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Melanoma: sinais de alerta, diagnóstico e tratamento do câncer de pele

portrait of woman face
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O melanoma é um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos, células produtoras de melanina, substância que define a cor da pele, olhos e cabelos.

Ele é considerado uma das formas mais agressivas de câncer de pele, podendo se espalhar para outros órgãos rapidamente, se não for tratado precocemente. Entenda! 

O que é Melanoma?

O melanoma é um tipo de câncer de peleque se inicia nas célulasresponsáveis por produzir a melanina, que determina o tom da pele.

Essas células passam a se comportar de maneira descontrolada, resultando em lesões que atingem as camadas mais profundas da pele. Inclusive, em casos mais avançados da doença, essas lesões espalham-se para outros órgãos.

Quando o melanoma é grave?

O melanoma é grave quando ele aponta para a possibilidade de metástase e um maior risco para a evolução da doença. Confira os fatores principais:

  • Profundidade da lesão: ela é medida pela Profundidade de Breslow, que analisa a espessura do tumor em milímetros. Quanto maior a espessura, maiores as chances de se espalhar para outros órgãos.

  • Ulceração: quando há corte na superfície da pele sobre a lesão, o melanoma torna-se mais grave. 

  • Envolvimento de gânglios linfáticos: indica que a doença se espalhou com  metástase para órgãos distantes

Como é a mancha de câncer de pele?

A mancha de melanoma possui características típicas, como:

  • Bordas irregulares;

  • Forma assimétrica;

  • Variação de cor (branco, bege, azul, vermelho ou preto).

Além disso, esse tipo de câncer de pele pode apresentar-se como uma nova lesão ou alteração do aspecto de uma mancha já existente, como coloração, crescimento progressivo ou textura, indicando a necessidade de buscar ajuda médica. 

Quais são os primeiros sinais de melanoma?

Os primeiros sinais de melanoma são a assimetria das manchas, a presença de bordas irregulares, a mudança de cor, o diâmetro maior que  6 mm, além do crescimento acelerado da lesão e a existência de coceira, tendo uma evolução rápida ou sangramento. 

Diante desses sinais, busque imediatamente a orientação de um dermatologista.

Como identificar um câncer de pele: sinais de alerta (regra do ABCDE)

Para identificar um câncer de pele, você pode se guiar pela regra do ABCDE, criada para ajudar a reconhecer sintomas da doença. Entenda a seguir:

  • A - Assimetria: quando a metade da pinta não é igual a outra, ou seja, quando as duas partes da mancha são diferentes. 

  • B - Bordas: presença de irregularidade em seu formato, quando a pinta mal definida ou serrilhada.

  • C - Cor: múltiplas cores (manchas com partes brancas, azuis, marrons, pretas, vermelhas).

  • D - Diâmetro: maior de 6 mm, mas há melanoma com tamanho inferior.

  • E - Evolução: alteração no aspecto da pinta, como cor, tamanho, elevação, presença de coceira e sangramento.

O melanoma é sempre escuro ou pode ter outras cores?

Não. Nem sempre o melanoma é escuro, podendo se apresentar em diferentes cores em uma única lesão, incluindo branco, bege, marrom, vermelho, azul e preto. 

Há casos raros em que há o melanoma amelanótico pode surgir em tom avermelhado, rosado ou da cor da pele, dificultando o diagnóstico. Por isso, em caso de manchas na pele com variação de cor, busque orientação médica

Sintomas do Melanoma

Os sintomas mais comuns do melanoma incluem os seguintes:

  • Mudança no aspecto de mancha já existente;

  • Surgimento de nova lesão pigmentada;

  • Manchas que coçam, sangram e que possuem crosta persistente;

  • Desconforto ou dor na região afetada.

Quais são os tipos de melanoma?

O melanoma pode se manifestar de diferentes formas e com características específicas, variando em rapidez no crescimento, aspecto e área afetada.

Entender os tipos de melanoma possibilita a identificação precoce de sinais, que podem indicar um possível câncer de pele e, assim, iniciar o tratamento adequado o quanto antes.

