A faringite é uma inflamação que atinge a faringe, que fica na região superior da garganta, entre as amígdalas e a laringe, provocando irritação, dor ao engolir, sensação de arranhado e até febre.
Esta condição pode ser causada por uma variedade de agentes infecciosos, bactérias, fungos e, principalmente, vírus, que são responsáveis pela maioria dos casos.
Conhecer os principais sintomas e causas dessa condição é essencial para um tratamento eficaz e para a prevenção de complicações.
Leia o nosso artigo e entenda o que é faringite, as formas de transmissão e quando é necessário buscar orientação médica. Vem com a gente!
Quais são os sintomas de faringite?
Os principais sintomas de faringite podem variar dependendo da causa subjacente, mas geralmente incluem:
- Dor de garganta: é o sintoma mais comum e frequentemente descrito como uma sensação de ardência, coceira ou irritação na garganta;
- Dificuldade para engolir: pode ocorrer dor ao engolir alimentos sólidos, líquidos ou saliva;
- Febre: em casos de faringite bacteriana, a febre pode ser moderada a alta;
- Dor de cabeça: pode ser leve a moderada e acompanha frequentemente a dor de garganta;
- Vermelhidão e inflamação: a parte de trás da garganta pode parecer vermelha e inflamada visualmente;
- Voz rouca ou alterada: em alguns casos de faringite, especialmente se a laringe estiver envolvida, a voz pode ficar rouca ou rouca;
- Secreção nasal ou congestão: nas faringites virais, é comum ocorrer sintomas adicionais de infecção respiratória superior, como corrimento nasal, espirros e congestão nasal.
Diante desses sintomas, é importante consultar um médico para um diagnóstico correto e para obter orientações adequadas de tratamento, especialmente se os sintomas persistirem ou piorarem.
Quanto tempo dura uma crise de faringite?
A duração da faringite pode variar dependendo do tipo de faringite e das medidas de tratamento adotadas.
- Faringite aguda: causada por infecções virais ou bacterianas comuns, pode durar de alguns dias a uma semana ou mais, dependendo da gravidade dos sintomas e da resposta ao tratamento.
- Faringite viral: costuma ser autolimitada, que tende a resolver-se sozinha sem a necessidade de tratamento específico. Os sintomas podem melhorar dentro de 5 a 7 dias com cuidados sintomáticos, como repouso, hidratação e analgésicos.
- Faringite bacteriana: quando tratada com antibióticos apropriados, os sintomas tendem a melhorar dentro de alguns dias após o início do tratamento.
Vale ressaltar que, alguns casos de faringite, podem se tornar crônicos, especialmente se a causa subjacente não for tratada ou se houver fatores de risco persistentes.
Por que se dá faringite?
A faringite está associada às mais diferentes causas, que incluem:
- Infecções virais (resfriado comum ou a gripe);
- Infecções bacterianas (bactéria Streptococcus pyogenes);
- Alergias;
- Ar seco;
- Irritação por fumo;
- Mononucleose;
- Gonorreia;
- Refluxo ácido.
Tipos de faringite
A faringite pode ser classificada em dois tipos principais: infecciosa e não infecciosa.
Faringites infecciosas
A faringite infecciosa ocorre quando a faringe é infectada por vírus ou bactérias, que são transmitidos de diversas formas, como gotículas respiratórias expelidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala.
Essas gotículas podem ser inaladas diretamente por outra pessoa ou depositar-se em superfícies, onde os patógenos podem sobreviver por algum tempo e ser transferidos para a boca ou nariz ao tocar o rosto.
Os vírus estão entre as causas mais comuns de faringite infecciosa, que incluem:
- Rinovírus: principal causador do resfriado comum, responsável por muitos casos de faringite viral;
- Adenovírus: pode causar sintomas respiratórios e é comum em surtos em ambientes como escolas e creches;
- Vírus da gripe (Influenza): provoca sintomas mais severos e é altamente contagioso;
- Coronavírus (não relacionados à COVID-19): também podem causar resfriados e faringite leve;
- Enterovírus: inclui o vírus Coxsackie, que pode causar a doença mão-pé-boca e faringite.
Além dos vírus, as bactérias também são causas importantes de faringite infecciosa, como a Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A), que desencadeia a faringite estreptocócica, provocando dor de garganta intensa, febre alta e pus nas amígdalas.
