Precisando de atendimento médico?

Seu médico online está te esperando na Conexa.

Precisando de atendimento médico?

Seu médico online está te esperando na Conexa.

O que é asma, quais são seus sintomas e como tratar?

Cynthia Saad

Pneumologista

Compartilhe

Imagem decorativa da postagem
Imagem decorativa da postagem

A asma, também conhecida como bronquite asmática ou alérgica, é uma doença de pulmão crônica que consiste na inflamação dos brônquios devido a um processo alérgico, provocando o inchaço e o estreitamento desses canais que levam o ar para dentro e para fora do órgão.

Além disso, a bronquite alérgica também provoca um aumento na produção de muco, o que dificulta ainda mais a passagem de ar, causando sintomas desde tosse e dificuldade para respirar até dispneia severa.


Qual é a diferença entre asma e bronquite?

A asma é um tipo de bronquite.

A bronquite é a inflamação dos brônquios. No caso da asma, essa inflamação é crônica e não infecciosa, normalmente desencadeada por uma reação alérgica. Na bronquite aguda, porém, a inflamação é infecciosa (causada por vírus).

O que causa a asma?

A asma é uma doença multifatorial, e seu desenvolvimento está ligado a uma combinação de fatores genéticos e ambientais.

Ter parentes próximos com asma ou outras alergias respiratórias, como rinite, aumenta significativamente o risco de desenvolver a bronquite alérgica.

Por sua vez, os fatores ambientais — conhecidos como os “gatilhos” de crises asmáticas — estão relacionados a:

  • exposição a alérgenos e irritantes, como poeira, ácaros, fungos, pólen de flores e plantas, pelos de animais, entre outros;

  • infecções virais frequentes, especialmente na infância;

  • fumaça de cigarro (ativa e passiva) e poluição do ar;

  • exposição a produtos químicos e irritantes no local de trabalho (asma ocupacional);

  • mudanças climáticas e exposição ao ar frio e seco;

  • atividades físicas de alta intensidade (em pessoas predispostas).

Como a asma afeta os pulmões?

Em contato com esses gatilhos da asma, a dificuldade para respirar é resultados de três processos que acontecem simultaneamente nos brônquios:

  1. broncoconstrição: os músculos que envolvem as vias aéreas se contraem subitamente, como um aperto, estreitando a passagem do ar;

  2. inflamação e edema: a parede interna dos brônquios fica inchada e inflamada devido a uma resposta do sistema imunológico, o que reduz ainda mais o espaço para o ar passar;

  3. hipersecreção de muco: o corpo produz um muco mais espesso e em maior quantidade, que pode obstruir as vias aéreas, agravando a falta de ar e a tosse.

A asma é contagiosa?

Não, a asma não é infecciosa. Ninguém “pega” asma por conviver com uma pessoa asmática.

Tipos de asma

A asma pode ser de diferentes tipos considerando os fatores que desencadeiam uma crise.

  • Asma Alérgica: a inflamação dos brônquios acontece pelo contato com alérgenos, como poeira, pelos de animais e ácaros;

  • Asma Ocupacional: é desencadeada devido ao contato frequente com substâncias alérgenas no ambiente de trabalho;

  • Asma Induzida por Medicamentos: representa uma reação alérgica a certos medicamentos anti-inflamatórios não esteroides;

  • Asma Induzida por Exercícios: ocorre durante ou após a prática de atividades físicas de alta intensidade.

Sintomas da asma

Os sintomas da asma são muito característicos, mas se assemelham bastante aos de outras condições, como a bronquite aguda ou até mesmo doenças do coração. 

Apesar de variar em intensidade e frequência, os sinais mais comuns da bronquite asmática são:

  • dificuldade de respirar,

  • respiração acelerada e curta,

  • chiado ou sibilo no peito ao respirar,

  • dor ou sensação de aperto no peito,

  • sensação de ansiedade durante as crises,

  • tosse seca e persistente, que pode piorar à noite ou nas primeiras horas da manhã.

Quando não identificada e devidamente tratada, os sintomas da asma podem se intensificar e gerar complicações.

A asma pode matar?

Sim, crises de asma muito graves e que não são tratadas a tempo podem levar à insuficiência respiratória. Porém essa consequência fatal é rara.


