O impetigo é uma infecção da camada superficial da pele causada por bactérias, que provoca lesões erosadas com crostas amareladas semelhantes a mel, dor, bolhas e vermelhidão. Em casos leves, o termo “lesões erosadas” é mais adequado do que “úlceras”, já que estas indicam feridas mais profundas.
Essa condição é mais comum em crianças entre 2 e 5 anos, mas ela também pode aparecer em adultos com imunidade baixa ou que tiveram contato com as pessoas infectadas.
Leia o nosso artigo e entenda o que é impetigo, principais sintomas, opções de tratamento e como prevenir essa infecção. Confira!
Índice:
- Quais são as causas do impetigo?
- Tipos de impetigo
- Sintomas do impetigo
- Como o impetigo é transmitido?
- Como é feito o diagnóstico de impetigo?
- Como tratar o impetigo?
- Quanto tempo leva para curar um impetigo?
- Como prevenir o impetigo?
- Quando devo consultar um médico?
Quais são as causas do impetigo?
O impetigo é uma infecção bacteriana superficial da pele, provocada pelas bactérias Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes, sendo mais comuns em crianças, especialmente entre 2 e 5 anos. Nos últimos anos, tem-se observado um aumento na ocorrência de impetigo associado ao Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA comunitário), especialmente em áreas urbanas.
Essa infecção pode ocorrer após picadas, pequenas lesões e arranhões, favorecendo o ingresso de bactérias à pele, dando início ao processo infeccioso.
Os fatores que favorecem o desenvolvimento do impetigo, incluem os seguintes:
- Clima quente e úmido, que contribui para a proliferação bacteriana.
- Higiene pessoal precária, que aumenta as chances de contágio e disseminação.
- Sistema imunológico enfraquecido, que é mais comum em pessoas com doenças crônicas, crianças pequenas ou pacientes que usam medicamentos imunossupressores.
- Contato direto com objetos contaminados, como roupas e brinquedos, ou com pessoas infectadas.
Tipos de impetigo
Há diferentes tipos de impetigo, como o não bolhoso, bolhoso e o ectima, sendo que cada um possui características próprias, variando na sua profundidade, aspecto e gravidade.
Confira quais são as variações de impetigo a seguir:
Impetigo não bolhoso (contagioso)
O impetigo não bolhoso, conhecido como impetigo contagioso, é o mais comum. As lesões manifestam-se como crostas de cor amarela, bem parecidas com mel, sendo altamente contagiosas.
A área afetada por esse tipo de impetigo é o rosto, principalmente, ao redor da boca e do nariz.
Impetigo bolhoso
O impetigo bolhoso possui bolhas grandes com um líquido mais claro, evoluindo, posteriormente, para crostas amareladas, sendo mais comuns em crianças pequenas e bebês.
Associada à infecção por Staphylococcus aureus, o impetigo bolhoso não causa dor, mas pode provocar coceira no corpo.
Ectima
O ectima é o tipo mais profundo de impetigo, com úlceras com crostas espessas que se instalam em camadas mais profundas da pele, causando dor e podendo deixar cicatrizes.
O ectima é considerado uma forma mais grave de impetigo e requer tratamento antibiótico sistêmico. É mais frequente em pacientes com imunossupressão, má higiene ou doenças crônicas, como o diabetes.
Sintomas do impetigo
Os sintomas do impetigo podem variar de pessoa para pessoa, mas, no geral, incluem os seguintes sinais:
- Formação de crostas na pele com tonalidades diferentes;
- Manchas avermelhadas no início da infecção, evoluindo para bolhas ou pústulas;
- Coceira intensa;
- Dor ou sensação de desconforto no local.
No início, as lesões possuem o formato de bolhas grandes com líquido claro, que se rompem ao longo do tempo, formando crostas.
Os sinais sistêmicos que exigem atendimento médico imediato incluem: mal-estar geral, febre e gânglios inflamados.
Como o impetigo é transmitido?
O impetigo é transmitido pelo contato direto com a infecção ou indiretamente por meio de objetos contaminados, como brinquedos, roupas ou toalhas.
Dessa forma, espaços coletivos usados, principalmente, por crianças, como creches e escolas, são os locais mais suscetíveis ao contágio.
Além disso, a autocontaminação também ocorre com frequente, pois as crianças tendem a coçar as lesões, espalhando, assim, a infecção para outras regiões do corpo.
Quando não tratada de forma adequada, o impetigo costuma ser contagioso por até três semanas. Ao iniciar o uso de antibióticos, a transmissão é, geralmente, interrompida em 24 a 48 horas, ainda que as erupções levem mais tempo para cicatrizar.
Como é feito o diagnóstico de Impetigo?
O diagnóstico do impetigo costuma ser feito de maneira clínica por meio da avaliação das características típicas da lesão, que incluem presença de crostas amareladas, bolhas e pústulas, que surgem sobre a pele.
Além disso, o médico também analisa o histórico do paciente, a evolução das lesões e eventuais contatos com pessoas infectadas.
