Herpes: aprenda quais são os tipos e como se prevenir

Rafael Leite Aguilar | Saúde | Atualizado em: 15/08/2025

Pessoa com dor na região lombar devido à irritação ou queimadura na pele na região da cintura, vestindo roupas esportivas cinza.

O herpes é uma infecção viral comum causada principalmente por dois tipos de vírus: o Herpes Simplex Vírus tipo 1 (HSV-1) e tipo 2 (HSV-2). Esses vírus podem causar lesões na pele e nas mucosas, como bolhas e feridas, principalmente na boca e região genital. A transmissão ocorre por contato direto com as lesões e/ou com fluidos corporais contaminados.

Quer entender mais sobre os principais tipos, sintomas, formas de transmissão, tratamento e como prevenir novas crises? É só continuar a leitura!

Tipos de herpes

Existem diferentes tipos de herpes causados por vírus da família Herpesviridae, que se manifestam de formas variadas no corpo:

  • HSV-1 (Herpes Simplex Vírus tipo 1): É o tipo mais comum e está associado principalmente ao herpes labial, que provoca feridas e bolhas nos lábios e ao redor da boca. Pode, embora menos frequente, causar herpes genital.
  • HSV-2 (Herpes Simplex Vírus tipo 2): Está relacionado principalmente ao herpes genital. Provoca feridas nas genitálias e ânus. Também pode causar herpes labial, embora seja menos comum.
  • Herpes-zóster: o herpes-zóster se manifesta como erupçoes dolorosa e que geralmente acompanham um trajeto de um nervo e/ou terminacao nervosa

Há formas menos comuns, como o herpes ocular, que afeta os olhos, e o herpes neonatal, que pode aparecer em recém-nascidos, geralmente com sintomas graves, exigindo atenção médica imediata.

Cada tipo de manifestação apresenta características clínicas diferentes, mas todos envolvem o aparecimento de lesões na pele ou mucosas e podem ser transmitidos por contato direto.

Herpes labial

O herpes labial é uma infecção causada principalmente pelo vírus HSV-1. Aparece como pequenas bolhas doloridas nos lábios ou na região ao redor da boca. Essas bolhas podem estourar e formar crostas antes de cicatrizarem, processo que costuma durar de 7 a 10 dias.

O contágio ocorre pelo contato direto com lesões ou secreções, como pelo beijo, uso compartilhado de copos, talheres ou toalhas e o vírus pode ser transmitido mesmo quando não há feridas aparentes. E o aparecimento dos sintomas está relacionado com a imunidade e fatores que agem como gatilhos para o aparecimento.

Os sintomas iniciais incluem ardência, coceira e formigamento na região afetada, que indicam o início do quadro. A transmissão é mais fácil durante essas crises ativas.

Para não espalhar o vírus e piorar o quadro é preciso:

  • Manter a região limpa
  • Evitar tocar nas lesões
  • Usar medicamentos antivirais conforme prescrição médica para acelerar a cicatrização e reduzir sintomas.

Herpes genital

O herpes genital é uma infecção causada principalmente pelo vírus HSV-2, embora o HSV-1 também possa provocar lesões nessa região e surge com feridas dolorosas na regiao genital.

O diagnóstico precoce é importante para iniciar o tratamento, controlar os sintomas e reduzir o risco de transmissão para parceiros. O contágio ocorre pelo contato sexual, mesmo quando não há lesões visíveis.

Herpes-zóster

O herpes-zóster, também conhecido popularmente como “cobreiro”, é causado pela reativação do vírus varicela-zóster. Ele se manifesta como uma erupção dolorosa na pele, formando bolhas agrupadas que podem causar ardência e coceira.

Diferente do herpes labial e genital, o herpes-zóster não é transmitido por contato direto, mas surge quando o sistema imunológico está enfraquecido e o vírus volta a se ativar.

