Delírio: compreenda o que é e quando buscar ajuda médica

Maria Clara de Oliveira Scacabarrozzi | Saúde mental | Atualizado em: 22/08/2024

O delírio é uma condição caracterizada por uma perturbação repentina do estado mental e, na maioria das vezes, passageira. 

Diferente de outras condições, o delírio não provoca alucinações ou mudanças na linguagem. Seus principais sintomas envolvem dificuldades em manter a atenção, desorientação, ausência de clareza nos pensamentos e variações no nível de consciência. 

Em episódios de delírio, o indivíduo não consegue distinguir entre a imaginação e a realidade, o que pode deixar as pessoas ao redor e familiares preocupados e confusos. 

Por isso, é importante que familiares e amigos compreendam o que é delírio e reconheçam os principais sinais para, assim, buscarem ajuda médica para um tratamento adequado. Leia o nosso artigo e entenda tudo sobre essa condição!

O que é delírio?

O delírio é uma condição que afeta o estado mental do indivíduo, fazendo com que ele tenha uma percepção alterada da realidade. 

Nesses momentos, a pessoa pode apresentar diferentes comportamentos, como redução da consciência.

Além disso, o transtorno delirante pode surgir de maneira isolada, mas também pode ser um sintoma de indivíduos com psicose, abuso de álcool e drogas, lesão no cérebro ou outros distúrbios mentais. 

Qual é a diferença entre alucinação e delírio?

Muitas pessoas confundem alucinações com episódios de delírio. Contudo, é importante esclarecer que ambas condições têm manifestações distintas de distúrbios mentais.

O delírio afeta diretamente o estado mental, o que leva a uma visão distorcida da realidade, enquanto as alucinações envolvem percepções sensoriais incorretas, como ver pessoas ou criaturas que não existem, por exemplo. 

Além disso, é importante diferenciar também o delírio de outras condições com sintomas parecidos, como a psicose e a demência.

Enquanto o delírio é caracterizado por uma alteração repentina do estado mental, a psicose é frequentemente relacionada a transtornos psiquiátricos graves, como a esquizofrenia.

Além disso, a demência também não pode ser confundida com o delírio. Isso porque, essa condição envolve uma deterioração progressiva e crônica das funções cognitivas, o que não ocorre no caso do delírio.

Identificar corretamente a condição subjacente ajuda a garantir a adoção de uma abordagem terapêutica mais adequada.

Quais são os tipos de delírio?

Há vários tipos de delírios, sendo que cada um se manifesta de forma distinta, influenciado diferentes aspectos do pensamento ou da percepção da pessoa afetada. 

Conheça quais são os principais tipos de delírio:

Delírios de perseguição

O delírio de perseguição ou persecutório, chamado também de paranoia, é uma condição em que  o indivíduo acha genuinamente que é atacado e ameaçado por outras pessoas. 

Nesse caso, ele afirma que há pessoas que estão tentando prejudicá-lo ou matá-lo, embora não haja evidências dessa perseguição. 

Delírios de projeção

Os delírios de projeção são aqueles no qual o indivíduo projeta, como a nomenclatura sugere, suas emoções internas para fora. 

Um exemplo: quando o indivíduo acredita que as outras pessoas estão ressentidas ou hostis com ele, mesmo que isso não seja real. 

Delírios de conteúdo depressivo

Já os delírios de conteúdo depressivo estão relacionados a um estado de tristeza ou desesperança. Nesse caso, o indivíduo acredita que é inútil ou que pode fracassar em qualquer projeto, refletindo um estado depressivo profundo.

Outros tipos de delírio

Há ainda outros tipos de transtorno delirante, como delírios de grandeza, onde a pessoa acredita que é superior às demais pessoas ou tem habilidades excepcionais, como ser Deus, por exemplo. 

Existem também os delírios somáticos, onde o indivíduo acha que tem uma condição física anormal ou doença, apesar de exames médicos não confirmarem o problema.

Já os delírios de referência são aqueles onde a pessoa presume que eventos ou situações comuns têm um significado específico para ela, como achar que notícias na TV, na verdade, falam sobre ela. 

Quais são as causas do delírio?

As causas do transtorno delirante ainda não são totalmente esclarecidas pela ciência, porém, acredita-se que essa alteração do estado mental esteja relacionada a fatores médicos e ambientais.

As causas médicas incluem doenças neurológicas, doenças neurológicas, distúrbios metabólicos, abstinência de substâncias, insuficiência renal e hepática, intoxicação, infecções, como pneumonia e fatores genéticos, quando pessoas da mesma família também possuem algum tipo de transtorno delirante.

Já no que se refere às causas ambientais, elas podem estar associadas ao estresse psicológico, mudanças repentinas no ambiente, privação sensorial, envenenamento e abstinência de drogas.

Fatores de risco do delírio

Além das causas, há ainda fatores de risco que podem desencadear o transtorno delirante. 

Entre eles, temos a demência, idade avançada, infecções que resultam em febre alta, má nutrição, falta de hidratação, uso de várias medicações ao mesmo tempo e consumo excessivo de álcool ou drogas.

Somado a isso, pessoas com abstinência também podem apresentar delírios.

Quais são os sintomas do delírio?

