O que é telemedicina e como funciona?

Atualizado

Felipe Haberfeld

Neurologista

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A telemedicina permite prestar serviços de saúde a distância. Entenda suas aplicações, benefícios, limites e cuidados para um atendimento seguro.


O que é telemedicina?

A telemedicina é um recurso tecnológico, que tem como objetivo melhorar o atendimento médico. Nesse sentido, ela facilita a troca de informações entre profissionais e especialistas, otimizando diagnósticos e tratamentos.

Por exemplo, clínicas e hospitais podem contar com profissionais especialistas de diversas áreas a partir da internet. Dessa forma, é possível compartilhar laudos, diagnósticos e exames de forma segura e rápida.

Sendo assim, a telemedicina pode levar serviços clínicos para qualquer lugar do país. Isso aumenta o alcance dos atendimentos, quebrando as barreiras entre hospitais e clínicas, e ajuda para que os médicos tomem decisões mais precisas.

O acesso à internet é fundamental para realizar teleconsultas. Em geral, as informações do paciente são gerenciadas pelo computador, mas isso não impede de acessá-los via celular smartphone, tablets e outros dispositivos.


Quando surgiu a telemedicina no Brasil?

Avanços tecnológicos que estimularam o crescimento da Medicina à distância, usada, por exemplo, para repassar laudos de exames e radiografias de vários lugares.

No Brasil a telemedicina surgiu como disciplina de informática médica na faculdade de Medicina da USP e somente em 1990 tiveram início as primeiras experiências da Telemedicina no país.


Quais são as vantagens da telemedicina?


A principal vantagem da telemedicina é proporcionar assistência médica de forma acessível e efetiva sem a necessidade de atendimento presencial.

Essa prática também beneficia os profissionais do setor da saúde. Afinal, a telemedicina permite que médicos peçam opiniões para outros especialistas, independentemente da distância entre eles. Isso ajuda a construir diagnósticos mais assertivos, construindo uma rede de colaboração mútua.


Como a telemedicina funciona?

Em resumo, a telemedicina trabalha com três frentes, sendo elas:

  • Educação: aqui, o objetivo é atualizar os profissionais da área de saúde, inclusive os que estão afastados do mercado de trabalho. Nesse caso, são utilizados recursos digitais como palestras, videoconferências e cursos online, por exemplo.

  • Consultas: nesse tópico entram os casos em que o médico pede por uma segunda opinião sobre exames, diagnósticos ou até mesmo procedimentos.

  • Assistência: às vezes, o atendimento presencial se torna necessário. Sendo assim, a telemedicina possibilita que os profissionais presenciais e remotos troquem informações para acompanhar o caso, mesmo que a distância.


O que é necessário para atender via telemedicina?

Regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a telemedicina pode ser realizada por meio de plataformas digitais que assegurem a privacidade dos pacientes.

A clínica ou consultório precisa de um prontuário eletrônico com certificação de segurança NGS-2 pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e CFM.

São necessários equipamentos de áudio e vídeo, conexão estável, plataforma segura e os recursos exigidos pelas normas profissionais vigentes.

Também é essencial registrar o atendimento e obter o consentimento do paciente.

Informe ao paciente como será o atendimento remoto, seus limites e como seus dados serão utilizados. Registre o consentimento conforme as normas aplicáveis.

Tipos de telemedicina

Ferramenta importante da telessaúde, a telemedicina adota importantes tecnologias de comunicação para disponibilizar diversos serviços na área de saúde à distância. A cada dia mais empresas, clínicas e profissionais aderem ao sistema que oferece uma forma simples, ágil e segura de gerenciar pacientes e exames.

Teleconsulta

Por esse sistema o médico realiza consultas ao vivo e interativas, que atendem pacientes, geralmente que não podem se locomover até à clínica ou estão muito distantes dos locais de atendimento. A conexão é realizada por meio de equipamentos próprios em um local adequado.

O paciente também deverá estar conectado pelo computador ou celular. Durante a consulta o médico pode solicitar e analisar exames, emitir receita, orientar tratamentos e ainda solicitar a opinião de outros especialistas, se necessário.

Teleassistência

A teleassistência permite acompanhar pacientes a distância e orientar cuidados. Pode incluir monitoramento e acionamento de apoio quando necessário.

Telelaudos

Aqui o profissional de saúde consegue emitir remotamente os laudos médicos, sem que o paciente tenha que ir à clínica, ou o especialista precise se locomover. Isso é possível graças às plataformas de telemedicina, como a Conexa Saúde, que oferece uma gama de serviços remotos.

Os telelaudos reúnem exames, diagnóstico e informações como a conduta médica adotada na realização do exame, os achados e as conclusões finais. O telelaudo agiliza as informações e deve conter assinatura digital do médico responsável.

