Saúde na Escola: o que é, importância e ações na pandemia

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Com o avanço da vacinação em todo país, retomar as aulas presenciais com saúde na escola, após quase 18 meses de afastamento das salas de aula, está sendo um desafio para dirigentes, professores, funcionários e alunos.

Motivados por ações preventivas de combate ao coronavírus, as ações de saúde no ambiente escolar nunca foram tão discutidas e priorizadas. Como a escola é um espaço onde o conhecimento é levado para o resto da vida, adotar e disseminar iniciativas preventivas se tornou crucial para a saúde da comunidade estudantil.

Além do ensino curricular, crianças, jovens e adultos aprendem noções de cidadania, respeito e como se prevenir contra a covid-19. Distanciamento, álcool em gel, lavar com frequência as mãos, usar máscara, são algumas das recomendações já incorporadas por todos, dentro e fora da escola.

Cada unidade tem a liberdade de implantar outras ações que promovam saúde, mas o Governo Federal por meio dos Ministérios da Saúde e da Educação, oferece diretrizes assertivas através do Programa Saúde na Escola (PSE).

O que é a saúde escolar?

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São todas as ações e iniciativas adotadas para promover saúde na escola. São estratégias que possibilitam por exemplo, a educação, a prevenção e até o diagnóstico clínico ou social para posterior encaminhamento a uma unidade de saúde.

Atividades de educação em saúde inclui ainda o incentivo a uma vida saudável, estimulando os estudantes à promoção da saúde, por meio de uma alimentação saudável, prática de exercícios físicos e até consultas preventivas.

Esse engajamento em prol da saúde pode atrair para palestras ou apresentações, profissionais da saúde, policiais militares, bombeiros, entre outros.

Ao longo do ano, vários temas podem ser debatidos, para os alunos da educação infantil I e II e anos do ensino fundamental, podem chegar até ao ensino superior.

Educação nutricional; tabagismo; vacinação; sexualidade; aleitamento materno; trânsito seguro; meio ambiente; condições climáticas, são alguns dos assuntos que podem ser desenvolvidos em sala de aula ou coletivamente por meio de feiras, oficinas, exposições.

Qual a importância do planejamento de uma ação educativa em saúde?

A prática educativa sobre ações em prol da saúde tem se apresentado positiva no ambiente escolar, sensibilizando os alunos a reproduzirem os conteúdos apresentados. Diante disso, as ações educativas em saúde precisam ser planejadas, seguindo o calendário pedagógico.

Também deve intercalar iniciativas com datas comemorativas, como o Dia do Médico, da Enfermagem, da Árvore ou do Meio Ambiente. Alunos bem informados são estudantes com maior nível de autonomia em relação aos cuidados pessoais, por exemplo.

Esse planejamento é importante também em relação ao tempo hábil de produção de materiais didáticos e metodologias participativas; â difusão cultural; à pesquisa e até mesmo a mobilização social. Iniciativas que também visam aumentar o acesso da comunidade aos serviços disponíveis de saúde.

Um bom planejamento de uma ação educativa deve priorizar a conscientização; a definição do público alvo; escolha dos materiais educativos, entre outras ações.

Benefícios da promoção da saúde na escola

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Promover projetos ou programas educativos sobre saúde na escola contribui sensivelmente para a melhora do ambiente escolar e, consequentemente, na qualidade de vida dos alunos e da comunidade em geral. Isso porque a escola:

– Conscientiza sobre a necessidade de uma vida mais saudável e equilibrada;

– Estreita as relações entre os públicos envolvidos;

– É fundamental na formação de cidadãos mais conscientes;

– Orienta sobre a importância de uma alimentação saudável;

– Estimula a prática de exercícios físicos;

– Incentiva atividades que contribuam nas relações interpessoais;

– Previne expor o estudante a situações de risco para sua saúde e integridade física.

Como promover a saúde na escola?

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Para viabilizar ações de saúde na escola, os gestores precisam definir estratégias de: mobilização social; parcerias; sustentabilidade; defesa pública da saúde e de articulação de diferentes setores.

Como importante agente educador e transformador a escola se tornou um local essencial para propagar ações de saúde, abrindo um leque importante de atuação, de diagnóstico clínico e de triagem para encaminhamento a outros serviços de saúde, como as unidades básicas de atendimento.

Desde muito cedo, os alunos devem receber noções de higiene e exercícios para o corpo e para a mente. Assim a escola contribui para o desenvolvimento de hábitos saudáveis, contribuindo para melhorar a qualidade de vida da população.

O tema faz parte da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define as competências que devem ser desenvolvidas em todas as etapas da educação.

Ensinar a importância de uma alimentação saudável; incluir frutas, legumes e verduras nas refeições servidas na escola; envolver os alunos nos cuidados com uma horta, são algumas das iniciativas que ajudam a promover saúde nas unidades escolares.

O que são ações educativas na escola?

São todas planejadas imediatas ou futuras para a formação do aluno. Esses critérios diversificam de acordo com o grau evolutivo do aprendizado, priorizando sempre as metodologias para aprendizado linguístico e comunicativo dos alunos.

