O melasma é uma doença de pele caracterizada por manchas escuras acastanhadas, que, normalmente, surgem no rosto, principalmente, nas bochechas, no buço, nariz e testa, sendo mais comum em mulheres.
Essa condição dermatológica costuma estar associada à exposição solar, predisposição genética e alterações hormonais. Leia o nosso artigo e descubra se o melasma tem cura!
Como o melasma se manifesta?
O melasma se manifesta por meio de manchas ou placas planas, normalmente, com coloração marrom, que varia entre clara e escura ou mesmo em tom cinza-azulada nas peles mais pigmentadas, além de bordas irregulares.
Essas lesões tendem a surgir em regiões de pele mais expostas ao sol, como testa, bochechas, lábio superior e nariz. Embora não provoque coceira, dor ou outros sintomas, a visibilidade das manchas tende a causar impactos na autoestima.
É comum confundir o melasma com a hiperpigmentação, mas elas se distinguem no padrão e na causa: o melasma é simétrico e ligado a alterações hormonais e exposição solar, já outras manchas podem ser dispersas ou localizadas, sem vínculo hormonal.
Áreas do corpo mais afetadas pelo melasma
O melasma surge principalmente na face, em regiões com maior exposição solar, como as bochechas, nariz, testa, lábio superior e o queixo, com manchas, muitas vezes, simétricas e bordas irregulares, variando em tonalidade, como já mencionamos.
Embora menos frequentes, as manchas também podem aparecer em outras regiões expostas ao sol, como pescoço, colo, ombros e antebraços.
Essas regiões são mais sensíveis por receberem maior exposição ao sol, por possuírem melanócitos mais intensos a estímulos hormonais e genéticos, além de terem uma pele mais fina e vascularizada, favorecendo o surgimento de manchas.
Causas e fatores de risco do melasma
O melasma costuma ter origem multifatorial, isto é, não há uma única causa para o surgimento de manchas escuras na pele, já que há uma combinação de componentes que estimulam os melanócitos e intensificam à produção excessiva de melanina.
Confira a seguir as principais causas e fatores de risco do melasma:
Exposição solar e à luz visível: os raios ultravioletas e a luz visívelativam os melanócitos, um dos gatilhos mais significativos para o melasma.
Alterações hormonais: uso de anticoncepcionais hormonais, terapia de reposição hormonal e gestação, por elevarem os níveis de progesterona e estrogênio.
Hereditariedade: pessoas com familiares próximos com melasma ou características hereditárias de pele mais pigmentada potencializam o risco.
Peles mais escuras: pessoas com tons de pele de média a escura são mais suscetíveis ao aparecimento de manchas.
Uso de medicamentos: algumas substâncias deixam a pele mais sensível à luz ou afetam os melanócitos, como alguns antibióticos, anticonvulsivantes e produtos com hormônios.
Condições associadas:estresse, gravidez múltipla, alterações da tireoide, exposição crônica ao sol em regiões com índices solares elevados.
Melasma e exposição solar
A exposição solar é, um dos fatores mais relevantes para o surgimento e o agravamento do melasma, devido à radiação ultravioleta (UVA e UVB) e a luz visível, que estimulam os melanócitos, as células que produzem a melanina, causando manchas escuras na pele.
Inclusive, há pesquisas que indicam que a radiação UVA aciona enzimas associadas à pigmentação, enquanto a UVB potencializa a inflamação e o hormônio MSH.
No caso da luz azul, ela acelera o escurecimento, especialmente em peles mais escuras. Sendo assim, além dos tratamentos médicos, o controle do melasma está condicionado a uma fotoproteção diária, para garantir o bloqueio dos raios UVA, UVB e da luz visível.
Relação entre hormônios e melasma
A relação entre hormônios e melasma é muito próxima, principalmente nos casos de gravidez, terapia de reposição hormonal e uso de anticoncepcionais.
Durante a gestão, por exemplo, a elevação da progesterona, estrogênio e MSH estimula os melanócitos, o que pode levar ao surgimento do cloasma gravídico, que pode clarear depois do parto devido à queda hormonal.
Já no caso do uso de anticoncepcionais e da terapia de reposição hormonal, é possível haver o agravamento do melasma, pois o estrogênio aumenta a produção de melanina, enquanto a progesterona pode ter diferentes efeitos.
Tipos de melasma
O melasma possui diferentes tipos, sendo classificado conforme a profundidade em que a melanina se deposita na pele, influenciando o aspecto das manchas e a resposta ao tratamento.
