A dieta cetogênica, ou dieta keto, é caracterizada pela eliminação de quase todos os alimentos com carboidratos, como pão e arroz, e aumento do consumo de alimentos ricos em gorduras e proteínas na alimentação. A ingestão diária de carboidratos fica entre 20 a 50 gramas por dia, muito abaixo do que a maioria das pessoas consome normalmente.
Esse tipo de dieta pode ajudar no emagrecimento, no tratamento da epilepsia e da síndrome dos ovários policísticos, porque tem um efeito anticonvulsivo, aumenta a saciedade, além de equilibrar os níveis de glicose e hormônios.
A dieta cetogênica deve ser feita somente com a orientação do nutricionista, já que é necessário fazer uma avaliação completa para saber se é possível ou não realizá-la de forma segura. A Conexa Saúde pode ser sua aliada nesse processo, conectando você a nutricionistas qualificados para um acompanhamento personalizado, sem sair de casa.
Como funciona a dieta cetogênica?
A dieta cetogênica deve ser feita com indicação médica e acompanhamento do nutricionista e consiste em reduzir muito a quantidade de carboidratos na alimentação, sendo indicado entre 20 a 50 gramas por dia.
Com tão pouco carboidrato disponível, o corpo entra em um estado chamado cetose: sem glicose suficiente para gerar energia, o organismo passa a usar a gordura como combustível principal. O fígado transforma essa gordura em substâncias chamadas corpos cetônicos, que passam a alimentar o cérebro e os músculos no lugar do açúcar.
Deve-se também aumentar o consumo de alimentos ricos em gorduras, como abacate, coco e azeite de oliva. Já a quantidade de proteínas deve corresponder a 20% da alimentação diária.
No início da dieta, o organismo passa por um período de adaptação que pode durar alguns dias ou semanas, onde o corpo se adapta para produzir energia através da gordura em vez dos carboidratos. Assim, nos primeiros dias a pessoa pode apresentar cansaço e dor de cabeça, que melhoram quando o corpo já está adaptado.
O que comer na dieta cetogênica?
Os alimentos que são permitidos na dieta cetogênica incluem:
- Carnes, como frango, carne bovina e de porco, e ovos;
- Peixe e frutos do mar, especialmente peixes gordos, como salmão, sardinha e truta, lula e camarão;
- Vegetais com poucos carboidratos, como espinafre, alface, brócolis, cebola, agrião, pepino, abobrinha, couve-flor, tomate, espargos, chicória, couve, pimentão e brotos de alfafa;
- Frutas com baixo teor de carboidratos, como mirtilo, morango, framboesa, cereja, coco e abacate;
- Embutidos, como presunto, linguiça e salame;
- Óleos e gorduras, como azeite, óleo de girassol, de uva, de coco e de abacate, podendo também incluir manteiga ou creme de leite;
- Oleaginosas, como amendoim, nozes, avelã, castanha-do-pará, amêndoas e manteiga de amendoim, de amêndoa ou de caju;
- Sementes, como linhaça, chia, gergelim e girassol;
- Laticínios, como iogurte natural sem açúcar, creme de leite, queijo brie, parmesão, feta, cheddar, muçarela e queijo azul;
- Temperos, como pimenta, orégano, curry e salsa;
- Bebidas, como café, chás e água.
Além disso, também podem ser consumidas bebidas naturais de coco, amêndoa ou avelã sem açúcar.
Para pessoas com histórico de pressão alta ou de colesterol elevado, por exemplo, deve-se evitar produtos como manteiga, creme de leite e embutidos.
Frutas na dieta cetogênica
Na dieta cetogênica, as frutas permitidas são aquelas com baixo índice glicêmico e ricas em fibras, ou seja, as que liberam açúcar mais devagar no sangue e têm menos carboidratos por porção. A maioria das frutas tropicais brasileiras, infelizmente, não se encaixa nesse perfil por serem muito doces. As opções liberadas são:
- Abacate: a estrela da dieta keto, rico em gorduras boas, fibras e praticamente sem açúcar
- Coco: ótima fonte de gordura de cadeia média, que o fígado converte rapidamente em energia
- Frutas vermelhas (morango, framboesa, mirtilo, amora): baixo teor de carboidratos e alto em antioxidantes – consuma em porções moderadas
- Limão: usado para temperar e dar sabor, com pouquíssimo carboidrato por uso
- Maracujá: pode ser usado em pequenas quantidades, especialmente a polpa sem adição de açúcar
Confira sempre as frutas para diabéticos e pessoas com restrição de açúcar, pois o critério de índice glicêmico se aplica à cetogênica também.
