Micoses são infecções causadas por fungos que podem afetar diversas partes do corpo, como pele, unhas, cabelo e órgãos internos. Os sintomas variam desde manchas e coceiras até lesões mais graves, que serão abordadas neste texto, assim como seu tratamento, que sempre deve ser orientado por um médico.
Sintomas das micoses
Os sintomas gerais que indicam uma infecção fúngica (micose) variam bastante, mas os mais comuns incluem manchas (vermelhas, brancas ou marrons) e coceira na pele, descamação e ardência.
Os sintomas são diretamente influenciados pelo tipo e localização da micose:
- Pele, com manchas avermelhadas, bordas bem definidas e descamação.
- Unhas (onicomicose), com espessamento, mudança de cor (amarelada ou esbranquiçada), fragilidade e descolamento da unha.
- Couro cabeludo (tinea capitis), surgindo áreas de perda de cabelo (alopecia), inflamação e caspa intensa.
- Mucosas (candidíase), com placas brancas na boca ou corrimento e ardência na região genital.
Apesar de muito comuns, alguns sintomas são sinais de alerta, como febre alta e mal-estar generalizado, especialmente em pacientes com imunidade comprometida, dor intensa e inchaço no local da micose, além de propagação rápida da lesão, sem melhora com o tempo.
Qual é a causa da micose?
A micose é causada pela proliferação de fungos, que se aproveitam de condições favoráveis, como calor e umidade, para se desenvolver no corpo. As principais formas de transmissão (como se pega micose) incluem:
- Contato direto com pessoas ou animais infectados.
- Ambientes úmidos, andando descalço em locais como vestiários, piscinas ou saunas.
- Objetos contaminados, compartilhando toalhas, roupas, escovas de cabelo ou instrumentos de manicure não esterilizados.
- Imunidade baixa, em pessoas com a defesa do organismo comprometida (por doenças como diabetes ou uso de certos medicamentos).
- Uso de roupas apertadas ou com tecidos sintéticos que retêm suor e umidade, criando o ambiente ideal que causa micose.
É importante saber que, embora a falta de higiene aumente o risco, mesmo pessoas que se higienizam corretamente podem desenvolver micoses se expostas aos fungos. E apesar do que muitos acreditam, as micoses mais comuns de pele não são transmitidas pelo ar.
Tipos de micoses mais comuns
As doenças causadas por fungos são classificadas conforme o local que afetam e o tipo de fungo responsável. A Conexa Saúde oferece soluções em teledermatologia que facilitam a consulta e ajudam a identificar as micoses descritas abaixo.
Micoses de pele (dermatofitoses)
As dermatofitoses são infecções fúngicas que atingem a pele, o cabelo e as unhas, causadas por fungos chamados dermatófitos. Elas se manifestam como:
- Tinea pedis (pé de atleta), que afeta principalmente a pele entre os dedos dos pés, causando descamação, fissuras e coceira intensa.
- Tinea corporis, com manchas arredondadas com bordas avermelhadas e elevadas, que se curam no centro (aspecto anelar), em qualquer parte do corpo.
- Tinea cruris (micose da virilha), que surge como lesões avermelhadas e pruriginosas nas dobras da virilha.
- Pitiríase versicolor (pano branco), que é uma micose causada pelo fungo Malassezia, gerando manchas claras ou escuras, com leve descamação, que afetam mais o tronco, pescoço e braços.
Onicomicose (micose das unhas)
É a infecção das unhas das mãos ou dos pés, sendo mais comum nas unhas dos pés devido ao ambiente quente e úmido criado por sapatos fechados.
Caracteriza-se por unhas amareladas, espessadas, quebradiças e que podem se descolar do leito. O tratamento é um dos mais longos entre as micoses, exigindo meses para garantir a eliminação total do fungo, pois o medicamento precisa atingir a matriz da unha.
Micoses do couro cabeludo
Afetam principalmente crianças e são causadas pela Tinea capitis. Os sintomas incluem queda de cabelo em áreas localizadas, podendo haver inflamação, descamação e coceira. O tratamento adequado e rápido é crucial, pois pode levar à queda de cabelo temporária na área afetada.
Micoses sistêmicas e oportunistas
São infecções fúngicas que afetam órgãos internos, sendo mais raras e mais graves. O diagnóstico precoce e o tratamento especializado são vitais devido ao seu potencial de gravidade.
As sistêmicas (como histoplasmose e paracoccidioidomicose) são inaladas, afetando pulmões e se espalhando para o corpo. As oportunistas (como aspergilose e criptococose) atingem principalmente pessoas com a imunidade muito baixa, como aquelas sem tratamento adequado para o HIV e transplantados.
Candidíase
Infecção causada pelo fungo Candida albicans, que faz parte da microbiota natural do corpo, mas quando se prolifera em excesso, pode gerar sintomas, que dependem do local onde ele está.