O tratamento envolve medicamentos antivirais e cuidados para aliviar a dor, e o diagnóstico precoce ajuda a prevenir complicações, como a neuralgia pós-herpética.

Como ocorre a transmissão da herpes?

O herpes é transmitido principalmente pelo contato direto com lesões, feridas ou secreções de uma pessoa infectada. O vírus pode ser passado durante beijos, relações sexuais, ou pelo contato com objetos contaminados, como copos ou toalhas, embora essa via seja menos comum.

Mesmo sem lesões visíveis, a pessoa pode transmitir o vírus em períodos chamados de “excreção assintomática”, quando o vírus está ativo na pele.

Por isso, é importante evitar contato íntimo durante os quadros para reduzir o risco de transmissão.

Herpes tem cura?

O herpes não tem cura definitiva, pois o vírus permanece no corpo mesmo após o fim dos sintomas.

No entanto, é possível controlar a doença com tratamentos que reduzem a frequência e a intensidade dos surtos.

O controle ajuda a melhorar a qualidade de vida e a diminuir o risco de transmissão para outras pessoas.

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Diagnóstico da herpes

O diagnóstico é feito principalmente pelo exame clínico, com o médico avaliando as características das lesões na pele ou mucosas.

Em casos que precisam de mais checagens, podem ser solicitados exames laboratoriais, como cultura viral ou testes de PCR, para confirmar a presença do vírus.

Tratamentos indicados para herpes

É essencial que o tratamento seja orientado por um médico. Isso porque, só assim é possível controlar os sintomas e reduzir a frequência dos surtos.

Os medicamentos antivirais podem ser usados e podem ajudam a diminuir a duração e intensidade das crises. Além dos remédios, cuidados locais são importantes, como manter a área afetada limpa e evitar mexer nas lesões para prevenir infecções secundárias.

Mudanças no estilo de vida, como controlar o estresse e fortalecer o sistema imunológico, também contribuem para prevenir novos surtos.

Cuidados durante uma crise

Durante uma crise de herpes, é fundamental tomar cuidados para aliviar os sintomas e evitar a propagação do vírus.

  • Não toque nas lesões: Evite mexer nas bolhas ou feridas para não causar infecções secundárias e evitar espalhar o vírus para outras partes do corpo ou para outras pessoas.
  • Mantenha a área limpa e seca: Higienize a região com água e sabonete neutro, secando com cuidado para evitar irritações.
  • Evite compartilhar objetos pessoais: Não use talheres, copos, toalhas, batons ou outros itens pessoais que possam entrar em contato com a área afetada.
  • Higienize as mãos com frequência: Lave as mãos sempre que tocar nas lesões ou aplicar medicamentos para prevenir a autoinoculação.
  • Evite exposição solar intensa: O sol pode piorar as lesões, por isso proteja os lábios e a região afetada com protetor solar.
  • Use compressas frias: Aplicar compressas frias pode aliviar a dor, coceira e o desconforto local.
  • Não compartilhe beijos ou contato íntimo: Evite beijar ou contato próximo com outras pessoas enquanto houver lesões visíveis.
  • Siga o tratamento indicado: Utilize corretamente os medicamentos prescritos para acelerar a cicatrização e reduzir o tempo da crise.

Adotar esses cuidados ajuda a minimizar a dor, acelera a recuperação e diminui o risco de transmissão para outras pessoas.

Como prevenir novas crises

Para reduzir a frequência das crises de herpes, algumas práticas podem ajudar a fortalecer o sistema imunológico e evitar os gatilhos que provocam o surto:

  • Durma bem
  • Mantenha uma alimentação equilibrada
  • Controle o estresse
  • Evite exposição excessiva ao sol e semper use protetor solar
  • Evite o contato com pessoas que estejam com herpes ativa
  • Não compartilhe objetos pessoais
  • Higienize as mãos frequentemente

Para controlar as crises e melhorar a qualidade de vida, o atendimento médico é fundamental. Na Conexa Saúde você encontra dezenas de profissionais prontos para te atender.