Isso inclui o conteúdo pragmático sobre todas as disciplinas e algumas possibilidades extracurriculares como oficinas; debates; workshops; visitas monitoradas; mesas redondas, seminários, entre outros.

Os temas trabalhados nessas atividades podem ser os mais variados possíveis, como saúde, cidadania, meio ambiente, hábitos e alimentação saudáveis, iniciativas do Sistema Único de Saúde (SUS), ciências, clima e muito mais.

Qual é o papel da escola na educação para a saúde?

Como importante espaço de educação e debates livres, a escola vem ganhando destaque também como importante instrumento para educar sobre saúde na escola.

Desta forma, professores, dirigentes e outros profissionais envolvidos contribuem para melhorar a qualidade de vida dos alunos, de seus familiares e da comunidade em geral.

Essa prática envolve três importantes atores: os gestores; os profissionais de saúde envolvidos na prevenção de práticas preventivas e curativas e a população do entorno, que passa ter maior consciência e autonomia sobre os cuidados com a saúde.

Como elaborar um plano de ação educativa?

Um bom plano de ação educativa, com saúde na escola, deve abranger uma gestão escolar mais democrática, práticas pedagógicas, avaliação, acesso, ambiente, entre outros critérios.

Com objetivo de atingir as metas e objetivos da unidade, os coordenadores e professores devem se responsabilizar pela elaboração desse plano.

Uma comissão pode ser criada para esse fim, que além de elaborar, precisa acompanhar sua implantação e verificar os resultados. Confira alguns passos importantes para esse planejamento.

– É preciso documentar o plano de ação escolar;

– Definir e justificar o objeto de estudo, colocando-os de forma clara;

– Apoiar os temas propostos, estabelecendo metodologias adequadas;

– Realize uma programação das ações e das atividades propostas;

– Um bom planejamento financeiro se faz necessário;

– Não se esqueça de calcular todos os riscos envolvidos.

Principais ações educativas em saúde na escola

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Assim como a diversidade de temas que podem ser propostos, os tipos de ações educativas também são bem variadas. Podem ser voltados para prevenção como curativas, com foco nas áreas de saúde, educação e juventude.

Lembrando que ações educativas também se destinam a formação de educadores; jovens; agentes culturais; à produção de materiais didáticos, pesquisa, mobilização social, informação, entre outros fatores.

Dentre as principais possibilidades destacamos as aulas interdisciplinares; as visitas às comunidades, unidades de saúde ou empresas; palestras; cursos; seminários; mesas-redondas; programas de conscientização como tabagismo ou alcoolismo; vacinas e muito mais.

Quais medidas para promover a saúde escolar em tempos de pandemia?

Para que as escolas pudessem voltar a receber normalmente seus alunos, algumas medidas foram tomadas de forma escalonada. Isso, porque, somente agora, com o avanço da imunização da população é que os gestores podem receber os alunos de forma integral.

Até meados de setembro havia limitação percentual e também aulas remotas. Para todas as fases, distanciamento, higiene das mãos, uso de álcool em gel e máscara são imprescindíveis.

Ações importantes para preservar a saúde de professores, diretores, alunos e demais profissionais.

Apesar das orientações gerais dos Ministérios da Saúde e da Educação, gestores de estados e municípios tiveram autonomia para deliberar outras medidas, de acordo com a realidade de cada região, em relação à doença.

A ventilação, água, saneamento e as condições de higiene de cada unidade foram avaliadas e inspecionadas.

Critérios também aprovados e indicados pelo Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A sigla em inglês significa United Nations International Children’s Emergency Fund. O órgão criou uma série de conteúdos explicativos sobre as regras, incentivando ainda a busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola.

Exemplos de ações educativas para promover a saúde na escola

Os gestores e educadores podem desenvolver as mais variadas ações e programas educativos que visem promover a saúde na escola.

Atividades como seminários; palestras com profissionais da saúde, bombeiros ou militares; feiras; exposição de trabalhos realizados em sala de aula.

Também é possível incentivar hábitos saudáveis de alimentação e de prática de exercícios, como aulas de educação física e muito mais. É importante lembrar que qualquer iniciativa implantada deve acontecer com certa regularidade. Também devem ser monitoradas e os resultados conferidos para identificar possíveis falhas ou resultados dentro do esperado.

Programa do Governo Saúde na Escola (PSE)

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Criado em 2007, o Programa Saúde na Escola (PSE) faz parte de uma política intersetorial da saúde e da educação. Instituído a partir da parceria entre os ministérios da Saúde e da Educação tem suas ações voltadas para crianças, adolescentes, jovens e adultos.

O Programa prioriza a integração e a articulação permanente de ações que ofereçam melhoria da qualidade de vida dos estudantes. Integram o PSE os seguintes componentes:

– Avaliar as condições de saúde dos menores atendidos pela escola pública;

– Promover a saúde e as ações preventivas de doenças e de agravos à saúde;

– Incentivar a educação continuada e a capacitação dos profissionais da educação e da saúde e de jovens;

– Monitorar e avaliar a saúde dos estudantes e do programa.