- Oral (sapinho): placas brancas na língua e na mucosa da boca, com fissuras nas laterais dos lábios;
- Genital: coceira intensa, vermelhidão, inchaço e corrimento vaginal ou lesões no pênis;
- Cutânea: lesões em dobras da pele (axilas, virilha), com vermelhidão e bordas nítidas, sendo comuns não áreas de fraldas em crianças.
Diagnóstico das micoses
O diagnóstico deve ser feito por um médico de família, por vezes sendo necessário encaminhar a um dermatologista. É fundamental para garantir que o tratamento seja direcionado ao fungo correto.
O primeiro passo é o exame clínico, onde o médico analisa a lesão e a história do paciente. Em algumas situações, pode-se pedir o exame micológico direto, onde o médico raspa a área afetada e analisa o material em laboratório para identificar os fungos. Em casos mais difíceis de tratar, é feita a cultura para identificar a espécie
Sem o diagnóstico correto, corre-se o risco de usar o tratamento errado ou atrasar o diagnóstico de condições diferentes, como dermatite, psoríase e até pele ressecada.
Qual é a diferença entre fungos e micoses?
Fungos são microrganismos que existem na natureza e no nosso corpo. Nem todos causam doenças e muitos são inofensivos ou até benéficos (como aqueles usados em processos de fabricação de queijos e cervejas, ou os cogumelos que comemos).
Já as micoses são as doenças ou infecções propriamente ditas, causadas quando um fungo (patogênico ou oportunista) se prolifera de forma descontrolada no organismo.
Mas então como saber se é micose ou fungo na pele? A micose sempre vem acompanhada de sintomas incômodos, como coceira e alteração visível na textura e cor da pele, já que o microrganismo está ativo, invadindo e lesionando os tecidos do corpo.
Tratamento das micoses
O tratamento das micoses deve ser sempre orientado por um médico e é específico para o tipo e gravidade da infecção. A persistência, paciência e uso correto dos medicamentos são a chave.
Medicamentos antifúngicos tópicos
A pomada boa para micose é aquela que contém um agente antifúngico eficaz contra a espécie de fungo identificada. São indicados para as micoses de pele e unhas mais superficiais, sendo a primeira linha de tratamento.
Eles se apresentam nas formas de cremes, loções, pó, sprays e esmaltes. As mais conhecidas são cetoconazol, miconazol e ciclopirox olamina, que devem ser aplicados sobre a lesão e uma pequena área ao redor, conforme a formulação, frequência e duração prescritas.
Medicamentos antifúngicos orais
São necessários para micoses mais extensas, graves, em pacientes imunocomprometidos ou para micoses mais resistentes, como a onicomicose em várias unhas.
Existem diversos tipos de remédio bom para micose, como itraconazol, fluconazol, terbinafina e anfotericina, escolhidos de acordo com a infecção.
Eles podem apresentar efeitos colaterais e interações com outros remédios. É fundamental seguir a prescrição médica à risca e informar o médico sobre todos os medicamentos que você utiliza.
Quanto tempo dura o tratamento para micose?
Os tratamentos para micoses costumam ser prolongados porque os fungos são microrganismos resistentes e de crescimento lento, diferentes de bactérias e vírus.
A duração do tratamento de micose varia muito: para micoses de pele, em geral, de 2 a 4 semanas são suficientes, enquanto no couro cabeludo, este tempo aumenta para 6 a 12 semanas. Já as onicomicoses podem levar de 3 a 12 meses, até que a unha afetada seja totalmente substituída por uma nova e saudável.
É crucial completar o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam antes, para evitar que os fungos sobreviventes causem recidivas (o retorno da infecção).
Como evitar pegar micose?
A prevenção de micoses é focada em reduzir a umidade e a exposição aos fungos.
- Higiene e secagem: seque bem o corpo após o banho, especialmente dobras (dedos dos pés, virilha, axilas). Use talco ou pó antifúngico em áreas úmidas.
- Ambientes comuns: use chinelos em vestiários, piscinas e saunas, e evite ficar com roupas de banho molhadas por muito tempo.
- Objetos pessoais: não compartilhe toalhas, roupas, meias ou materiais de manicure. Lave e seque bem meias e roupas de academia.
- Prefira roupas leves e tecidos de algodão, que permitem a ventilação da pele.
Quando procurar um médico em casos de micose?
A consulta médica é fundamental para o diagnóstico correto e evitar a automedicação, que pode mascarar ou piorar o quadro.
Procure um médico a qualquer sinal de coceira, manchas ou descamação da pele; sintomas persistentes que não melhoram com medidas simples; suspeita de onicomicose ou micose no couro cabeludo; sinais de complicações ou formas mais graves (febre, dor intensa, vermelhidão generalizada).
Esteja sempre em dia nas consultas com seu médico de família ou dermatologista, não somente para avaliar micoses, mas também para a prevenção de câncer de pele e de outras lesões mais complexas.A telemedicina da Conexa Saúde pode ser um recurso excelente para o diagnóstico e acompanhamento inicial de micoses, permitindo que um dermatologista avalie as lesões por vídeo e prescreva o tratamento adequado com agilidade e comodidade.