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Quando procurar um otorrinolaringologista?

Imagem relacionada à saúde e ao cuidado médico
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Sabe aquela dor de garganta que aparece de repente, o nariz que insiste em escorrer ou a sensação de ouvido tampado depois de um resfriado? Muitos desses sintomas são tão comuns em nosso dia a dia que, na maioria das vezes, simplesmente esperamos que eles passem sozinhos. 

Felizmente, muitas vezes eles passam. Mas o que acontece quando não passam? A grande dúvida que surge é: quando um sintoma aparentemente simples se torna um sinal de que é hora de buscar ajuda especializada? A procura por um otorrinolaringologista muitas vezes é adiada por essa incerteza.

Entender o momento certo de procurar um otorrino, como também é conhecido o especialista, é um passo fundamental para cuidar melhor da sua saúde, evitar que problemas simples se tornem complicações sérias e garantir sua qualidade de vida. Se você tem dúvidas sobre quando agendar uma consulta com um médico de ouvido, nariz e garganta, continue a leitura.

O que faz um otorrinolaringologista e quais áreas ele trata?

O nome pode parecer complicado, mas a função desse profissional é essencial para a nossa saúde. O otorrinolaringologista é o médico especialista no diagnóstico e tratamento de doenças que afetam três áreas interligadas do nosso corpo: o ouvido (oto), o nariz (rino) e a garganta (laringo). Por isso, ele é também conhecido como o médico de ouvido, nariz e garganta.

Sua atuação é ampla e abrange desde problemas clínicos, que podem ser resolvidos com medicamentos, até a necessidade de procedimentos cirúrgicos. Para entender melhor, podemos dividir sua especialidade em algumas áreas principais:

  • otologia: foca na saúde dos ouvidos. Isso inclui o tratamento de infecções, perda de audição, zumbido, distúrbios do equilíbrio como tontura e labirintite, e outras condições que afetam a estrutura auditiva.

  • rinologia: cuida das doenças do nariz e dos seios paranasais (as cavidades ósseas ao redor do nariz, olhos e bochechas). Condições como rinite alérgica, sinusite, desvio de septo, pólipos nasais e sangramentos são tratadas por essa subespecialidade.

  • laringologia: é a área dedicada à garganta e às cordas vocais. Problemas como rouquidão, dificuldade para engolir (disfagia), faringites, amigdalites de repetição e distúrbios da voz são de responsabilidade do laringologista.

  • cabeça e pescoço: o otorrinolaringologista também está apto a diagnosticar e tratar tumores (benignos e malignos) que aparecem nessas regiões, além de lidar com problemas em glândulas salivares e na tireoide.

Quais sintomas no ouvido indicam que devo procurar um otorrino?

Ignorar problemas no ouvido pode levar a consequências sérias, incluindo a perda permanente da audição. Por isso, a busca por um otorrinolaringologista é crucial ao notar qualquer um dos sinais de alerta abaixo. Fique atento se você apresentar:

  • dor de ouvido persistente: dores de ouvido que não melhoram em um ou dois dias, ou que são muito intensas, podem indicar uma infecção (otite) que precisa de tratamento com antibióticos.

  • sensação de ouvido tampado ou pressão: se a sensação de ouvido "cheio" não desaparece, pode ser causada por acúmulo de cera, líquido no ouvido médio ou outras condições que um especialista precisa avaliar.

  • perda de audição súbita ou progressiva: qualquer diminuição na capacidade de ouvir, seja ela repentina ou gradual, é um motivo urgente para procurar um otorrino. Dificuldade para entender conversas em ambientes com ruído ou a necessidade de aumentar o volume da TV são sinais importantes.

  • zumbido constante (tinnitus): ouvir um chiado, apito ou som de cachoeira que não vem de uma fonte externa pode ser extremamente incômodo e é um sintoma que precisa ser investigado.

  • tontura ou vertigem: sentir que você ou o ambiente ao seu redor está girando, perder o equilíbrio com frequência ou ter crises de tontura são sintomas clássicos de problemas no labirinto, uma estrutura dentro do ouvido responsável pelo nosso equilíbrio.

E quais sinais no nariz e seios da face são um alerta para marcar um otorrinolaringologista?

