As crises de pânico geralmente manifestam os seguintes sintomas:

  • Sensação de perigo iminente;

  • Medo de perder o controle;

  • Medo da morte ou de uma tragédia iminente;

  • Sentimentos de indiferença;

  • Sensação de estar fora da realidade;

  • Dormência e formigamento nas mãos, nos pés ou no rosto;

  • Palpitações, ritmo cardíaco acelerado e taquicardia;

  • Sudorese;

  • Tremores;

  • Dificuldade para respirar, falta de ar e sufocamento;

  • Hiperventilação;

  • Sensação de precisar ir ao banheiro;

  • Calafrios;

  • Ondas de calor;

  • Náusea;

  • Dor abdominal;

  • Dor no peito e desconforto;

  • Dor de cabeça;

  • Tontura;

  • Dificuldade de segurar a cabeça;

  • Desmaio;

  • Sensação de estar com a garganta fechando;

  • Dificuldade para engolir.

O medo de ter outra crise pode levar à evitação de situações. Trabalhar esse padrão faz parte do tratamento.

Buscar tratamento cedo ajuda a reduzir o impacto das crises na rotina. Família e pessoas próximas também podem receber orientação.

Infelizmente, é muito comum os familiares pressionarem a pessoa para superar a crise e, nesse momento, ter muita paciência e apoiar o tratamento é fundamental.

3. Identifique o que gera ansiedade

Muitas vezes a ansiedade é o conjunto de fatores, mas deve-se identificá-los e tentar resolver um a um. Situações que geram ansiedade:

  • Dívida;

  • Insegurança no trabalho;

  • Um ente querido doente;

  • Crise conjugal.

Está com dúvidas se você tem ansiedade? Responda o nosso questionário gratuito e descubra em 3 minutos se você tem tendência a desenvolver ansiedade.

É importante lembrar que o resultado do questionário não é uma avaliação psicológica. Assim, apenas por esse resultado, não é possível diagnosticar um quadro de ansiedade e depressão.

4. Contato e conexão

Criar a sensação de presença e fortalecer a atenção é importante no tratamento.

Fortaleça vínculos com pessoas de confiança. Uma rede de apoio pode ajudar durante o tratamento, sem substituir o cuidado profissional.

5. Aumente a tolerância à excitação interna

A pessoa com pânico tende a interpretar as reações de seu corpo, que fazem parte do estado ansioso, como se fossem sinais catastróficos, indicadores de um possível perigo, como um desmaio, um ataque cardíaco iminente, sinal de perda de controle.

Com orientação terapêutica, é possível reduzir o medo das sensações corporais e aprender a lidar com elas com mais segurança.

6. Aprenda técnicas de relaxamento

As técnicas de relaxamento podem ajudar a reduzir a ansiedade, mas não substituem o tratamento nem garantem o fim de uma crise.

Considere aprender um novo método de relaxamento, como ioga, meditação, ou a prática da atenção plena.

7. Combata os pensamentos que levam ao pânico

Na psicoterapia, você pode aprender a reconhecer interpretações catastróficas das sensações corporais e desenvolver respostas mais realistas.

8. Use a respiração como aliada

Procure respirar de modo suave e confortável, sem forçar inspirações profundas ou prender o ar. Não respire em sacos plásticos ou de papel. Se houver dúvida sobre a causa dos sintomas, procure atendimento.

9. Elaborar outros processos psicológicos atuantes

É importante levantar os fatores que estavam presentes quando a Síndrome do Pânico começou e que podem ter contribuído para a eclosão das crises.

Compreender e resolver os fatores estressantes que contribuíram para o aparecimento das crises (mudanças de vida, perdas, separações, problemas profissionais, conflitos familiares, dívidas).

10. Consulte um médico para descartar problemas de saúde

Alguns problemas de tireoide e condições cardíacas graves podem ser semelhantes a um ataque de pânico. Consulte um médico para descartar a possibilidade de quaisquer problemas de saúde.

11. Cuide do seu corpo

Cuide bem do corpo e da mente. Mantenha uma dieta saudável, descanse o suficiente, evite bebidas com alto teor de cafeína, mantenha-se fisicamente ativo e pratique atividades prazerosas com frequência.

12. Procure um psicólogo e faça psicoterapia

Um bom psicólogo pode ajudá-lo a descobrir as causas do problema, trabalhar suas angústias e amenizar os traumas, que muitas vezes podem causar o pânico. Por isso, não subestime o poder de ação desse profissional.

Uma boa abordagem para esse tipo de situação é a Psicoterapia cognitivo-comportamental. Esse tipo de Psicoterapia é fundamental para ensinar o cérebro e o corpo a superarem os ataques, com o fim de ajudá-lo a acabar de vez com o problema.

A psicoterapia ajuda a compreender os sintomas, reduzir a evitação e desenvolver estratégias para enfrentar as crises. A terapia cognitivo-comportamental é uma das abordagens utilizadas.

13. Faça atendimento psicológico online

Estudos importantes têm demonstrado a eficiência dos atendimentos psicológicos online, nos casos de Síndrome do Pânico.

A psicologia online, também conhecida como psicoteleterapia, é um campo crescente. Através desse processo, um psicólogo realizar a sessão através da internet por meio de videoconferência.

Resultados do atendimento psicológico online

Fato é que existem resultados comprovados dos benefícios do atendimento online, principalmente em quadros de Síndrome do Pânico.

O atendimento online pode facilitar o acesso para quem tem dificuldade de sair de casa. A adequação dessa modalidade deve ser avaliada pelo profissional.

A psicoterapia online também pode ser útil para indivíduos que não podem sair de casa, que enfrentaram um procedimento cirúrgico, que trabalham horas não convencionais, bem como as que estão no exterior ou que vivem em áreas rurais ou remotas.

14. Reflita sobre o seu estilo de vida

Se você tem trabalhado muito e sente que sua vida pessoal fugiu do controle, é hora de rever algumas atitudes e começar a colocar sua rotina no eixo. A síndrome do pânico é um medo recorrente de alguma situação que causou trauma em um indivíduo vulnerável.

Por isso, mantenha sua vida em equilíbrio, sem exagerar no trabalho e deixando sempre um espaço na agenda para a prática de exercícios físicos ou para uma sessão com o psicólogo.

15. Tenha paciência para tratar síndrome do pânico

A melhora costuma ser gradual. Siga o plano de tratamento, comunique dificuldades e evite interromper medicamentos por conta própria.

A síndrome do pânico pode ser tratada. Profissionais habilitados ajudam a definir o cuidado adequado e acompanhar a evolução de cada pessoa.

É preciso ter em mente que as crises de pânico podem ser superadas, busque ajuda! Faça contato, entre no consultório virtual e agende uma consulta comigo.

Quem orienta

Maike Batista

Psicólogo

Psicólogo formado pela Faculdade União de Campo Mourão - UNICAMPO desde 2019 e hipnoterapeuta certificado pelo IMTA of Miami desde 2020. Tendo foco em demandas como ansiedade, distúrbios do sono, fortalecimento de autoestima e gerenciamento eficaz do estresse, atende adultos e idosos no Brasil e no mundo.

Quem orienta

Maike Batista

Psicólogo

Psicólogo formado pela Faculdade União de Campo Mourão - UNICAMPO desde 2019 e hipnoterapeuta certificado pelo IMTA of Miami desde 2020. Tendo foco em demandas como ansiedade, distúrbios do sono, fortalecimento de autoestima e gerenciamento eficaz do estresse, atende adultos e idosos no Brasil e no mundo.