A telemedicina permite prestar serviços de saúde a distância. Entenda suas aplicações, benefícios, limites e cuidados para um atendimento seguro.
O que é telemedicina?

A telemedicina é um recurso tecnológico, que tem como objetivo melhorar o atendimento médico. Nesse sentido, ela facilita a troca de informações entre profissionais e especialistas, otimizando diagnósticos e tratamentos.
Por exemplo, clínicas e hospitais podem contar com profissionais especialistas de diversas áreas a partir da internet. Dessa forma, é possível compartilhar laudos, diagnósticos e exames de forma segura e rápida.
Sendo assim, a telemedicina pode levar serviços clínicos para qualquer lugar do país. Isso aumenta o alcance dos atendimentos, quebrando as barreiras entre hospitais e clínicas, e ajuda para que os médicos tomem decisões mais precisas.
O acesso à internet é fundamental para realizar teleconsultas. Em geral, as informações do paciente são gerenciadas pelo computador, mas isso não impede de acessá-los via celular smartphone, tablets e outros dispositivos.
Quando surgiu a telemedicina no Brasil?
Avanços tecnológicos que estimularam o crescimento da Medicina à distância, usada, por exemplo, para repassar laudos de exames e radiografias de vários lugares.
No Brasil a telemedicina surgiu como disciplina de informática médica na faculdade de Medicina da USP e somente em 1990 tiveram início as primeiras experiências da Telemedicina no país.
Quais são as vantagens da telemedicina?

A principal vantagem da telemedicina é proporcionar assistência médica de forma acessível e efetiva sem a necessidade de atendimento presencial.
Essa prática também beneficia os profissionais do setor da saúde. Afinal, a telemedicina permite que médicos peçam opiniões para outros especialistas, independentemente da distância entre eles. Isso ajuda a construir diagnósticos mais assertivos, construindo uma rede de colaboração mútua.
Como a telemedicina funciona?
Em resumo, a telemedicina trabalha com três frentes, sendo elas:
Educação: aqui, o objetivo é atualizar os profissionais da área de saúde, inclusive os que estão afastados do mercado de trabalho. Nesse caso, são utilizados recursos digitais como palestras, videoconferências e cursos online, por exemplo.
Consultas: nesse tópico entram os casos em que o médico pede por uma segunda opinião sobre exames, diagnósticos ou até mesmo procedimentos.
Assistência: às vezes, o atendimento presencial se torna necessário. Sendo assim, a telemedicina possibilita que os profissionais presenciais e remotos troquem informações para acompanhar o caso, mesmo que a distância.
O que é necessário para atender via telemedicina?
Regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a telemedicina pode ser realizada por meio de plataformas digitais que assegurem a privacidade dos pacientes.
A clínica ou consultório precisa de um prontuário eletrônico com certificação de segurança NGS-2 pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) e CFM.
São necessários equipamentos de áudio e vídeo, conexão estável, plataforma segura e os recursos exigidos pelas normas profissionais vigentes.
Também é essencial registrar o atendimento e obter o consentimento do paciente.
Informe ao paciente como será o atendimento remoto, seus limites e como seus dados serão utilizados. Registre o consentimento conforme as normas aplicáveis.
Tipos de telemedicina