Um nariz entupido por causa de um resfriado é normal, mas quando os sintomas nasais se tornam crônicos, eles afetam a respiração, o sono e o bem-estar geral. É hora de marcar uma consulta com um otorrinolaringologista se você vivencia:

  • congestão nasal crônica: se você vive com o nariz entupido, mesmo sem estar resfriado, pode ser um sinal de desvio de septo, rinite crônica ou pólipos nasais.

  • crises recorrentes de sinusite: ter sinusite mais de três ou quatro vezes por ano, com sintomas de dor de cabeça, dor na face, secreção amarelada e tosse, indica uma condição crônica que precisa de um tratamento mais específico.

  • sangramentos nasais frequentes: ter sangramentos no nariz de vez em quando pode acontecer, mas se eles se tornam frequentes e difíceis de controlar, é fundamental investigar a causa.

  • perda ou alteração do olfato: não sentir cheiros como antes ou sentir cheiros "fantasmas" pode estar relacionado a inflamações nasais, infecções ou outras condições mais sérias.

  • ronco alto e pausas respiratórias durante o sono: o ronco intenso, acompanhado por engasgos ou momentos em que a respiração para, é o principal sintoma da apneia obstrutiva do sono. Essa condição é séria, aumenta o risco de problemas cardíacos e precisa de um diagnóstico e tratamento adequados, que muitas vezes começam com a avaliação de um otorrino.

Quando problemas na garganta e na voz exigem uma consulta com o médico especialista?

Uma dor de garganta que melhora em poucos dias geralmente não é motivo de preocupação. No entanto, alguns sintomas são bandeiras vermelhas que indicam a necessidade de uma avaliação médica especializada. A procura por um médico especialista em garganta é indicada nos seguintes casos:

  • rouquidão que dura mais de duas semanas: alterações na voz que não melhoram podem ser causadas por calos nas cordas vocais, refluxo ou, em casos mais graves, lesões tumorais. Se você é fumante, esse sintoma exige atenção imediata.

  • dor de garganta crônica ou recorrente: sofrer com amigdalites de repetição (várias vezes ao ano) ou ter uma dor de garganta que nunca sara completamente precisa ser investigado.

  • dificuldade ou dor para engolir (disfagia): sentir que a comida "arranha" ou fica "presa" na garganta não é normal e pode indicar desde inflamações até problemas mais complexos de deglutição.

  • sensação de "bolo" na garganta: a sensação constante de ter algo parado na garganta, conhecida como globus faríngeo, pode estar ligada a refluxo, ansiedade ou outras condições que o otorrino pode diagnosticar.

  • presença de nódulos ou inchaços no pescoço: qualquer caroço que apareça no pescoço e não desapareça em poucas semanas deve ser avaliado por um especialista o mais rápido possível.

Quais são as principais doenças tratadas pelo otorrinolaringologista?

Para ajudar você a identificar se o seu problema se encaixa na área de atuação deste especialista, listamos algumas das condições mais comuns que levam os pacientes a procurar um otorrinolaringologista:

  • rinite alérgica

  • sinusite (aguda e crônica)

  • desvio de septo nasal

  • otites (infecções de ouvido)

  • labirintite e outros distúrbios do equilíbrio

  • amigdalite e faringite crônicas

  • distúrbios das cordas vocais (nódulos, pólipos)

  • apneia obstrutiva do sono

  • surdez (perda auditiva)

  • remoção de cera de ouvido

  • perfuração do tímpano

Qual a diferença entre um otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo?

O otorrinolaringologista é um médico. Ele realizou a faculdade de medicina e depois fez uma residência ou especialização em otorrinolaringologia. Sua função é diagnosticar a causa do problema, prescrever medicamentos, solicitar exames e, se necessário, realizar procedimentos cirúrgicos.

O fonoaudiólogo, por sua vez, é um profissional da área da saúde com formação em fonoaudiologia. Ele é um terapeuta que atua na prevenção, avaliação e reabilitação das funções da comunicação humana, como a fala, a audição, a voz e a deglutição.

Eles trabalham em parceria. Por exemplo: um paciente com rouquidão persistente primeiro procura um otorrino. O médico faz um exame (como a videolaringoscopia), diagnostica um nódulo nas cordas vocais e, então, encaminha o paciente para o fonoaudiólogo, que ensinará exercícios para reabilitar a voz.