Legumes na dieta cetogênica
A regra prática para os legumes na dieta cetogênica é simples: prefira os que crescem acima do solo. Eles tendem a ter menos carboidratos do que os que crescem abaixo da terra (como batata, mandioca e cenoura).
Folhas verdes:
- Espinafre, alface, rúcula, agrião, couve, chicória
Crucíferos (família do repolho):
- Brócolis, couve-flor, couve-de-bruxelas, repolho
Outros permitidos:
- Abobrinha, pepino, pimentão, tomate, cebola (em quantidade moderada), aspargos, cogumelos
O que beber na dieta cetogênica?
Manter uma boa hidratação é especialmente importante na dieta cetogênica. Isso porque, ao reduzir os carboidratos, o corpo elimina mais água e eletrólitos — o que pode causar cansaço e dores de cabeça nos primeiros dias se a ingestão de líquidos não for adequada.
Bebidas recomendadas:
- Água — a principal e mais importante; beba ao longo de todo o dia;
- Café sem açúcar — permitido e até estimulado por alguns protocolos keto;
- Chás sem açúcar — chá verde, preto, de ervas, sem adoçar;
- Água com gás — boa opção para quem sente falta de bebidas com “borbulha”;
- Bebidas vegetais sem açúcar — leite de coco, amêndoa ou avelã, desde que sem adição de açúcar.
Bebidas que devem ser evitadas:
- Sucos naturais — mesmo os de frutas permitidas concentram muito açúcar quando espremidos;
- Refrigerantes — incluindo os “zero”, pois os adoçantes podem interferir nos níveis de corpos cetônicos;
- Bebidas alcoólicas — cerveja, vinho, destilados e drinques estão fora da dieta;
- Achocolatados e vitaminas industrializadas — ricos em açúcar e carboidratos.
Alimentos que devem ser evitados na dieta cetogênica
Os alimentos proibidos na dieta cetogênica são:
- Cereais, como milho, aveia, amido de milho, farinha de trigo, pão, torrada, bolachas, arroz e macarrão;
- Leguminosas, como feijão, grão-de-bico, lentilha e soja;
- Tubérculos, como batata, batata-doce, inhame e mandioca;
- Alimentos com açúcar, como bolo, biscoito recheado, chocolate, balas, sorvete, tortas e pudim;
- Açúcares simples, como o açúcar branco, mascavo ou demerara e mel;
- Bebidas alcoólicas, como cerveja, vinho, gin, rum ou cidra.
As frutas, exceto as mencionadas acima, também não são recomendadas na dieta cetogênica, pois a maioria delas é rica em carboidratos.
Além disso, é aconselhável evitar o consumo de alimentos dietéticos com adoçantes, uma vez que estes podem afetar os níveis de corpos cetônicos produzidos por esta dieta.
Sempre que se consumir um alimento industrializado é muito importante observar a informação nutricional para verificar se contém carboidratos e qual a quantidade, para não ultrapassar a quantidade diária recomendada.
Cardápio de 3 dias da dieta cetogênica
A tabela a seguir traz o exemplo de um cardápio completo de 3 dias da dieta cetogênica:
| Refeição | Dia 1 | Dia 2 | Dia 3 |
| Café da manhã | Ovos fritos com manteiga + Queijo muçarela | Omelete com tomate + 1 copo de suco de morango | Vitamina de abacate com iogurte natural e 1/2 colher de sopa de chia |
| Lanche da manhã | Amêndoas + 3 fatias de abacate | Vitamina de morango com leite de coco + 5 nozes | 10 framboesas + 1 colher de pasta de amendoim |
| Almoço / Jantar | Salmão acompanhado de aspargos + abacate + azeite | Salada de legumes com alface, cebola e frango + 5 castanhas de caju + azeite de oliva + parmesão e sementes de gergelim | Almôndegas com macarrão de abobrinha e queijo parmesão |
| Lanche da tarde | 10 castanhas-de-caju + 10 morangos | Ovos fritos na manteiga + queijo de coalho | Ovos mexidos com orégano e parmesão ralado |
A dieta cetogênica deve ser feita sob orientação de um nutricionista, para que seja calculada a quantidade diária de carboidratos, para evitar que a quantidade seja ultrapassada e prejudique a dieta.