Faringites não-infecciosas
Já a faringite não infecciosa ocorre devido a fatores irritantes ou alérgicos que causam inflamação e irritação na faringe, sem a presença de um agente patogênico, como vírus ou bactérias.
Esses fatores podem estar associados ao ambiente, comportamental ou condições de saúde subjacentes, como o refluxo gastroesofágico, uma condição na qual o ácido estomacal retorna para o esôfago, atingindo a faringe, causando inflamação e irritação.
Os sintomas incluem dor de garganta persistente, sensação de queimação, rouquidão e, às vezes, tosse crônica.
As alergias, tanto sazonais quanto perenes, também são uma causa comum de faringite não infecciosa. A exposição a alérgenos como pólen, poeira, mofo e pelos de animais pode desencadear uma resposta inflamatória na faringe.
Outros fatores irritantes que podem provocar faringite não infecciosa incluem a exposição ao fumo, tanto ativo quanto passivo, poluição do ar e produtos químicos irritantes no ambiente de trabalho.
Além disso, o uso excessivo da voz, como ocorre em professores, cantores e palestrantes, pode levar a uma inflamação crônica da faringe.
Quais são os tratamentos para faringite?
O tratamento da faringite varia conforme a causa da inflamação, que pode ser viral, bacteriana ou, em casos mais raros, fúngica. Dessa forma, a abordagem terapêutica é ajustada para tratar especificamente a causa identificada.
- Faringite viral: os cuidados incluem repouso, ingestão adequada de líquidos para manter a hidratação, o uso de analgésicos para aliviar a dor e a febre, além de pastilhas para a garganta e sprays anestésicos, que podem amenizar os sintomas.
- Faringite bacteriana: o tratamento envolve o uso de antibióticos, que deve ser prescrito pelo médico. Lembrando que a automedicação não é indicada.
- Faringite fúngica: embora menos comuns, geralmente ocorrem em indivíduos imunocomprometidos ou em uso prolongado de corticosteroides. O tratamento envolve o uso de antifúngicos, dependendo da gravidade da infecção.
- Faringite alérgica: o tratamento foca na identificação e eliminação do alérgeno desencadeante, além do uso de anti-histamínicos para reduzir a resposta alérgica, além de descongestionantes nasais para aliviar a congestão associada.
O que pode acontecer se eu não tratar a faringite?
Se a faringite (dor de garganta) for causada por bactéria e não for tratada corretamente, ela pode trazer sérias complicações. Nem toda faringite precisa ser tratada com antibióticos, mas nos casos em que é necessário, é extremamente importante fazer o tratamento completo, mesmo que os sintomas desapareçam antes disso.
Entre os problemas mais graves estão:
- Febre reumática: uma inflamação que pode atingir o coração, as articulações e o sistema nervoso, podendo causar danos permanentes nas válvulas do coração.
- Glomerulonefrite: uma inflamação nos rins que pode levar à insuficiência renal.
- Infecções locais: como acúmulo de pus na garganta (abscesso), dificuldade para engolir ou respirar, e até infecção generalizada no sangue (sepse).
A dor de garganta também pode se tornar crônica, com sintomas que voltam com frequência e atrapalham a sua qualidade de vida.
Diferenças entre faringite x amigdalite x laringite
A faringite, a amigdalite e a laringite são condições distintas que afetam diferentes partes da garganta, cada uma com causas, sintomas e tratamentos específicos.
Como já mencionamos, a faringite é uma inflamação da faringe, a região da garganta localizada entre as amígdalas e a laringe. As causas podem ser infecciosas, como vírus e bactérias, ou não infecciosas, como irritantes ambientais e refluxo gastroesofágico.
Já a amigdalite é a inflamação das amígdalas, duas massas de tecido linfático localizadas na parte posterior da garganta, que pode ser causada por infecções virais ou bacterianas.
Os sintomas incluem dor de garganta intensa, dificuldade para engolir, febre, mau hálito, inchaço das amígdalas com ou sem presença de pus e dor nos linfonodos do pescoço.
O tratamento varia conforme a causa. Nas infecções bacterianas, a abordagem terapêutica envolve o uso de antibióticos, enquanto nas infecções virais são recomendadas medidas de suporte.
Em casos recorrentes ou graves, a remoção cirúrgica das amígdalas (amigdalectomia) pode ser indicada.
Por fim, a laringite é a inflamação da laringe, onde se encontram as cordas vocais. As causas podem incluir infecções virais, uso excessivo da voz, irritantes como fumo e refluxo gastroesofágico.