O que esperar da primeira consulta com um médico de ouvido, nariz e garganta?

Saber o que acontece em uma consulta pode ajudar a diminuir a ansiedade. A primeira visita a um médico de ouvido, nariz e garganta geralmente segue alguns passos simples e é totalmente indolor.

Primeiro, o médico fará a anamnese, que nada mais é do que uma conversa detalhada. Ele vai querer saber tudo sobre seus sintomas: quando começaram, com que frequência ocorrem, o que os piora ou melhora. Também perguntará sobre seu histórico de saúde, hábitos (como fumar ou beber) e medicamentos em uso.

Em seguida, ele fará um exame físico completo das áreas afetadas. Para isso, ele pode usar alguns instrumentos, como:

  • otoscópio: um aparelho com uma luz na ponta para examinar o canal auditivo e o tímpano.

  • nasofibroscópio: uma pequena e fina câmera flexível que é inserida pelo nariz para visualizar em detalhes a cavidade nasal, a faringe e a laringe (cordas vocais). O exame é rápido e, apesar de poder causar um leve desconforto, não dói.

E o melhor é que essa primeira conversa e avaliação pode ser feita de forma prática e confortável pela telemedicina. Na Conexa Saúde, você pode agendar uma consulta online com um otorrinolaringologista qualificado para discutir seus sintomas, receber orientações e entender se exames presenciais são necessários, tudo isso sem sair de casa.

Que tipos de exames um otorrinolaringologista pode solicitar?

Dependendo dos seus sintomas e do que foi observado no exame físico, o médico pode solicitar alguns exames complementares para confirmar o diagnóstico. Os mais comuns são:

  • audiometria: um teste que avalia a sua capacidade auditiva, identificando o grau e o tipo de perda de audição.

  • videolaringoscopia ou videoestrobolaringoscopia: exames que usam uma câmera para visualizar as cordas vocais em detalhes, observando seu movimento.

  • tomografia computadorizada dos seios da face: um exame de imagem que mostra em detalhes as estruturas do nariz e dos seios paranasais, ideal para diagnosticar sinusite crônica ou desvio de septo.

  • polissonografia: conhecido como o "estudo do sono", é o principal exame para diagnosticar a apneia obstrutiva do sono, monitorando a respiração, os níveis de oxigênio e outros parâmetros enquanto você dorme.

Como posso me preparar para a consulta com o otorrino e obter um melhor diagnóstico?

Para que sua consulta seja o mais produtiva possível, seja ela presencial ou online, uma boa preparação faz toda a diferença. Com algumas atitudes simples, você ajuda o médico a entender melhor o seu caso e a chegar a um diagnóstico mais preciso.

  • anote seus sintomas: faça uma lista de tudo o que você está sentindo, quando os sintomas começaram e com que frequência eles aparecem. Detalhes como "a tontura piora quando me levanto rápido" são muito úteis.

  • liste os medicamentos em uso: inclua todos os remédios, vitaminas e suplementos que você utiliza regularmente.

  • leve exames anteriores: se você já fez algum exame relacionado ao seu problema (como um teste de audição ou uma tomografia), leve os resultados para o médico.

  • pense nas suas dúvidas: anote as perguntas que você quer fazer ao especialista para não se esquecer de nada durante a consulta.

Onde procurar um bom otorrinolaringologista para me consultar?

Cuidar da saúde do ouvido, nariz e garganta é essencial para o seu bem-estar. Não normalize o desconforto. Se você se identificou com algum dos sinais que mencionamos, não hesite em agendar uma avaliação.

Na Conexa Saúde, você encontra otorrinolaringologistas e diversos outros especialistas disponíveis para atendê-lo por telemedicina, com a segurança e a conveniência que você precisa. Marque sua consulta hoje mesmo e dê o primeiro passo para respirar, ouvir e viver melhor.

Quem orienta

Ana Luisa G. O. Credidio

Médica de Família e Comunidade

CRM 183841, RQE 93958

Médica com residência em Medicina de Família e Comunidade pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, pós-graduada em Liderança e Inovação pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduada em Data Science e Informática na Saúde pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein.

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