Cardápio de 7 dias da dieta cetogênica
Confira abaixo uma sugestão de cardápio completo para uma semana, com opções diferentes do cardápio de 3 dias:
Dia 1
- Café da manhã: Ovos mexidos com espinafre e queijo parmesão
- Lanche da manhã: Punhado de nozes + fatias de pepino
- Almoço/Jantar: Frango grelhado com brócolis refogado no azeite + salada de rúcula
- Lanche da tarde: Iogurte natural sem açúcar + 5 morangos
Dia 2
- Café da manhã: Omelete de queijo com cogumelos
- Lanche da manhã: Abacate com limão e azeite
- Almoço/Jantar: Peixe assado com couve-flor gratinada
- Lanche da tarde: Castanhas-do-pará + chá sem açúcar
Dia 3
- Café da manhã: Panqueca de ovo com cream cheese e framboesas
- Lanche da manhã: Fatias de queijo brie + azeitonas
- Almoço/Jantar: Carne bovina grelhada + abobrinha refogada + salada de agrião
- Lanche da tarde: Leite de coco gelado sem açúcar + amêndoas
Dia 4
- Café da manhã: Iogurte natural com chia e coco ralado sem açúcar
- Lanche da manhã: Ovos cozidos + sal e pimenta
- Almoço/Jantar: Salmão assado com aspargos + molho de manteiga com alho
- Lanche da tarde: Mix de castanhas (nozes, avelã, macadâmia)
Dia 5
- Café da manhã: Ovos fritos com bacon + folhas de espinafre
- Lanche da manhã: Abacate amassado com limão e azeite
- Almoço/Jantar: Frango ao molho de nata com cogumelos + salada de alface
- Lanche da tarde: Queijo muçarela em cubos + azeitonas
Dia 6
- Café da manhã: Vitamina de abacate com leite de amêndoa sem açúcar
- Lanche da manhã: Aipo com pasta de amendoim sem açúcar
- Almoço/Jantar: Camarão grelhado com manteiga de alho + abobrinha em espiral
- Lanche da tarde: Framboesas + creme de leite sem açúcar
Dia 7
- Café da manhã: Omelete com pimentão, cebola e queijo cheddar
- Lanche da manhã: Punhado de amêndoas + chá verde sem açúcar
- Almoço/Jantar: Costela bovina assada + couve refogada no azeite + salada de pepino
- Lanche da tarde: Iogurte natural com sementes de chia
As porções devem ser calculadas individualmente por um nutricionista de acordo com suas necessidades calóricas e objetivos.
Principais benefícios da dieta cetogênica
Os principais benefícios da dieta cetogênica são:
1. Pode controlar e evitar convulsões e crises de epilepsia
A dieta cetogênica gera a produção dos corpos cetônicos, como acetoacetato, acetona e beta-hidroxibutirato, substâncias que podem chegar até o cérebro, tendo efeito anticonvulsivo.
Assim, a dieta cetogênica poderia ajudar a diminuir de maneira importante a quantidade de convulsões em adultos e crianças com epilepsia que não respondem ao tratamento padrão, devendo sempre ser indicada sob orientação do neurologista.
No entanto, ainda são necessárias pesquisas científicas de qualidade para se verificar os possíveis benefícios da dieta cetogênica no tratamento das convulsões e epilepsia.
2. Ajuda a emagrecer
A dieta cetogênica ajuda a emagrecer por aumentar a saciedade, pois as gorduras e as proteínas desta dieta permanecem no estômago durante um grande período de tempo.
Além disso, ocorre uma inibição do apetite causada pelo beta-hidroxibutirato e pela acetona, substâncias que aumentam no organismo neste tipo de dieta, ajudando no emagrecimento.
3. Previne e trata a diabetes
A dieta cetogênica também pode ajudar na prevenção e tratamento da diabetes tipo II controlada, porque melhora o perfil da glicose no sangue, a sensibilidade à insulina e os níveis de hemoglobina A no sangue.
No entanto, pessoas que fazem uso de medicamentos para controlar a diabetes devem sempre conversar com o seu médico antes de iniciar essa dieta.
4. Ajuda a tratar doenças neurodegenerativas
A dieta cetogênica também pode ajudar a tratar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e a doença de Parkinson.
Isso acontece devido ao aumento da produção de corpos cetônicos durante essa dieta, que melhoram a eficiência energética do cérebro e aumentam a capacidade do cérebro de se defender contra substâncias tóxicas, como os radicais livres.
5. Ajuda no tratamento dos ovários policísticos
Alguns estudos mostraram que a dieta cetogênica pode ajudar no tratamento da síndrome dos ovários policísticos, pois diminui o peso e ajuda a equilibrar os níveis hormonais e glicêmicos.