Ferramenta importante da telessaúde, a telemedicina adota importantes tecnologias de comunicação para disponibilizar diversos serviços na área de saúde à distância. A cada dia mais empresas, clínicas e profissionais aderem ao sistema que oferece uma forma simples, ágil e segura de gerenciar pacientes e exames.
Teleconsulta
Por esse sistema o médico realiza consultas ao vivo e interativas, que atendem pacientes, geralmente que não podem se locomover até à clínica ou estão muito distantes dos locais de atendimento. A conexão é realizada por meio de equipamentos próprios em um local adequado.
O paciente também deverá estar conectado pelo computador ou celular. Durante a consulta o médico pode solicitar e analisar exames, emitir receita, orientar tratamentos e ainda solicitar a opinião de outros especialistas, se necessário.
Teleassistência
A teleassistência permite acompanhar pacientes a distância e orientar cuidados. Pode incluir monitoramento e acionamento de apoio quando necessário.
Telelaudos
Aqui o profissional de saúde consegue emitir remotamente os laudos médicos, sem que o paciente tenha que ir à clínica, ou o especialista precise se locomover. Isso é possível graças às plataformas de telemedicina, como a Conexa Saúde, que oferece uma gama de serviços remotos.
Os telelaudos reúnem exames, diagnóstico e informações como a conduta médica adotada na realização do exame, os achados e as conclusões finais. O telelaudo agiliza as informações e deve conter assinatura digital do médico responsável.
Outros
Com a evolução tecnológica e ampliação dos serviços ofertados pela telemedicina outros tipos de atendimento vem ganhando espaço nas plataformas especializadas como:
Teleorientação, que é destinada apenas a solução de dúvidas, indicações, recomendações e orientais médicas aos pacientes;
Teleinterconsulta, onde os médicos, por meio remoto, podem usar informações de outros especialistas;
Telepresença pode favorecer a participação de vários especialistas ao mesmo tempo. É mais indicado para reuniões, troca de dados e de opiniões;
Telecirurgias são as realizadas por meio de robôs;
Tele-educação em saúde é direcionada para aprimoramento profissional, treinamentos ou cursos feitos à distância;
Monitoramento remoto, permite que o próprio paciente monitore suas condições e seja acompanhado remotamente. É indicado para pessoas com doenças crônicas e, a longo prazo, reduz os custos para médicos e pacientes.
Atendimento híbrido em telessaúde utiliza várias tecnologias, recursos e canais de comunicação. Desta forma o médico viabiliza diversos serviços como consultas interativas e avaliação dos exames recebidos, além de promover maior interatividade com o paciente.
Regulação da telemedicina no Brasil

A primeira medida rumo a legalização e normatização da telemedicina no Brasil aconteceu com a resolução de número 1.642 de agosto de 2002 do Conselho Federal de Medicina (CFM).
A liberação definitiva veio com a lei 13.989 de abril de 2020, definindo telemedicina como “o exercício da Medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde”.
O que é permitido na telemedicina?
Realizada por meio de avançados equipamentos de comunicação, a telemedicina viabiliza consultas médicas, monitoramento de pacientes, troca de informações profissionais e médicas sobre determinado caso, verificação de resultados de exames, entre outros serviços.
Quem pode fazer telemedicina?
A telemedicina está liberada apenas para profissionais da área de saúde devidamente credenciados nos órgãos competentes, que possuam assinatura digital e que tirem o e-CPF junto à Receita Federal.
Além disso, é preciso ter um prontuário eletrônico que atenda as especificações técnicas das certificações de segurança NGS-2 da SBIS-CFM.
Quando usar a telemedicina?

A telemedicina pode apoiar consultas e acompanhamento quando o exame presencial não é indispensável. Urgências exigem avaliação e encaminhamento adequados; o atendimento remoto não substitui serviços de emergência.
Quais os principais desafios da telemedicina?
Ainda em defasagem, se comparada ao uso em outros países, a telemedicina no Brasil avançou, mas tem alguns desafios a serem superados.
Superar o medo de que o virtual substitui o presencial. Dificilmente isso acontecerá. Isso porque, mesmo diante da segurança e praticidade oferecida pela telemedicina, muitos casos somente podem ser atendidos presencialmente. Médicos e pacientes devem se conscientizar de que a telemedicina qualifica a assistência e não elimina o atendimento presencial.
Segurança na proteção dos dados dos pacientes. O sigilo da informação está protegido em lei e deve ser priorizado pelo médico. Toda a equipe envolvida com a telemedicina deve estar ciente e ser treinada de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Além disso, são exigidos investimentos em tecnologias e sistemas que ampliem a segurança dos atendimentos à distância.
A dificuldade de acesso é outro desafio importante a ser superado. Porém a realidade brasileira, ainda deixa sem acesso a essa tecnologia, milhões de pessoas. Uma solução seria a criação de pontos de atendimento em lugares remotos, permitindo o acesso das pessoas, mesmo em lugares muito simples e distantes dos grandes centros urbanos.
Como está a telemedicina no Brasil?