Outros

Com a evolução tecnológica e ampliação dos serviços ofertados pela telemedicina outros tipos de atendimento vem ganhando espaço nas plataformas especializadas como:

  • Teleorientação, que é destinada apenas a solução de dúvidas, indicações, recomendações e orientais médicas aos pacientes;

  • Teleinterconsulta, onde os médicos, por meio remoto, podem usar informações de outros especialistas;

  • Telepresença pode favorecer a participação de vários especialistas ao mesmo tempo. É mais indicado para reuniões, troca de dados e de opiniões;

  • Telecirurgias são as realizadas por meio de robôs;

  • Tele-educação em saúde é direcionada para aprimoramento profissional, treinamentos ou cursos feitos à distância;

  • Monitoramento remoto, permite que o próprio paciente monitore suas condições e seja acompanhado remotamente. É indicado para pessoas com doenças crônicas e, a longo prazo, reduz os custos para médicos e pacientes.

  • Atendimento híbrido em telessaúde utiliza várias tecnologias, recursos e canais de comunicação. Desta forma o médico viabiliza diversos serviços como consultas interativas e avaliação dos exames recebidos, além de promover maior interatividade com o paciente.


Regulação da telemedicina no Brasil


A primeira medida rumo a legalização e normatização da telemedicina no Brasil aconteceu com a resolução de número 1.642 de agosto de 2002 do Conselho Federal de Medicina (CFM).

A liberação definitiva veio com a lei 13.989 de abril de 2020, definindo telemedicina como “o exercício da Medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde”.


O que é permitido na telemedicina?

Realizada por meio de avançados equipamentos de comunicação, a telemedicina viabiliza consultas médicas, monitoramento de pacientes, troca de informações profissionais e médicas sobre determinado caso, verificação de resultados de exames, entre outros serviços.


Quem pode fazer telemedicina?

A telemedicina está liberada apenas para profissionais da área de saúde devidamente credenciados nos órgãos competentes, que possuam assinatura digital e que tirem o e-CPF junto à Receita Federal.

Além disso, é preciso ter um prontuário eletrônico que atenda as especificações técnicas das certificações de segurança NGS-2 da SBIS-CFM.


Quando usar a telemedicina?

A telemedicina pode apoiar consultas e acompanhamento quando o exame presencial não é indispensável. Urgências exigem avaliação e encaminhamento adequados; o atendimento remoto não substitui serviços de emergência.


Quais os principais desafios da telemedicina?

Ainda em defasagem, se comparada ao uso em outros países, a telemedicina no Brasil avançou, mas tem alguns desafios a serem superados.

  • Superar o medo de que o virtual substitui o presencial. Dificilmente isso acontecerá. Isso porque, mesmo diante da segurança e praticidade oferecida pela telemedicina, muitos casos somente podem ser atendidos presencialmente. Médicos e pacientes devem se conscientizar de que a telemedicina qualifica a assistência e não elimina o atendimento presencial.

  • Segurança na proteção dos dados dos pacientes. O sigilo da informação está protegido em lei e deve ser priorizado pelo médico. Toda a equipe envolvida com a telemedicina deve estar ciente e ser treinada de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, são exigidos investimentos em tecnologias e sistemas que ampliem a segurança dos atendimentos à distância.

  • A dificuldade de acesso é outro desafio importante a ser superado. Porém a realidade brasileira, ainda deixa sem acesso a essa tecnologia, milhões de pessoas. Uma solução seria a criação de pontos de atendimento em lugares remotos, permitindo o acesso das pessoas, mesmo em lugares muito simples e distantes dos grandes centros urbanos.


Como está a telemedicina no Brasil?

Mesmo diante de tantos desafios a serem superados, a telemedicina tem se destacado no Brasil como importante ferramenta de assistência à saúde para hospitais, consultórios, clínicas e demais estabelecimentos ligados ao setor.

Em algumas unidades como no Hospital Israelita Albert Einstein, a telemedicina já vem sendo usada desde 2019, quando 330 mil pessoas utilizavam o serviço.

Um exemplo a ser observado, é a procura por telemedicina nos planos de saúde como uma maneira de obter pré-atendimento em situações de urgência, emergência e até mesmo para consultas com diferentes especialistas


Quantos atendimentos por telemedicina foram realizados em 2020?

Entre 2020 e 2021 52,2 mil médicos realizaram mais de 7,7 milhões de atendimentos, segundo levantamento realizado pela Saúde Digital Brasil da Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital.


O papel da telemedicina em clínicas e hospitais

A telemedicina é uma ferramenta que possui um ótimo custo-benefício. Afinal, com poucos recursos se torna possível atender vários pacientes. Agora, vamos contar para você as principais vantagens dos atendimentos remotos.


Praticidade

Por isso, a telemedicina evita transtornos com deslocamento e não possui a tensão em um ambiente hospitalar. Nesse sentido, o atendimento online se torna uma opção muito confortável e eficiente.