6. Ajuda no tratamento do lipedema
O lipedema é uma condição caracterizada pelo acúmulo de gordura inflamatória nos membros inferiores, principalmente nas pernas e coxas, acompanhado de dor crônica e inchaço. A dieta cetogênica tem se mostrado uma aliada importante no manejo dessa condição porque age diretamente nos mecanismos que alimentam a inflamação.
Ao reduzir drasticamente os carboidratos, a dieta diminui os picos de insulina que estimulam o acúmulo de gordura e a retenção de líquidos.
Com menos inflamação sistêmica, muitas pacientes relatam redução da dor, melhora do inchaço e diminuição do volume de gordura localizada nas pernas – resultados que dietas convencionais com restrição calórica raramente conseguem na mesma proporção para esse tipo de gordura.
O acompanhamento médico e nutricional é indispensável para garantir que o protocolo seja adequado ao caso.
7. Saúde Mental
Pesquisas recentes têm investigado os efeitos da cetose na saúde mental, com resultados promissores em condições de difícil controle. Os corpos cetônicos produzidos durante a dieta funcionam como uma fonte de energia alternativa e mais estável para o cérebro, o que pode contribuir para a regulação do humor e da função cognitiva.
Estudos preliminares sugerem que a dieta cetogênica pode ajudar na estabilização do humor em pessoas com depressão resistente a medicamentos, transtorno bipolar e esquizofrenia, sempre sob supervisão médica rigorosa.
Acredita-se que a cetose reduza a inflamação cerebral e module neurotransmissores como o GABA, que tem efeito calmante no sistema nervoso. É importante reforçar que esses benefícios ainda estão sendo estudados e que a dieta não substitui o tratamento psiquiátrico convencional.
Dieta cetogênica e câncer
A dieta cetogênica poderia ajudar no tratamento do câncer, pois pode impedir as células cancerígenas de usar a glicose, que é a sua principal fonte de energia, favorecendo a redução do tamanho do tumor.
No entanto, quase todos os estudos sobre a dieta cetogênica e o câncer foram feitos em células e animais. Além disso, os poucos estudos realizados com seres humanos incluíram poucas pessoas e duraram pouco tempo.
Assim, ainda são necessários estudos científicos de qualidade em seres humanos, para avaliar se a dieta cetogênica realmente é benéfica no tratamento do câncer.
Qual a diferença entre a dieta low carb e a cetogênica?
As duas dietas reduzem carboidratos, mas o grau de restrição e os objetivos metabólicos são bem diferentes:
Dieta cetogênica:
- Carboidratos: menos de 50g por dia (geralmente entre 20g e 50g)
- Objetivo metabólico: induzir a cetose – o estado em que o corpo usa gordura como combustível principal
- Gordura: consumo muito elevado (60% a 75% das calorias)
- Indicação principal: epilepsia, emagrecimento acelerado, controle glicêmico intensivo
Dieta low carb:
- Carboidratos: até 150g por dia, com variações conforme o protocolo
- Objetivo metabólico: reduzir picos de insulina e melhorar o controle glicêmico, sem necessariamente entrar em cetose
- Gordura: consumo moderado a elevado, sem regras tão rígidas
- Indicação principal: emagrecimento, controle do diabetes tipo 2, melhora geral da alimentação
Em resumo: toda dieta cetogênica é uma dieta low carb, mas nem toda low carb é cetogênica. A principal diferença está no rigor da restrição de carboidratos e na necessidade de atingir e manter a cetose.
Possíveis riscos da dieta cetogênica
Os possíveis riscos da dieta cetogênica, no longo prazo, são:
- Gordura no fígado (esteatose hepática)
- Perda de massa muscular
- Pedras nos rins
- Doenças cardiovasculares
- Deficiências de vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais
Além disso, sintomas como náusea, vômito, dor de cabeça, fadiga, alteração de humor, tontura, insônia e prisão de ventre, também podem surgir e durar alguns dias ou semanas.
Quem não deve fazer a dieta cetogênica?