Quem pode participar? Abrangência

Até 2013 o PSE era articulado somente entre unidades de ensino e a rede básica de saúde. Mas a partir daquele ano todas as cidades brasileiras puderam se integrar ao PSE, com a participação de equipes de atenção básica mas também de diferentes níveis de ensino, como creches, educação infantil e os ensinos fundamental e médio.

Todos os municípios também abrangidos pela estratégia Saúde da Família podem ser atendidos pelo PSE. A decisão viabilizou a criação de núcleos e ligações entre os mais variados equipamentos públicos da saúde e da educação, como escolas, centros de saúde, áreas de lazer como praças e ginásios esportivos, entre outros.

Para isso, estes locais precisam firmar estratégias partindo de um projeto político-pedagógico entre a escola e a unidade básica de saúde.

Papel dos estados e municípios

A gestão do PSE é de responsabilidade dos governos estaduais, por meio do Grupo de Trabalho Intersetorial Estadual (GTI-E). O Estado se responsabiliza em dar apoio institucional e ser o agente mobilizador do Programa. Aos municípios cabe implantar as ações do PSE:

– Prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs); ao uso indevido do álcool, tabaco, crack e outras drogas;

– Promover a cidadania;

– Promoção da atividade física e do lazer nas escolas;

– Criar ações de avaliação da saúde bucal;

Acompanhamento Vacinal;

– Promoção da nutrição e da alimentação saudável;

– Promoção da saúde auditiva;

– Promoção da saúde ocular;

– Ações de combate ao mosquito aedes aegypti.

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Ações do programa Saúde na Escola (2021 e 2022)

Os gestores têm até dezembro de 2022 para colocar em prática as ações do PSE pactuadas pelos municípios e Distrito Federal.

Iniciativas que se mostram promissoras a partir do retorno presencial dos alunos às salas de aula e passíveis de monitoração ao fim de cada ciclo.

Iniciativas remotas e presenciais contam nessa etapa, desde que registradas no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab). Atividades inclusas no Programa Crescer Saudável também devem ser acompanhadas pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan).

Os incentivos financeiros para execução do cronograma serão liberados a partir da realização de ao menos duas ações, incluindo prevenção à covid-19.

Exceto as atividades do Programa Crescer Saudável, que dependerá de avaliação de desempenho em diversos quesitos, dependendo da idade dos alunos e dos resultados obtidos.

Neste contexto, entre janeiro de 2021 e dezembro de 2022 são avaliados estudantes menores de 10 anos que participem das atividades coletivas. Toda programação deve ser articulada em parceria entre a escola e a atenção primária à saúde.

O programa PSE prevê ainda a capacitação dos envolvidos e liberação de recursos para execução de atividades dentro dos seguintes programas e estratégias:

– Academia da Saúde;

– Brasil Sorridente;

– Consultório na Rua;

– Estratégia Saúde da Família;

– e-SUS atenção primária;

– NutriSUS;

– Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ);

– Política de promoção da equidade em saúde práticas integrativas e complementares;

– Prevenção e controle dos agravos nutricionais;

– Programa Bolsa Família na Saúde;

– Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A;

– Promoção da Saúde e da Alimentação Adequada e Saudável;

– Requalifica UBS;

– Rede Cegonha;

– Saúde na Hora;

– Saúde na Escola (PSE);

– Sistema prisional;

– Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF);

– Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas (ESFR);

– Programa de revitalização de UBS;

– Vigilância Alimentar e Nutricional.

Conclusão

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Sabemos que a reabertura das escolas para a retomada do ano letivo presencial exige extrema atenção e cuidados redobrados quanto à prevenção da covid-19.

Para minimizar os riscos de contágio é preciso seguir as instruções de biossegurança divulgadas pelo Ministério da Educação e também as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde.

Neste panorama, saúde nunca foi um tema tão presente na vida dos brasileiros e também em sala de aula. Distanciamento social, higiene frequente das mãos e das superfícies e uso de máscara são regras essenciais.

Para ampliar o tema, o Programa Saúde na Escola oferece oportunidade das unidades realizarem um cronograma perene de atividades voltadas à promoção da saúde, qualidade de vida e prevenção de doenças e de drogas, entre outras ações.

Neste contexto as unidades de ensino também podem contar com ajuda de empresas especializadas como a Conexa Saúde.

Com o uso da plataforma de telemedicina a Conexa oferece um produto completo, beneficiando professores, funcionários, alunos e pais.

O objetivo é conduzir da melhor forma possível o atendimento a casos suspeitos de covid-19, minimizando os riscos de contaminação e de transmissão do coronavírus.

São as escolas unindo forças com a telemedicina para promover saúde e bem-estar. Toda comunidade escolar tem acesso à plataforma para fazer consultas médicas, a qualquer sinal de sintoma da covid-19.

Tudo de forma simples e rápida, sem sair da unidade. Em casos de confirmação da doença, a pessoa é encaminhada para tratamento adequado, evitando assim possíveis complicações.

Para conferir mais detalhes sobre esse, entre outros temas e produtos, acesse o site da Conexa Saúde ou siga no instagram.

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