Câncer de pele é o crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, sendo o tumor de maior incidência no Brasil. Embora seja muito comum, a doença apresenta altos índices de cura quando detectada e tratada precocemente.
Sintomas do câncer de pele
Fique atento aos sinais que o seu corpo dá. Os principais sintomas que servem de alerta incluem:
- Manchas na pele que coçam, descamam ou sangram constantemente;
- Feridas que não cicatrizam em um período de quatro semanas;
- Sinais e pintas antigas que mudam de cor, tamanho ou formato;
- Pintas novas com bordas irregulares e crescimento rápido.
Regra do ABCDE para identificar sinais de alerta em câncer de pele
Uma forma simples de avaliar os seus sinais em casa é utilizando a regra do ABCDE. Ela ajuda a identificar se uma pinta tem potencial de risco.
A – Assimetria: se você dividir a pinta ao meio, os dois lados são diferentes.
B – Bordas: os limites da pinta são imperfeitos, serrilhados ou pouco definidos.
C – Cor: a presença de várias cores na mesma pinta (preto, castanho, cinza, azul).
D – Diâmetro: sinais que possuem tamanho maior que 6 milímetros.
E – Evolução: mudanças rápidas de tamanho, forma ou cor ao longo do tempo.
Realize o autoexame regularmente em frente ao espelho, examinando todo o corpo. Se notar algo suspeito, agende uma consulta médica imediatamente.
Principais causas do câncer de pele
O câncer de pele é o resultado direto de danos acumulados no DNA das células cutâneas ao longo dos anos. Esse estrago genético faz com que as células sofram mutações e comecem a se multiplicar de forma desordenada.
Exposição solar excessiva e fatores de risco
A radiação ultravioleta (UV) do sol é o principal gatilho para o surgimento desses tumores. O dano na pele é cumulativo, ou seja, conta desde a infância. Os principais fatores de risco são:
- Exposição solar frequente sem o uso de protetor solar;
- Histórico de queimaduras solares com bolhas na infância ou adolescência;
- Uso de câmaras de bronzeamento artificial;
- Ter a pele muito clara, olhos claros e cabelos ruivos ou loiros.
Pessoas com muitas pintas pelo corpo ou que possuem histórico familiar da doença têm risco elevado e precisam de atenção redobrada.
Ao se proteger, lembre-se de observar áreas constantemente expostas ao sol, como o rosto, orelhas, pescoço e couro cabeludo.
Fatores genéticos e imunológicos
Além do sol, a herança genética do paciente e o estado de sua saúde geral desempenham um papel crucial no desenvolvimento da doença. Algumas condições agravantes incluem:
- Síndromes genéticas raras que afetam a sensibilidade da pele;
- Sistema imunológico enfraquecido (por tratamentos médicos ou doenças);
- Histórico prévio de outros tipos de câncer (quem já teve um câncer de pele tem mais chance de desenvolver outro).
Tipos de câncer de pele
Os tumores cutâneos são divididos em três tipos principais, definidos pelo tipo de célula que foi afetada:
- Carcinoma basocelular (CBC): é o tipo mais comum e menos agressivo. Tem crescimento lento e surge geralmente nas áreas mais expostas ao sol, como rosto e pescoço.
- Carcinoma espinocelular (CEC): o segundo tipo mais comum. Pode se espalhar para outros órgãos se não for tratado, sendo comum o surgimento de cascas e feridas rígidas.
- Melanoma: o tipo mais raro e perigoso. Tem origem nas células que dão cor à pele e possui alto risco de se espalhar (metástase) para outros órgãos. A detecção precoce aqui é vital.
Como é feito o diagnóstico de câncer de pele?
O diagnóstico começa com o exame clínico realizado por um médico, que analisa visualmente as lesões suspeitas. Durante a consulta, o profissional utilizará um dermatoscópio, uma lente de aumento especial com iluminação integrada, para enxergar estruturas abaixo da superfície da pele que não são vistas a olho nu.