Melanoma maligno

O melanoma maligno, como o próprio nome sugere, é o tipo mais invasivo do câncer de pele. Ele tem origem em melanócitos e pode ingressar na pele, atingindo os linfonodos e órgãos mais distantes. Importante frisar que todo melanoma é maligno segundo a OMs e SBM.

Melanoma benigno

O nevo benigno é, em sua maioria, formado por pintas benignas. A diferença está no comportamento das manchas na pele, já que essas lesões que não possuem alteração, infiltração, crescimento ou metástase.

Mesmo assim, esse tipo de melanoma deve ser monitorado regularmente. 

Melanoma nodular

O nodular é um tipo de melanoma que evolui rapidamente em profundidade. Geralmente, aparece na pele como um nódulo firme, elevado e, em alguns casos, de cor escura.

Diante desses sinais, busque orientação médica imediatamente, pois sua evolução é rápida e agressiva.

Melanoma acral

Já o melanoma acral surge em áreas pouco expostas ao sol, incluindo plantas dos pés, palmas das mãos ou sob as unhas. Esse tipo de câncer de pele é mais comum em pessoas com pele escura. 

Onde o melanoma costuma aparecer?

As áreas mais comuns onde o melanoma costuma surgir incluem:

  • Rosto, braços e pescoço: regiões que ficam mais expostas ao sol;

  • Tronco: nas costas e no peito, principalmente nos homens com pele clara; 

  • Pernas: mais comum em mulheres, especialmente nas regiões inferiores; 

  • Palmas das mãos, sob as unhas e plantas dos pés: áreas com menos exposição solar, mas que podem apresentar a doença, principalmente, em peles escuras. 

Fatores de risco para Melanoma

Existem alguns fatores de risco que aumentam as chances da pessoa desenvolver o melanoma. Confira os principais:

  • Exposição intensa ao sol e bronzeamento artificial, que provocam alterações no DNA das células da pele. 

  • Histórico familiar ou de lesões e idade avançada;

  • Traumas como ferimentos cutâneos frequentes e queimaduras solares intensas;

  • Movimento repetitivos como atritos constantes, que contribuem para alterações celulares ou inflamações;

  • Profissões de risco, como pescadores, motoristas e trabalhadores rurais. 

  • Sistema imune enfraquecido;

  • Grande numero de nevos;

  • Nevos displáticos;

  • História pessoal prévia de melanoma (alinhado às diretrizes NCCN).

Como é feito o diagnóstico do melanoma?

O diagnóstico do melanoma envolve um exame clínico feito por um dermatologista, que analisa o histórico médico do paciente e avalia as manchas para observar o formato, o tamanho, a cor e a textura. 

Para confirmar as suspeitas, também pode ser usada a dermatoscopia, uma técnica que utiliza um dispositivo de aumento para verificar padrões abaixo da superfície da pele. Isso permite diferenciar lesões benignas de malignas.

A biópsia de pele também costuma ser solicitada para determinar a presença do melanoma e sua profundidade, contribuindo para definição do tratamento mais adequado. 

Melanoma tem cura?

Sim. O melanoma tem cura, porém o prognóstico depende do estágio da doença e do tratamento iniciado logo no começo dos sintomas. Quando detectado no início, as chances de cura em cinco anos são altíssimas, superiores a 90%, segundo estudos

Contudo, se a doença já se espalhou para órgãos ou linfonodos, as taxas de recuperação tendem a ser reduzidas.

Qual é o tratamento de Melanoma?

O tratamento desse tipo de câncer de pele pode variar conforme a saúde do paciente e o estágio da doença. De modo geral, a cirurgia para a remoção da pele é o primeiro passo para extinguir o tumor e evitar que ele se espalhe.

A imunoterapia com o uso de medicamentos também costuma ser adotada em caso de melanoma para ajudar o sistema imunológico a combater as células cancerígenas, principalmente, em casos mais avançados da doença. 

Se o melanoma for mais extenso, pode ser necessária a realização de radioterapia para eliminar células cancerosas. Linfonodo sentinela em casos selecionados

terapias-alvo (BRAF/MEK) em casos específicos

Lembrando que o acompanhamento contínuo é essencial para monitorar um possível surgimento de novas lesões e, assim, detectar recidivas, evitando a evolução da doença.