A dieta cetogênica é contraindicada ou exige atenção redobrada para os seguintes grupos:
- Pessoas acima de 65 anos — maior risco de deficiências nutricionais e perda de massa muscular
- Crianças e adolescentes — exceto em casos de epilepsia refratária, com acompanhamento médico especializado
- Gestantes e mulheres que amamentam — os corpos cetônicos podem ser prejudiciais ao desenvolvimento do bebê
- Diabéticos tipo 1 — alto risco de cetoacidose diabética, uma complicação grave
- Diabéticos tipo 2 não controlados — risco aumentado de cetoacidose; só pode ser feita com supervisão médica
- Pessoas com pancreatite — a alta ingestão de gordura pode agravar a inflamação do pâncreas
- Pessoas com baixo peso — a dieta pode agravar a desnutrição
- Pessoas com problemas no fígado — o órgão fica sobrecarregado com a metabolização das gorduras
- Pessoas com problemas nos rins — risco de sobrecarga renal e formação de pedras
- Pessoas com problemas cardíacos — o alto consumo de gordura saturada pode ser prejudicial
- Pessoas com deficiências enzimáticas específicas (deficiência de carnitina, porfirias, entre outras) — a dieta é contraindicada por razões metabólicas
Pessoas com pedra na vesícula ou que estejam fazendo tratamento com medicamentos à base de cortisona, só devem fazer a dieta cetogênica com a orientação de um médico e acompanhamento de um nutricionista.
Como a Conexa Saúde pode te ajudar com a dieta cetogênica?
A dieta cetogênica é uma das estratégias alimentares mais eficazes para diferentes objetivos de saúde, mas também uma das que exige mais cuidado e personalização. Fazer a dieta sem orientação pode colocar sua saúde em risco, especialmente nas primeiras semanas de adaptação ou se você tiver alguma condição de saúde prévia.
A Conexa Saúde oferece acesso a nutricionistas qualificados e outros especialistas que podem avaliar o seu perfil, verificar se a dieta cetogênica é adequada para você e montar um plano alimentar seguro e eficaz. Tudo isso por meio da telemedicina, sem precisar sair de casa.
Durante o acompanhamento, o profissional pode ajustar as quantidades conforme sua resposta à dieta, monitorar possíveis efeitos colaterais e garantir que você não tenha deficiências nutricionais ao longo do processo. O atendimento é disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.
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Dúvidas frequentes sobre a dieta cetogênica
Quantos kg se perde em 1 mês de dieta cetogênica?
A perda de peso varia bastante de pessoa para pessoa, mas é comum perder entre 3 e 5 kg no primeiro mês, sendo que parte disso é retenção de líquido eliminada nas primeiras semanas. Após essa fase inicial, a perda tende a se estabilizar em torno de 0,5 a 1 kg por semana, dependendo do metabolismo, do nível de atividade física e do grau de adesão à dieta. Por isso, acompanhamento nutricional é fundamental para resultados seguros e duradouros.
Posso comer beterraba na dieta cetogênica?
Não é recomendado. A beterraba é um tubérculo com alto teor de carboidratos e açúcares naturais, cerca de 10g de carboidratos por 100g. Consumir beterraba pode facilmente ultrapassar o limite diário de carboidratos da dieta cetogênica e tirar o corpo da cetose. Prefira vegetais que crescem acima do solo, como abobrinha, brócolis e couve-flor.
Posso comer pipoca na dieta cetogênica?
Não. A pipoca é feita de milho, um cereal rico em carboidratos: uma xícara de pipoca já contém cerca de 6g de carboidratos, o que compromete facilmente o limite diário da dieta keto. Mesmo em pequenas quantidades, não é uma escolha adequada para quem quer manter a cetose.
Pode tomar leite na dieta cetogênica?
O leite de vaca deve ser evitado ou consumido com muita moderação. Ele contém lactose, um açúcar natural que eleva a quantidade de carboidratos. Um copo de leite integral tem cerca de 12g de carboidratos, o que representa mais da metade do limite diário da dieta. A alternativa mais indicada são as bebidas vegetais sem açúcar, como leite de amêndoa, de coco ou de avelã.
O que é a dieta cetogênica modificada?
A dieta cetogênica modificada é uma versão menos restritiva do protocolo clássico, desenvolvida especialmente para facilitar a adesão de crianças e adolescentes com epilepsia. Ela permite uma quantidade um pouco maior de carboidratos e proteínas, mantendo a produção de corpos cetônicos em níveis terapêuticos. Há também outras variações, como a dieta Atkins modificada e o protocolo de baixo índice glicêmico, que seguem princípios semelhantes com diferentes graus de flexibilidade.
Dieta cetogênica para diabéticos funciona?
Depende do tipo de diabetes. Para diabéticos tipo 2 controlados, a dieta cetogênica pode ser bastante eficaz: ela melhora a sensibilidade à insulina, reduz os picos de glicose e pode até permitir a redução de medicamentos – sempre com supervisão médica. Para diabéticos tipo 1, a dieta é contraindicada sem acompanhamento especializado rigoroso, pelo risco de cetoacidose. Em qualquer caso, nunca inicie a dieta sem conversar antes com seu médico.