Exames complementares para confirmar o câncer de pele
- Biópsia de pele: é o padrão-ouro para o diagnóstico. O médico retira um pequeno fragmento da lesão para análise em laboratório, confirmando se é câncer e qual o tipo exato.
- Exames de imagem: em casos de melanoma ou tumores mais avançados, exames como ultrassonografia, tomografia ou ressonância podem ser solicitados para verificar se a doença se espalhou para linfonodos ou outros órgãos.
Câncer de pele tem cura?
Sim! Quando diagnosticado precocemente, as chances de cura do câncer de pele ultrapassam 90%. Mesmo no caso de tumores em estágios mais avançados, a medicina evoluiu muito e existem terapias modernas focadas em prolongar a sobrevivência e garantir total qualidade de vida ao paciente.
Tratamento para câncer de pele
O principal objetivo do tratamento é a remoção completa do tumor, buscando preservar ao máximo a função e a estética da área afetada. A abordagem ideal depende diretamente do tipo de câncer, da localização da lesão e do estágio da doença, devendo todo o processo ser conduzido por uma equipe médica especializada.
Opções de procedimentos cirúrgicos para câncer de pele
- Cirurgia excisional: é a técnica mais utilizada, onde o médico remove o tumor com o bisturi, junto com uma borda de segurança de pele sadia.
- Cirurgia de Mohs: uma opção avançada para áreas delicadas (como o rosto). O médico retira a lesão em camadas e as analisa no microscópio na hora, garantindo que não restaram células cancerígenas antes de fechar a ferida.
A escolha da melhor técnica cirúrgica depende sempre da avaliação criteriosa do cirurgião responsável.
Terapias não cirúrgicas e complementares
Para casos superficiais ou específicos, outras opções podem ser indicadas:
- Criocirurgia: congelamento do tumor com nitrogênio líquido;
- Cremes quimioterápicos ou imunomoduladores: aplicados diretamente na lesão;
- Radioterapia: para locais de difícil acesso cirúrgico.
Já para os casos de melanomas avançados, a imunoterapia e a terapia-alvo são inovações que revolucionaram o tratamento sistêmico, agindo no corpo todo com alta eficácia.
Após o tratamento, o acompanhamento médico contínuo é essencial para monitorar possíveis recidivas.
Como prevenir o câncer de pele?
A prevenção do câncer de pele é o melhor caminho para manter sua pele saudável. Adote as seguintes práticas no seu dia a dia:
- Evite a exposição solar direta entre 10h e 16h, horário de maior intensidade dos raios UV;
- Aplique protetor solar diariamente (no mínimo FPS 30), mesmo em dias nublados ou chuvosos;
- Use roupas com proteção UV, chapéus de abas largas e óculos de sol com proteção ultravioleta;
- Evite completamente o bronzeamento artificial;
- Realize um mapeamento de pintas anual com um médico especialista para acompanhar a evolução da sua pele.
O que observar no autoexame de pele?
Para realizar um autoexame eficiente, você deve conhecer bem o próprio corpo. O objetivo é notar o surgimento de qualquer mancha que chama a atenção por ser totalmente diferente de todas as outras do seu corpo.
Durante a inspeção em frente ao espelho, existem locais escondidos que não podem ser esquecidos:
- Entre os dedos dos pés;
- A sola dos pés e a palma das mãos;
- A região genital e as nádegas;
- O couro cabeludo (peça ajuda a alguém para afastar os cabelos ou use um secador/espelho de mão).
Como a Conexa Saúde pode te ajudar no diagnóstico do câncer de pele?
Cuidar da sua pele ficou muito mais simples. Com a Conexa Saúde, você pode realizar uma triagem inicial por videoconferência, mostrando manchas e pintas suspeitas ao médico em tempo real, diretamente pelo celular ou computador.
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