Qual é o tempo de recuperação após a cirurgia de melanoma?

O tempo de recuperação depois da realização da cirurgia de melanoma pode variar de pessoa para pessoa, mas, em média, gira em torno de 3 semanas para boa parte dos casos simples. 

Para uma boa recuperação, os cuidados pós-operatórios são fundamentais, incluindo trocar o curativo conforme orientação médica, manter a região seca e limpa, evitar pressionar a ferida e ficar atento aos possíveis sinais de infecção. 

Em quanto tempo o melanoma se espalha?

O tempo para que a doença se espalhe para outros órgãos pode variar: melanomas mais agressivos tendem a evoluir em poucas semanas, enquanto outros tipos de câncer de pele podem ficar localizados por anos em uma mesma região.

Dessa forma, o avanço da doença depende de fatores variados, como profundidade e espessura da lesão, localização, ulceração e condição imunológica do indivíduo.

É possível ter mais de um melanoma ao mesmo tempo?

Sim. Pesquisas apontam que entre 2 % e 10 % dos pacientes com a doença podem ter 

múltiplos melanomas primários. Por isso, o acompanhamento dermatológico contínuo é fundamental mesmo após a remoção das lesões. 

Pintas comuns podem se transformar em melanoma?

Sim. Pintas comuns na pele podem evoluir para melanoma, mas essa condição é rara. Contudo, é importante ficar atento se há manchas que mudam de cor, formato, tamanho ou textura.

Busque orientação médica em casos de pintas com múltiplas cores, bordas irregulares, assimétricas e que coçam ou sangram. 

Como diferenciar uma pinta normal de um melanoma?

Para diferenciar uma mancha comum na pele de um melanoma, é importante considerar alguns aspectos fundamentais. 

Uma pinta normal tende a ser simétrica, ter cor uniforme e bordas regulares, enquanto esse tipo de câncer de pele costuma apresentar variação de tonalidades e ter formato irregular, além de crescer rapidamente e mudar o seu aspecto ao longo do tempo. 

Qual é a taxa de mortalidade por melanoma?

A taxa de mortalidade pode variar significativamente conforme a precocidade do tratamento, o estágio da doença, a metástase para órgãos distantes e o envolvimento dos gânglios linfáticos

No Brasil, foram registradas quase 2 mil mortes por melanoma em 2020, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica

Embora represente uma parcela menor dos casos de câncer de pele, ele é responsável por cerca de 4 em cada 10 mortes pela doença.

Prevenção do Melanoma

Para prevenir o surgimento de melanoma, algumas medidas são altamente eficientes. Confira:

  • Proteção solar: aplique todos os dias protetor solar de amplo espectro com FPS 30 ou superior. Reaplique o produto após suar, nadar ou a cada duas horas.

  • Cobertura das áreas expostas: sempre que possível, mantenha rosto, pescoço, colo e pernas cobertas com roupas, chapéus e óculos de sol. Evite ficar sob exposição solar entre 10 h e 16 h. 

  • Consultas regulares: faça uma inspeção periódica da pele para observar o surgimento de novas manchas, alterações nas pintas já existentes.

  • Consulte um dermatologista: se possível, passe por uma consulta dermatológica todos os anos ou diante de sinais suspeitos na pele.

Quando procurar um médico para Melanoma?

Em caso de suspeita de melanoma, busque ajuda médica imediatamente ao observar uma nova mancha na pele ou se uma pinta apresentar alterações de cor, crescimento, bordas irregulares ou sangramento

Nesses casos, você pode contar com atendimento ágil, rápido e eficiente por meio da telemedicina. 

Na  Conexa Saúde, você pode fazer consultas online com dermatologistas, que avaliam as manchas por meio de fotos e vídeos. Se necessário, o paciente é encaminhado para exames complementares ou uma consulta presencial. 

Tenha acesso facilitado e seguro a diagnóstico preciso e o tratamento adequado sem sair de casa. Conte com a Conexa Saúde!

Quem orienta

Juliana Seixas

Médica de Família e do Trabalho

CREMERJ 52981249

Especialista em Medicina de Família pela UERJ. Médica do Trabalho pela Funorte. Pós graduanda em gestão de saúde pela FGV.

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