Além de ver coisas que não existem, as pessoas com transtorno delirante também apresentam sintomas variados, que são os seguintes:

  • Atenção dispersa;
  • Dificuldade em responder adequadamente aos estímulos;
  • Desorientação;
  • Dificuldade para se comunicar;
  • Inquietação;
  • Impaciência;
  • Confusão;
  • Dificuldade em ler ou escrever;
  • Dificuldade de lembrar;

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Quando procurar ajuda médica?

Se você ou alguém próximo apresentar sintomas de delírio, buscar ajuda médica é essencial para que o tratamento adequado possa ser iniciado o mais rápido possível.

Esse cuidado impede a progressão dos sintomas, evitando complicações graves e proporcionando uma melhor qualidade de vida ao paciente. 

Sendo assim, busque atendimento médico se o indivíduo apresentar uma mudança abrupta no estado mental, como confusão, desorientação, alterações no comportamento, alucinações, agitação incomum, dificuldade na fala e na memória. 

Além disso, em situações de emergência, que incluem dificuldade em respirar, dor intensa ou sinais de choque, o atendimento imediato é ainda mais importante, inclusive, para prevenir danos permanentes ou salvar vidas. 

Qual profissional procurar para tratar delírio?

Os profissionais mais indicados para tratar o transtorno delirante são psiquiatras, psicólogos e terapeutas, que podem diagnosticar essa condição com precisão, além de recomendar o tratamento mais adequado. 

Na hora de buscar atendimento médico para pessoas com esse quadro, saiba que você pode contar com os benefícios da telemedicina

Plataformas como a Conexa Saúde oferecem consultas online com médicos de diversas especialidades, além de possuir uma equipe multidisciplinar com psicólogos e terapeutas, que podem oferecer atendimento com qualidade, eficiência e conveniência.   

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Como é feito o diagnóstico do delírio?

O diagnóstico do delírio é feito a partir de uma avaliação abrangente, que analisa o histórico médico e familiar do paciente, além de solicitar exames para identificar possíveis causas associadas ao transtorno de delírio.

Nesse caso, um exame neurológico pode ser feito para avaliar a função cerebral e também um teste de estado mental, que verifica a capacidade de concentração, memória e outras funções cognitivas do paciente. 

Pode ser necessária ainda a realização de exames laboratoriais para identificar desequilíbrios metabólicos, problemas hepáticos ou renais, além de exames de imagem, como radiografia, tomografia e ressonância do cérebro, para detectar anomalias estruturais. 

A eletroencefalografia também pode ser usada para avaliar as atividades elétricas anormais no cérebro.

Na Conexa Saúde, os nossos médicos também podem solicitar exames físicos para confirmar o diagnóstico de delírio, e o paciente pode retornar para analisar os resultados e para um acompanhamento contínuo com o especialista. 

Como é o tratamento do delírio?

O tratamento do delírio pode variar dependendo da causa subjacente. Dessa forma, o médico pode propor o uso de diferentes tipos de medicamentos, como antipsicóticos, antidepressivos ou ansiolíticos, dependendo das necessidades específicas do paciente.

Vale lembrar que a automedicação nunca é recomendada, pois isso pode agravar a condição ou provocar efeitos colaterais no paciente. 

Sendo assim, apenas um profissional de saúde qualificado pode recomendar o tratamento adequado e ajustar a medicação conforme as condições do indivíduo afetado. 

Além do tratamento médico para o paciente que apresenta transtorno delirante, a orientação e o suporte à família também são indicados para que todos possam lidar com a situação de forma adequada.

É possível prevenir o delírio?

Para prevenir o delírio, é importante que os fatores que desencadeiam esses episódios sejam minimizados ou evitados. 

Uma das medidas mais importantes é garantir que o paciente se mantenha bem hidratado e com uma alimentação adequada, pois isso permite que o organismo funcione de maneira adequada, além de estabilizar o estado de saúde.

Além disso, a prática de atividades que estimulem também pode ajudar nesse período, uma vez que promover o bem-estar geral

Em momentos de delírio, é importante que a pessoa tenha conhecimento dos eventos recentes, situando no tempo e no lugar por meio de uma abordagem clara e empática.

Na hora de buscar atendimento médico, a telemedicina é uma alternativa eficiente nesse contexto. 

A Conexa Saúde oferece atendimento médico eficiente, acessível e de qualidade, o que é ainda mais importante nesses casos. 

Por meio da nossa plataforma, você pode ter acesso a uma equipe multidisciplinar, com psicólogos, terapeutas e outros especialistas que podem auxiliar no diagnóstico e no tratamento dessa condição por meio de consultas online

Dessa forma, você garante um acompanhamento completo e especializado, sem precisar de deslocamentos frequentes, o que é especialmente vantajoso em situações de vulnerabilidade. 

Apresenta sintomas de delírio? Então, agende uma consulta com nossos especialistas agora mesmo.


Maria Clara de Oliveira Scacabarrozzi

Psicóloga, pós-graduada em Psicologia Social pela Uniara e em Projetos Sociais e Políticas Públicas pelo SENAC-SP. Atua como Psicóloga Supervisora no time de Gestão em Saúde Mental na Conexa. CRP 06/158344.

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