Os sintomas principais incluem rouquidão, perda da voz, dor de garganta e uma sensação de aspereza ou coceira na garganta.
O tratamento inclui repouso vocal, hidratação, evitar irritantes e, em casos de infecção bacteriana, o uso de antibióticos. Em situações de laringite crônica, é importante identificar e tratar a causa subjacente, como o refluxo ácido ou a exposição a irritantes.
Vale lembrar que cada uma dessas condições apresenta sintomas específicos e requer abordagens de tratamento distintas, dependendo da causa subjacente e da gravidade dos sintomas.
A faringite é contagiosa?
A faringite pode ser contagiosa dependendo da causa subjacente. Quando a faringite é causada por infecções virais ou bacterianas, ela é altamente contagiosa e pode ser facilmente transmitida de uma pessoa para outra.
A faringite provocada por vírus, como rinovírus, adenovírus e o vírus da gripe, é transmitida principalmente via gotículas respiratórias expelidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala.
Já a faringite causada por bactérias, particularmente a faringite estreptocócica (provocada por Streptococcus pyogenes), também é altamente contagiosa, ocorrendo de forma semelhante à faringite viral.
Além disso, compartilhar utensílios, copos, toalhas ou outros itens pessoais com uma pessoa infectada pode facilitar a transmissão das bactérias.
Quais doenças estão associadas à faringite?
A faringite pode estar associada a diferentes doenças, entre elas:
- Infecções virais: resfriado comum, gripe, Covid-19, herpangina, mononucleose infecciosa e Citomegalovírus (CMV);
- Infecções bacterianas: faringite estreptocócica, coqueluche, difteria, infecção por Mycoplasma pneumoniae e por chlamydia pneumoniae, gonorreia;
- Outras infecções: fúngicas, abscesso peritonsilar, refluxo gastroesofágico, alergias, rinite ou sinusite e tumores na faringe ou laringe.
Como se prevenir contra a faringite?
Prevenir a faringite envolve uma combinação de práticas de higiene, cuidados com a saúde e medidas específicas para evitar tanto as causas infecciosas quanto as não infecciosas. Veja:
- Higiene pessoal: lavar as mãos regularmente, use com frequência álcool 70% e evite tocar o rosto;
- Etiqueta respiratória: cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e descarte adequadamente os lenços usados e lave as mãos em seguida;
- Ambiente e interações: evite contato próximo, desinfecte as superfícies e mantenha os ambientes bem ventilados;
- Estilo de vida saudável: tenha uma alimentação balanceada rica em frutas, vegetais, proteínas e grãos integrais para fortalecer o sistema imunológico, mantenha-se hidratado, pratique exercício físico e tenha um sono adequado;
- Evitar irritantes: fumar e o uso de outros produtos do tabaco, que podem irritar a garganta, reduzir a exposição a poluição do ar, produtos químicos irritantes e outros poluentes ambientais e controlar alergias com medicamentos prescritos e evitando alérgenos conhecidos, como poeira, pólen e pelos de animais;
- Tratamento de condições subjacentes: como refluxo gastroesofágico e condições respiratórias crônicas como sinusite ou rinite.
Implementar essas medidas pode ajudar significativamente a reduzir o risco de faringite e manter a garganta saudável.
Como é feito o diagnóstico de faringite?
O diagnóstico envolve uma anamnese detalhada, considerando os relatos dos sintomas, a duração e a intensidade da dor, assim como a presença de febre, tosse, rouquidão e outros sinais.
O médico também pode realizar testes físicos, como inspeção da garganta e a palpação dos gânglios linfáticos cervicais.
Caso seja necessário, exames físicos e laboratoriais podem ser solicitados para confirmar o diagnóstico, que incluem teste rápido para identificação de estreptococos ou a cultura da secreção da garganta.
Após a confirmação do diagnóstico, o médico define a abordagem terapêutica mais adequada de acordo com a causa e as condições de saúde do paciente.
Quando procurar um médico para tratar a faringite?
Em caso de suspeita de faringite, o primeiro passo é procurar um médico generalista ou clínico geral.
Os sinais de alerta incluem dor de garganta por mais de uma semana, rouquidão, inchaço na região do pescoço, pus nas amígdalas, febre alta e dificuldade para engolir, que podem indicar infecção mais severa, o que exige avaliação médica.
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