São mais de 30 especialidades, incluindo ginecologia, urologia, dermatologistas e infectologistas. 

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Herpes em gestantes e recém-nascidos

Herpes durante a gestação requer atenção especial devido aos riscos que pode oferecer tanto para a mãe quanto para o bebê. 

Embora a maioria das gestantes com herpes viva a gravidez normalmente, o vírus pode ser transmitido para o recém-nascido, causando complicações graves. 

Por isso, é fundamental que as gestantes com histórico ou sintomas de herpes recebam acompanhamento médico adequado para minimizar riscos e garantir a saúde de ambos. Alguns dos principais riscos são:

  • Riscos para o bebê: A infecção neonatal pode causar problemas sérios, como danos ao sistema nervoso e até risco de morte.
  • Cuidados na gestação: Gestantes com herpes devem ter acompanhamento médico rigoroso e informar seu obstetra sobre a condição.
  • Parto cesáreo: Caso haja lesões genitais ativas, o parto cesáreo é recomendado para reduzir a chance de transmissão.
  • Orientações para mães: Evitar contato íntimo durante surtos, seguir o tratamento prescrito e manter comunicação constante com o médico.

Com esses cuidados, é possível reduzir significativamente os riscos e garantir maior segurança para mãe e filho.

Quando procurar um médico?

Embora muitos casos sejam leves e possam ser cuidados em casa, alguns sinais indicam que uma nova avaliação seja necessária para evitar complicações e garantir o tratamento adequado. É hora de procurar um médico que trata herpes quando apresenta:

  • Dor intensa ou persistente que não melhora com cuidados básicos
  • Surtos muito frequentes ou aumento na gravidade das crises
  • Lesões que não cicatrizam após duas semanas
  • Lesões que se espalham rapidamente para outras partes do corpo
  • Febre alta, mal-estar geral ou inchaço nos gânglios linfáticos
  • Primeira vez que aparecem lesões ou sintomas, para diagnóstico correto

Ao perceber qualquer um desses sinais, agende uma consulta com um médico para avaliação e início do tratamento adequado. 

O acompanhamento profissional também é importante para pessoas com sistema imunológico comprometido ou outras condições de saúde.

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Como prevenir a herpes?

Prevenir o herpes envolve cuidados simples, mas que fazem toda a diferença para evitar o contágio e a recorrência dos surtos. Manter hábitos saudáveis e seguir algumas recomendações reduz o risco de transmissão e ajuda a controlar a infecção.

  • Evite contato direto com lesões: Não toque em bolhas ou feridas de herpes, e evite beijar ou ter contato íntimo durante surtos ativos.
  • Não compartilhe objetos pessoais: Itens como copos, talheres, batons, toalhas e maquiagens podem transmitir o vírus.
  • Cuide da imunidade: Dormir bem, se alimentar de forma equilibrada e praticar exercícios físicos fortalecem o sistema imunológico.
  • Controle o estresse: O estresse é um gatilho comum para crises de herpes, por isso invista em técnicas de relaxamento e bem-estar.
  • Proteja-se do sol: Use protetor labial com fator de proteção solar, pois a exposição excessiva pode desencadear surtos.

Fale com um profissional da Conexa Saúde

Se você tem herpes ou está preocupado com os sintomas, contar com o suporte certo faz toda a diferença. Na Conexa Saúde, você pode agendar consultas online com médicos especializados que vão orientar o diagnóstico, o tratamento e os cuidados adequados para sua saúde.

Também oferecemos apoio psicológico para ajudar no enfrentamento emocional da condição. Agende sua consulta com praticidade e segurança, sem sair de casa.

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Rafael Leite Aguilar

Pós graduando em gestão de saúde pela FGV. Atua como Rotina Médica no Pronto Atendimento Conexa Saúde. CRM-ES 18586.

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