Confira a seguir os tipos de melasma:
Melasma epidérmico: é aquele em que o pigmentose concentra na epiderme, camada mais superficial da pele. As manchas costumam ter bordas definidas, tom marrom-escuro e acentuar sob a lâmpada de Wood.
Melasma dérmico: ocorre quando opigmento está depositado na derme, normalmente, na parte interna das células melanófagos. As manchas possuem cor acinzentada ou azul-acinzentada, com bordas menos nítidas e são mais resistentes ao tratamento.
Melasma misto: o tipo mais comum, combinando as características dos dois anteriores. As manchas têm variação de cor, entre o marrom, cinza e azul-acinzentado, além de umaresposta intermediária ao tratamento.
Como o melasma é diagnosticado?
Para identificar o tipo de melasma, o dermatologista conta com auxílio da lâmpada de Wood, exames de imagem ou dermatoscopia, auxiliando na definição da profundidade do pigmento.
Esse cuidado é importante porque a profundidade do pigmento influencia a escolha do tratamento. Dependendo do tipo de melasma, o médico pode indicar produtos clareadores tópicos, peelings, lasers ou terapias de manutenção prolongada.
Tratamentos para melasma
O tratamento do melasma envolve diferentes abordagens, mas sempre respeitando as características de cada paciente. Embora não haja cura definitiva para essa condição, é possível fazer um controle eficaz com o acompanhamento dermatológico.
Confira a seguir as principais abordagens terapêuticas
Despigmentantes e medicamentos tópicos: pomadas com substâncias como hidroquinona, retinóides e corticosteroides de forma combinada ajudam a reduzir a síntese de melanina.
Procedimentos estéticos: laser, microagulhamento, peelings superficiais com ácido glicólico e ácido salicílico dão suporte ao tratamento, principalmente, em casos mais persistentes.
Medicamentos orais: em casos resistentes, fármacos orais como ácido tranexâmico podem ajudar a reduzir a pigmentação. Lembrando que todo medicamento deve ser prescrito pelo médico.
Prevenção e cuidados diários para quem tem melasma
A prevenção e o cuidado diário são fundamentais para o controle do melasma, ajudando a reduzir recaídas e agravamento das manchas na pele.
Além do acompanhamento dermatológico regular, confira alguns cuidados preventivos para manter os resultados obtidos no tratamento Confira:
Uso diário de protetor solar que cobre os raios UVA, UVB e luz visível. Recomenda-se a aplicação pela manhã e a reaplicação a cada duas horas, sempre que houver exposição.
Optar por protetores solares com pigmento ou óxidos de ferro, pois auxiliam no bloqueio da luz visível, que tende a agravar o melasma.
Usar óculos de sol com proteção UV, chapéu e roupas que cubram ombros e pescoço.
Limpar a pele cuidadosamente, usar hidratantes adequados, evitar substâncias que causem inflamação da pele, que podem agravar as manchas.
Evitar bronzeamento artificial, pois podem potencializar o risco de ativação do melasma.
Manter acompanhamento dermatológico contínuo para acompanhar as respostas e, assim, ajustar o tratamento.
Afinal, melasma tem cura?
Não há cura definitiva para o melasma, já que é considerada uma condição crônica. Mas a boa notícia é que há tratamentos muito eficientes que ajudam a clarear as manchas e melhorar significativamente o aspecto da pele.
Inclusive, o melasma tem um risco elevado de recidiva, isto é, as manchas na pele tendem a reaparecer mesmo após o tratamento e um bom resultado, principalmente, se fatores importantes, como alterações hormonais e exposição solar, não forem controlados.
Quando procurar ajuda médica para o melasma?
É importante buscar atendimento dermatológico ao observar a presença de manchas de pele escuras que aumentam, não melhoram ao longo do tempo ou mudam de cor.
Nesse caso, o médico precisa fazer um diagnóstico diferencial para descartar outros problemas de pele, indicando, portanto, o tratamento mais adequado.
Na hora de buscar ajuda médica, conte com os benefícios da telemedicina, que possibilita a realização de consultas online de forma confortável, prática e eficiente.
Na Conexa Saúde, você tem acesso a atendimento de dermatologia online, onde nossos especialistas podem avaliar as manchas por meio de fotos e vídeos. Se necessário, o paciente é encaminhado para exames complementares ou uma consulta presencial.
Com a Conexa Saúde, você tem acesso a diagnóstico preciso e o tratamento adequado sem sair de casa. Agora ficou mais fácil cuidar da sua saúde e da sua pele!