Mesmo diante de tantos desafios a serem superados, a telemedicina tem se destacado no Brasil como importante ferramenta de assistência à saúde para hospitais, consultórios, clínicas e demais estabelecimentos ligados ao setor.
Em algumas unidades como no Hospital Israelita Albert Einstein, a telemedicina já vem sendo usada desde 2019, quando 330 mil pessoas utilizavam o serviço.
Um exemplo a ser observado, é a procura por telemedicina nos planos de saúde como uma maneira de obter pré-atendimento em situações de urgência, emergência e até mesmo para consultas com diferentes especialistas
Quantos atendimentos por telemedicina foram realizados em 2020?
Entre 2020 e 2021 52,2 mil médicos realizaram mais de 7,7 milhões de atendimentos, segundo levantamento realizado pela Saúde Digital Brasil da Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital.
O papel da telemedicina em clínicas e hospitais
A telemedicina é uma ferramenta que possui um ótimo custo-benefício. Afinal, com poucos recursos se torna possível atender vários pacientes. Agora, vamos contar para você as principais vantagens dos atendimentos remotos.
Praticidade
Por isso, a telemedicina evita transtornos com deslocamento e não possui a tensão em um ambiente hospitalar. Nesse sentido, o atendimento online se torna uma opção muito confortável e eficiente.
Redução de custos
Sendo assim, a telemedicina é uma alternativa acessível que permite o atendimento de pessoas de diversos lugares. Afinal, um computador ou smartphone com acesso à internet é tudo que precisa realizar a consulta.
Otimização do tempo
Com a telemedicina, os profissionais de saúde conseguem otimizar seus atendimentos e, assim, atender mais pessoas. Isso acontece porque a tecnologia agiliza processos que acabavam tomando mais tempo em atendimentos presenciais.
Sendo assim, a telemedicina permite que o profissional otimize sua agenda de consultas. Dessa forma, além de ajudar mais pessoas, os profissionais também podem aumentar o seu número de atendimentos.
Maior segurança
Como as clínicas e consultórios passam a armazenar as informações de consultas digitalmente, os dados ficam muito mais seguros e organizados. Além disso, tanto paciente como profissional podem gravar o atendimento.
Acesso a uma segunda opinião
Caso seja necessário, a telemedicina permite que médicos possam discutir de forma segura questões sobre os diagnósticos com outros profissionais. Dessa forma, diferentes especialistas podem trocar informações em tempo real, e assim fechar um diagnóstico mais concreto para o paciente.
Quais os benefícios que a telemedicina traz para as empresas?

E é aí que entra a telemedicina. Quando a empresa oferece aos colaboradores um acesso prático à saúde, ela otimiza os investimentos e cria uma cultura de valorização do capital humano da empresa. Confira a seguir mais exemplos de vantagens para a empresa:
Otimização de gastos com a saúde dos colaboradores;
Redução de faltas por problemas de saúde, incentivando um acompanhamento preventivo com um atendimento médico integrado;
Incentiva o engajamento do funcionário, que passa a entender que o seu bem-estar é uma prioridade da empresa.
A telemedicina é confiável?
A segurança depende da qualificação dos profissionais, da adequação clínica e do cumprimento das normas de proteção de dados.
Sendo assim, uma das principais regras é o sigilo entre médicos e pacientes. Nesse sentido, as empresas devem seguir algumas normas que garantem ao paciente o direito de privacidade dos seus dados.
Da mesma forma, imagens, diagnósticos e informações devem ser armazenados de forma segura, utilizando tecnologias confiáveis.
A inteligência artificial, por exemplo, tem sido muito explorada em pesquisas. Com ela, é possível utilizar o cruzamento de exames e laudos para criar um diagnóstico muito mais certeiro.
Quais as desvantagens da telemedicina?
Mesmo diante das inúmeras vantagens que a telemedicina apresenta alguns pontos ainda precisam ser melhorados como treinar melhor as equipes envolvidas com o serviço; aumentar os índices de continuidade do atendimento.
Qual a melhor plataforma de telemedicina do Brasil?
Ao escolher uma plataforma, avalie qualidade da conexão, integração, segurança e suporte.
1 - Verificar sempre a mobilidade e velocidade da plataforma. É preciso ter agilidade no atendimento, no diagnóstico, na verificação dos exames, especialmente nos casos emergenciais.
2 - Analise a qualidade da tecnologia oferecida e sua capacidade de integrar com outras plataformas e nos processamentos e nos cruzamentos dos dados.
3 - A segurança deve ser priorizada. Documentos compartilhados entre médicos e pacientes ou videochamadas devem ser protegidos por sistemas como a criptografia.
A segurança dos dados do paciente é assegurada pelo CFM e Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Considerada uma das maiores plataformas independentes de cuidado integrado da América Latina, por meio da telemedicina conecta pacientes, médicos, hospitais, clínicas e laboratórios de forma segura e ágil. Por meio da plataforma móbile friendly as consultas online são viabilizadas de qualquer parte do Brasil.
Conclusão
Por outro lado o paciente tem a agilidade e a proximidade com seu médico, mesmo que esteja distante ou impossibilitado de sair de casa.