Complicações da asma quando não tratada

Além dos riscos à própria vida em casos mais raros e sérios, a asma gera complicações que afetam a qualidade de vida diária do seu portador, como:

  • diminuição da capacidade de fazer exercícios e atividades diárias;

  • dificuldade para dormir e cansaço constante;

  • comprometimento permanente no funcionamento dos pulmões;

  • tosse contínua e crises graves que necessitam de hospitalização;

  • insuficiência respiratória, que pode exigir ventilação assistida;

  • efeitos colaterais de medicamentos de resgate usados em excesso.

Por este motivo, na primeira suspeita de asma ou outra doença com sintomas semelhantes, é necessário procurar um médico para obter o diagnóstico correto e iniciar o tratamento.


Diagnóstico de asma

O diagnóstico da asma é feito por um médico especialista, como pneumologista ou alergologista, e se baseia em uma combinação de análises, testes e exames.

Inicialmente, o médico analisa o histórico clínico do paciente e da família e coleta informações sobre a sua rotina — como a frequência e os horários de tosse persistente e do chiado no peito.

Após isso, o profissional solicita alguns exames físicos para testar a função pulmonar.

O principal deles é a espirometria, que mede o volume de ar que uma pessoa consegue soprar e a velocidade com que o faz. Esse exame auxilia na descoberta da doença porque, na asma, o volume de ar expirado no primeiro segundo (VEF1) está tipicamente reduzido.

Além desse, outras exames podem ser indicados em casos específicos:

  • Teste de Provocação Brônquica: quando há suspeita de asma mas a espirometria é normal, o médico pode usar este teste, que consiste em inalar uma substância (como a metacolina) para verificar se os brônquios reagem e se contraem, o que sugere hiper-reatividade brônquica.

  • Medição do Óxido Nítrico Exalado (FeNO): exame moderno que mede o nível de inflamação alérgica das vias aéreas.

  • Monitoramento em Casa com o Medidor de Pico de Fluxo (PFE): o PPE é um dispositivo portátil que mede a velocidade máxima com que o paciente consegue soprar. O acompanhamento diário ajuda o paciente e o médico a avaliar o controle da asma e a identificar uma piora antes mesmo do surgimento de sintomas graves.

Além disso, em alguns casos, o médico pode pedir uma radiografia do tórax que, embora não seja utilizado para diagnosticar a asma, auxilia na eliminação ou na confirmação de outras suspeitas. 

Com o diagnóstico confirmado, o tratamento da asma pode ser iniciado. 

A asma tem cura?

Não, a asma é uma condição crônica e não tem cura. No entanto, com o tratamento e o acompanhamento corretos, é possível controlar totalmente os sintomas, prevenir crises e ter uma qualidade de vida normal, sem limitações.

Tratamento da asma

O tratamento da asma é individualizado e visa controlar a doença a longo prazo. Para isso, a terapia se baseia em dois tipos de medicação:

  • medicamentos de controle: são a base do tratamento da asma, tendo como função tratar a inflamação crônica que causa a doença. Por isso, para prevenir crises e manter a doença sob controle, devem ser usados diariamente, mesmo que o paciente não tenha sintomas.

  • medicamentos de resgate: são usados apenas em momentos de crise asmática, atuando rapidamente no relaxamento dos músculos das vias aéreas e aliviando os sintomas agudos. O uso frequente dessa medição (mais de duas vezes por semana) é um sinal de alerta de que a asma não está controlada e o tratamento de manutenção precisa ser ajustado pelo médico.

Um exemplo de medicamento de resgate são as bombinhas de asma.

O tratamento de asma deve ser proposto por um médico. A automedicação nunca é recomendada.


Como funcionam as bombinhas de asma?

As bombinhas são dispositivos inalatórios que liberam medicamentos broncodilatadores diretamente no pulmão, aliviando rapidamente os sintomas da asma, como falta de ar e aperto no peito. 

Como usar a bombinha corretamente?

O uso correto dos inaladores é tão importante quanto o medicamento broncodilatador. 

