A tendinite é uma inflamação nos tendões causada pelo esforço repetitivo ou sobrecarga, como digitar por longos períodos, correr ou a realização de trabalhos manuais, gerando dor, rigidez no local afetado ou limitação do movimento.
Normalmente, esses sintomas melhoram com algumas medidas simples, como repouso, aplicação de compressas frias no local e fisioterapia para o fortalecimento da musculatura ao redor.
Contudo, é sempre indicado buscar orientação médica para garantir o tratamento adequado, evitar o agravamento do quadro e prevenir novos episódios de inflamação.
Leia o nosso artigo e confira os tipos de tendinite, os sintomas mais comuns e como tratar essa condição de forma segura. Vem com a gente!
Quais são os sintomas da tendinite?
A tendinite é uma condição que apresenta sintomas muito característicos, comprometendo o bem-estar e a mobilidade do indivíduo.
Confira a seguir quais os principais indicativos desta inflamação:
- Dor localizada ou que irradia para partes do corpo próximas
- Sensibilidade na região;
- Contrações musculares ou espasmos;
- Redução de força;
- Vermelhidão na área afetada;
- Surgimento de caroço no tendão;
- Inchaço;
- Perda de coordenação motora;
- Dificuldade de movimentar a articulação;
- Calor local.
Quais são as causas da tendinite?
A tendinite está associada às mais diversas causas, podendo surgir sempre que os tendões são “acionados” de maneira contínua e excessiva, sem que haja um tempo adequado para a sua recuperação.
Os principais fatores que favorecem o desenvolvimento dessa inflamação incluem esforços repetitivos, sobrecarga nas articulações, má postura e falta de pausas regulares durante as atividades.
Essa condição costuma ser muito comum em profissões que realizam tarefas manuais repetitivas ou esforço físico, como músicos, operários, digitadores, manicures, artesãos, atletas e pessoas que realizam atividade física sem aquecimento ou orientação.
Quais são os tipos de tendinite?
A tendinite pode se manifestar em diferentes partes do corpo, conforme a repetição dos movimentos ou dos tipos de esforços realizados, provocando dor no local afetado e limitação dos movimentos.
Confira abaixo os tipos mais comuns:
Tendinite no ombro
Esse tipo de condição costuma afetar pessoas que realizam movimentos repetitivos com os braços, tendo maior esforço nos ombros, como lutadores, nadadores, profissionais que manuseiam cargas pesadas e trabalhadores da construção civil.
Além disso, a tendinite no ombro também é um muito comum em pessoas que praticam exercícios físicos sem orientação adequada, principalmente, que envolvem movimentos acima do pescoço ou levantamento de peso.
Tendinite no punho
A tendinite no punho também é mais frequente em indivíduos que executam tarefas manuais contínuas, como digitar, costurar, escrever ou tocar instrumentos musicais.
Essa inflamação acontece por conta da repetição contínua de atividades e a falta de pausas adequadas para recuperação dos tendões.
Tendinite no cotovelo
Conhecida como “cotovelo de tenista” ou “cotovelo de golfista”, a tendinite no cotovelo aparece, geralmente, em pessoas que praticam atividades repetitivas ou que exigem força com o braço estendido.
Esse tipo de condição é muito comum em digitadores, operários de máquinas, pintores, jardineiros ou profissionais da carpintaria.
Tendinite no joelho
A tendinite no joelho costuma surgir em corredores, ciclistas e praticantes de atividade física de impacto e pessoas com sobrepeso.
Isso acontece porque o excesso de carga sobre a articulação tende a intensificar o desgaste dos tendões, contribuindo para o surgimento da inflamação.
Pessoas que fazem atividades frequentes, como agachamentos e subidas de escadas, também podem apresentar esse tipo de condição.
Tendinite no tornozelo
A inflamação no tornozelo costuma estar ligada a esportes com grande esforço nos pés, dança, salto e corrida, especialmente, em terrenos inclinados o uso contínuo de calçados sem amortecimento.
Como é feito o diagnóstico de tendinite?