Em pacientes que apresentam quadros graves ou recorrentes, a realização de uma cultura bacteriana da secreção pode ser necessária para identificar qual a bactéria responsável pela infecção.
Por isso, ao apresentar sintomas de impetigo, o ideal é sempre buscar orientação médica para um diagnóstico preciso e a obtenção do tratamento adequado.
Esse cuidado é importante para garantir que essa condição seja tratada corretamente e não seja confundida com outras doenças de pele, como escabiose, dermatite de contato ou herpes simples.
Como tratar o impetigo?
O tratamento de impetigo envolve uma abordagem multifacetada, combinando medicamentos e cuidados com a higiene. Entenda a seguir:
- Antibióticos tópicos: indicado para casos mais leves e com lesões localizadas, já que atuam diretamente na região afetada.
- Antibióticos orais: usado para pacientes com infecção mais complexas, com bolhas grandes, sinais sistêmicos e múltiplas lesões.
- Higiene e cuidado adequado das lesões: antes de aplicar loções tópicas, retire levemente as crostas com água morna e sabão. Isso permite que o remédio seja melhor absorvido pela pele. Mantenha as lesões limpas, secas e cobertas para evitar contágio.
- Completar todo o tratamento prescrito: mesmo quando as úlceras melhorarem ao longo do tratamento, siga todo o ciclo de antibiótico para evitar recidivas ou mesmo resistências bacterianas.
Quanto tempo leva para curar um impetigo?
Com o tratamento adequado, o paciente com impetigo costuma apresentar melhora clínica em 3 a 5 dias, mas é fundamental seguir o tratamento até o final, geralmente por 7 a 10 dias, mesmo que as lesões já tenham regredido.
Nos casos em que apenas medidas locais são adotadas, como higienização adequada das lesões, a recuperação costuma demorar um pouco, já que a infecção pode ser mais persistente.
Durante o tratamento, mantenha sempre a região afetada seca e limpa, pois isso auxilia na cicatrização. Evite coçar as lesões e nunca compartilhe objetos pessoais, para impedir a disseminação da infecção.
Vale lembrar que a cura completa do impetigo exige que o paciente mantenha o período de medicação indicado pelo médico, mesmo que os sintomas desapareçam. Esse cuidado assegura a extinção total da bactéria, evitando resistência aos antibióticos ou recaídas.
O impetigo é perigoso?
O impetigo é uma infecção de pele leve, mas quando não tratado corretamente, pode trazer complicações significativas, como:
- Disseminação da infecção: as bactérias podem se propagar para outras regiões do corpo ou para outras pessoas.
- Manchas ou cicatrizes: principalmente em pacientes que coçam frequentemente ou manipulam as lesões.
- Infecções mais graves: condições profundas, como celulite, quando a bactéria chega em camadas profundas da pele.
- Glomerulonefrite pós-estreptocócica: inflamação nos rins relacionada ao contato com a bactéria Streptococcus pyogenes.
Ao apresentar aumento da vermelhidão, febre, piora das feridas e dor intensa, busque ajuda médica imediatamente, pois são sinais de complicações e infecções mais sérias.
Como prevenir o impetigo?
Para prevenir o impetigo, algumas medidas simples podem ajudar a evitar que essa infecção se espalhe.Listamos algumas delas a seguir, confira:
- Lavagem das mãos: higienizar frequentemente com água e sabão, principalmente depois dos cuidados com as lesões ou ao tocar objetivos contaminados.
- Manejo das feridas: faça sempre a limpeza de cortes e arranhões com água e sabão. Se necessário, coloque um curativo para evitar a exposição da lesão e reduzir o risco de contágio.
- Não compartilhar objetos pessoais: cuidado com o compartilhamento de roupas, toalhas, brinquedos e outros utensílios pessoais que possam estar contaminados por bactérias.
- Limpeza de superfícies e roupas: faça a higienização adequada de roupas, toalhas e enxoval com água quente e evite deixá-las juntas. Limpe superfícies tocadas, como móveis e maçanetas.
- Corte das unhas: mantenha unhas aparadas para impedir que a pessoa coce as erupções, evitando a disseminação da infecção.
- Mantenha distância em caso de risco contágio: evite o contato direto com pessoas com impetigo ativo até que as lesões estejam cobertas ou até 24 a 48 horas após o início do tratamento .
- Fortalecimento do sistema imunológico: para manter o organismo menos suscetível à infecção, é importante adotar uma alimentação equilibrada, rotina de sono adequada e controle de condições como diabetes ou dermatites.
Quando devo consultar um médico?
Procure orientação médica se houver lesões cutâneas que se agravem, apresentem pus, febre ou não melhorem após sete dias de cuidados locais, pois esses sinais podem indicar um quadro infeccioso mais sério que requer avaliação profissional.
O atendimento especializado é importante o início do tratamento adequado, evitando que as lesões se espalham por outras partes do corpo ou se transforme em uma condição mais severa, além de recomendar
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