Redução de custos

Sendo assim, a telemedicina é uma alternativa acessível que permite o atendimento de pessoas de diversos lugares. Afinal, um computador ou smartphone com acesso à internet é tudo que precisa realizar a consulta.


Otimização do tempo

Com a telemedicina, os profissionais de saúde conseguem otimizar seus atendimentos e, assim, atender mais pessoas. Isso acontece porque a tecnologia agiliza processos que acabavam tomando mais tempo em atendimentos presenciais.

Sendo assim, a telemedicina permite que o profissional otimize sua agenda de consultas. Dessa forma, além de ajudar mais pessoas, os profissionais também podem aumentar o seu número de atendimentos.


Maior segurança

Como as clínicas e consultórios passam a armazenar as informações de consultas digitalmente, os dados ficam muito mais seguros e organizados. Além disso, tanto paciente como profissional podem gravar o atendimento.


Acesso a uma segunda opinião

Caso seja necessário, a telemedicina permite que médicos possam discutir de forma segura questões sobre os diagnósticos com outros profissionais. Dessa forma, diferentes especialistas podem trocar informações em tempo real, e assim fechar um diagnóstico mais concreto para o paciente.


Quais os benefícios que a telemedicina traz para as empresas?


E é aí que entra a telemedicina. Quando a empresa oferece aos colaboradores um acesso prático à saúde, ela otimiza os investimentos e cria uma cultura de valorização do capital humano da empresa. Confira a seguir mais exemplos de vantagens para a empresa:

  • Otimização de gastos com a saúde dos colaboradores;

  • Redução de faltas por problemas de saúde, incentivando um acompanhamento preventivo com um atendimento médico integrado;

  • Incentiva o engajamento do funcionário, que passa a entender que o seu bem-estar é uma prioridade da empresa.


A telemedicina é confiável?

A segurança depende da qualificação dos profissionais, da adequação clínica e do cumprimento das normas de proteção de dados.

Sendo assim, uma das principais regras é o sigilo entre médicos e pacientes. Nesse sentido, as empresas devem seguir algumas normas que garantem ao paciente o direito de privacidade dos seus dados.

Da mesma forma, imagens, diagnósticos e informações devem ser armazenados de forma segura, utilizando tecnologias confiáveis.

A inteligência artificial, por exemplo, tem sido muito explorada em pesquisas. Com ela, é possível utilizar o cruzamento de exames e laudos para criar um diagnóstico muito mais certeiro.

Quais as desvantagens da telemedicina?

Mesmo diante das inúmeras vantagens que a telemedicina apresenta alguns pontos ainda precisam ser melhorados como treinar melhor as equipes envolvidas com o serviço; aumentar os índices de continuidade do atendimento.


Qual a melhor plataforma de telemedicina do Brasil?

Ao escolher uma plataforma, avalie qualidade da conexão, integração, segurança e suporte.

1 - Verificar sempre a mobilidade e velocidade da plataforma. É preciso ter agilidade no atendimento, no diagnóstico, na verificação dos exames, especialmente nos casos emergenciais.

2 - Analise a qualidade da tecnologia oferecida e sua capacidade de integrar com outras plataformas e nos processamentos e nos cruzamentos dos dados.

3 - A segurança deve ser priorizada. Documentos compartilhados entre médicos e pacientes ou videochamadas devem ser protegidos por sistemas como a criptografia.

A segurança dos dados do paciente é assegurada pelo CFM e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Considerada uma das maiores plataformas independentes de cuidado integrado da América Latina, por meio da telemedicina conecta pacientes, médicos, hospitais, clínicas e laboratórios de forma segura e ágil. Por meio da plataforma móbile friendly as consultas online são viabilizadas de qualquer parte do Brasil.


Conclusão

Por outro lado o paciente tem a agilidade e a proximidade com seu médico, mesmo que esteja distante ou impossibilitado de sair de casa.

Quem orienta

Felipe Haberfeld

Neurologista

CRM RJ/1082264

Neurologista. Chefe de Especialidades Clínicas na Conexa. Diretor Executivo Haberfeld. Head Idomed Hubs. Mestrando em Telemedicina e 3D tech pela UERJ. PO Revalida e Prático Aristo. Gestão de Consultórios. Nexialista. Médico formado pela UNIRIO, Neurologista pela Universidade Federal Fluminense e Mestrando em Telemedicina e Saúde digital pela UERJ.

Quem orienta

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Neurologista

CRM RJ/1082264

Neurologista. Chefe de Especialidades Clínicas na Conexa. Diretor Executivo Haberfeld. Head Idomed Hubs. Mestrando em Telemedicina e 3D tech pela UERJ. PO Revalida e Prático Aristo. Gestão de Consultórios. Nexialista. Médico formado pela UNIRIO, Neurologista pela Universidade Federal Fluminense e Mestrando em Telemedicina e Saúde digital pela UERJ.