O diagnóstico de tendinite pode ser feito por um médico clínico geral ou ortopedista, que analisam os sintomas, histórico clínico e relatos relacionados à prática de atividades repetitivas ou esforços físicos, que possam favorecer uma eventual inflamação dos tendões.
Além da avaliação e de testes físicos simples, exames específicos, como ultrassom ou ressonância magnética, podem ser solicitados para investigar a extensão da lesão ou para afastar outras condições com sintomas semelhantes.
Qual o tratamento indicado para tendinite?
O tratamento da tendinite requer uma combinação de estratégias que buscam não somente o alívio da dor, mas também a redução da inflamação e a prevenção do agravamento da lesão.
As abordagens terapêuticas costumam envolver, primeiramente, a suspensão ou a diminuição das tarefas ou movimentos que sobrecarregam o tendão, possibilitando que o corpo inicie um processo regenerativo.
A fisioterapia também é uma estratégia fundamental para o sucesso do tratamento da tendinite, já que ela contribui com o fortalecimento da musculatura em torno da articulação, melhora a flexibilidade e ajusta padrões de movimento que podem sobrecarregar o tendão.
Dependendo da gravidade do caso, medicamentos também podem ser indicados para o alívio dos sintomas, mas sempre com prescrição médica.
Em condições mais graves de tendinite, o tratamento também pode incluir a realização de procedimentos cirúrgicos para reparar eventuais danos profundos no tendão afetado.
O que fazer para aliviar a dor da tendinite?
Para aliviar a dor da tendinite, há algumas medidas seguras e não invasivas que podem ser adotadas. Confira quais são elas:
- Aplicar compressas;
- Usar órteses para proteger a articulação;
- Fazer alongamentos leves;
- Realizar de exercícios físicos com orientação especializada
- Usar recursos adequadas, como bandagens elásticas;
- Evitar sobrecarregar as articulações ou músculos,
- Usar equipamentos ergonômicos, como mesas e cadeiras adequadas;
- Fazer acompanhamento com fisioterapeuta.
Tendinite tem cura?
Sim. A tendinite tem cura, na maioria dos casos, principalmente, quando diagnosticada de forma precoce e com o tratamento adequado.
Contudo, a recuperação pode demorar algumas semanas ou meses, o que exige paciência e comprometimento por parte do paciente para seguir as orientações médicas.
Somado a isso, para reduzir os riscos de novas crises de tendinite, é fundamental adotar medidas de prevenção, que incluem correção da postura, a realização de pausas durante atividades repetitivas e o fortalecimento da musculatura envolvida.
Quando procurar um médico?
No caso de suspeita de tendinite, é importante buscar ajuda médica quando os sintomas forem persistentes e incluem dor intensa, principalmente, quando não apresenta melhora com repouso e cuidados simples.
Além disso, outros sinais de alerta incluem vermelhidão, dificuldade de movimentos, inchaço persistente e progressivo, sensação de calor no local e limitação para realizar atividades diárias.
Lembre-se que o diagnóstico precoce é essencial para evitar o agravamento do quadro e para garantir o tratamento adequado.
Como prevenir a tendinite?
A prevenção da tendinite exige cuidados simples, que ajudam a diminuir os riscos de sobrecarga nos tendões e o surgimento da tendinite. Confira a seguir algumas estratégias para aplicar no seu dia a dia:
- Realizar pausas regulares durante a execução de movimentos repetitivos, seja no trabalho ou durante os treinos. Isso evita sobrecarga nas articulações.
- Fortalecer a musculatura com exercícios específicos para garantir um melhor suporte às articulações e tendões.
- Realizar alongamentos antes e após as atividades físicas ou movimentos repetitivos, para manter a flexibilidade e diminuir a tensão nos tendões.
- Usar calçados adequados para esportes e recursos que reduzam o esforço repetitivo como teclados adaptados.
- Garantir uma boa ergonomia com adaptações na estação de trabalho, incluindo o uso de cadeiras apropriadas, suporte para os braços e altura certa da mesa e do monitor.
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