A seguir, confira um passo a passo de como usar a bombinha do tipo spray (inalador dosimetrado), que é a mais comum:

  1. retire a tampa e agite vigorosamente o inalador;

  2. expire todo o ar dos pulmões;

  3. posicione o inalador na boca, fechando os lábios ao redor do bocal;

  4. comece a inspirar pela boca de forma lenta e profunda e, ao mesmo tempo, pressione o topo do inalador para liberar o jato;

  5. continue inspirando até encher os pulmões;

  6. prenda a respiração por 10 segundos para que o medicamento se deposite nos pulmões;

  7. expire lentamente.

A bombinha vicia?

Não, os medicamentos para asma não causam dependência química.

A necessidade de usar a bombinha de resgate com frequência é um sinal de que a doença não está controlada e o tratamento de manutenção precisa ser revisto pelo médico.

A bombinha faz mal para o coração?

Não, os medicamentos de asma modernos são muito seguros e não geram taquicardia — que era um dos efeitos colaterais mais relatados nas primeiras versões dos broncodilatadores.

O uso em excesso, porém, pode ter consequências para a saúde, por isso também é importante manter a bronquite asmática sob controle.

Como evitar crises asmáticas?

Para prevenir crises asmáticas e melhorar a qualidade de vida de pessoas com asma, uma das medidas mais importantes é manter o ambiente doméstico limpo e livre de agentes desencadeadores dessa condição.

Além disso, outros cuidados também podem ajudar na prevenção da bronquite alérgica, como:

  • manter as vacinas anuais contra a gripe (influenza) e a pneumonia (pneumocócica) em dia, uma vez que infecções respiratórias podem levar a graves de crises de asma;

  • com a asma controlada, praticar exercícios físicos regularmente, pois a atividade colabora para um melhor condicionamento cardiorrespiratório;

  • ter uma dieta saudável, evitando alimentos ultraprocessados que podem colaborar para uma piora da inflamação ou para o aumento de peso (que é um fator de risco para o desenvolvimento da asma). 

O que fazer durante uma crise asmática?

Durante uma crise asmática, procure manter a calma — porque a ansiedade pode intensificar a falta de ar — e siga os passos abaixo:

  1. Sente-se em uma posição confortável: deixe as costas retas, a fim de facilitar a expansão do tórax;

  2. Utilize a bombinha: inale o seu medicamento de resgate conforme indicado pelo seu médico;

  3. Afaste-se do gatilho da crise: se a crise foi desencadeada por algo específico (fumaça, poeira, cheiro forte), afaste-se da fonte irritante.

Caso a mediação de resgate não faça efeito ou o alívio dure por muito pouco tempo, procure um hospital imediatamente.

Outros sinais de uma crise grave que demanda atendimento profissional urgente são:

  • grande dificuldade para falar, não conseguindo completar frases curtas;

  • lábios ou unhas com coloração azulada (cianose), um sinal de falta de oxigênio;

  • retração visível da pele entre as costelas ou na base do pescoço ao respirar;

  • sonolência excessiva, confusão mental ou agitação intensa.

Em casos como este, dirija-se à emergência mais próxima ou chame o SAMU no número 192.

Faça a sua consulta com a Conexa!

Na hora de buscar por um atendimento rápido, seguro e eficiente e um profissional qualificado, conheça a Conexa Saúde, o maior ecossistema de saúde digital do Brasil, que oferece consultas online com profissionais de mais de 30 especialidades, incluindo neumologia, alergologista e imunologista.

A boa notícia é que nossos médicos podem solicitar exames físicos para confirmar o diagnóstico. Após obter o resultado do exame, o paciente pode retornar para revisão dos resultados e acompanhamento contínuo da doença por meio de consultas online.


Quem orienta

Cynthia Saad

Pneumologista

Pneumologista graduada pela UFRJ, pós-graduada pela Cleveland Clinic em Pneumologia e Terapia Intensiva. Mestre em Saúde e Administração Públicas. Atua como curadora da equipe de Pneumologia na Conexa Saúde.

Quem orienta

Cynthia Saad

Pneumologista

Pneumologista graduada pela UFRJ, pós-graduada pela Cleveland Clinic em Pneumologia e Terapia Intensiva. Mestre em Saúde e Administração Públicas. Atua como curadora da equipe de Pneumologia na Conexa Saúde.