A artrose é uma doença crônica caracterizada pelo desgaste da cartilagem, o tecido que funciona como um “amortecedor” natural entre os ossos. Ela afeta milhões de brasileiros, sendo mais comum com o avanço da idade, e provoca dores e dificuldades de movimento. Conhecer seus sintomas, causas e formas de tratamento é o primeiro passo para recuperar o bem-estar e a qualidade de vida.
O que é artrose e como ela afeta o corpo?
Também conhecida como osteoartrite, essa condição desgasta a proteção das articulações (juntas), fazendo com que os ossos raspem uns nos outros. Esse atrito constante causa dores, inflamações e pode gerar pequenas formações ósseas conhecidas popularmente como “bicos de papagaio” ou osteófitos.
Existem dois tipos principais de osteoartrite: a primária, que surge naturalmente pelo envelhecimento do corpo ou por excesso de peso, e a secundária, que acontece devido a lesões antigas ou outras doenças. As regiões mais afetadas costumam ser os joelhos, as mãos, os quadris e a coluna.
Artrose x artrite: qual a diferença?
- Artrose (osteoartrite): é um desgaste mecânico e progressivo da estrutura da cartilagem, mais frequente em pessoas acima de 40 anos. Geralmente, a dor piora ao movimentar o corpo.
- Artrite: é um processo de inflamação na junta, que pode acontecer em qualquer idade e costuma causar muito inchaço e vermelhidão. Neste caso, o movimento ao longo do dia tende a causar melhora da dor e da rigidez.
Sintomas da artrose: como identificar a doença
O principal sinal de alerta é a dor articular que piora após esforços físicos e melhora durante o repouso. Outro sintoma muito frequente é a rigidez nas juntas e, com o avanço do desgaste, o paciente pode perceber estalos e rangidos (crepitação) ao mexer a região afetada, além de perda de flexibilidade.
Em fases mais avançadas, podem surgir deformidades visíveis, como nódulos nos dedos das mãos e alteração do ângulo dos joelhos.
Quando a dor é sinal de alerta
Você deve buscar orientação profissional se a dor nas costas ou nas juntas se tornar frequente e atrapalhar seu sono. Sinais como inchaço constante, calor local ou limitação para realizar tarefas simples do dia a dia exigem uma avaliação profissional rápida.
Principais causas e fatores de risco
A artrose é causada por vários fatores combinados, sendo o envelhecimento natural das células o principal deles. No entanto, o excesso de peso corporal também acelera o processo, pois aumenta a carga mecânica sobre os joelhos e quadris.
Outros pontos de atenção são a genética familiar, o histórico de lesões e a sobrecarga repetitiva por esforço no trabalho ou esportes. Vale destacar que a condição é estatisticamente mais comum em mulheres após a menopausa.
O papel da atividade física na artrose
- Equilíbrio essencial: o sedentarismo enfraquece o corpo, mas o excesso de carga sem preparo também machuca as articulações.
- Fortalecimento muscular: músculos fortes funcionam como um escudo, protegendo as juntas do impacto direto.
- Exercícios ideais: práticas de baixo impacto, como hidroginástica, natação ou caminhadas leves, são as mais recomendadas.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico começa no consultório, onde o médico avalia o histórico de dores do paciente e realiza testes físicos de movimento.
O principal exame de imagem utilizado é a radiografia comum (raio-X), que mostra a redução do espaço entre os ossos. Em alguns casos, exames complementares de sangue ou ressonância podem ser solicitados para descartar outras doenças, como a artrite reumatoide e hérnia de disco.
Descobrir o problema logo no início ajuda a frear a evolução do desgaste e evita dores incapacitantes no futuro. Se você não sabe quando procurar ortopedista ou clínico geral, o ideal é realizar uma avaliação assim que os incômodos se tornarem repetitivos. A telemedicina da Conexa Saúde pode ajudar nesta primeira avaliação!
Opções de tratamento para artrose
Embora o desgaste da cartilagem não tenha cura definitiva, existem excelentes tratamentos para controlar as dores e manter a mobilidade. O foco é sempre devolver a independência ao paciente e evitar que o quadro piore.
As opções envolvem cuidados que mudam a rotina, uso estratégico de medicamentos e, em último caso, procedimentos cirúrgicos. A automedicação deve ser evitada, pois pode camuflar o problema e trazer riscos à saúde.
Tratamentos não medicamentosos
- Controle de peso: eliminar o excesso de peso reduz diretamente a dor no joelho e nos quadris.
- Fisioterapia: essencial para reabilitar os movimentos, alongar e fortalecer as estruturas ao redor da junta.
- Dispositivos de apoio: o uso de palmilhas adequadas, joelheiras ou bengalas ajuda a distribuir melhor o peso do corpo.
- Termoterapia: aplicar bolsas de gelo ajuda a reduzir inchaços agudos, enquanto o calor morno relaxa a rigidez muscular.
Medicamentos para controle da dor
O uso de analgésicos e anti-inflamatórios ajuda a aliviar o sofrimento durante as crises, mas deve ter estrita prescrição médica. Outra alternativa eficiente para casos específicos são as infiltrações direto na articulação, que lubrificam a região e reduzem o atrito, funcionando muito bem para dor no joelho.
Quando a cirurgia é necessária?
A cirurgia é indicada apenas quando os tratamentos tradicionais não trazem mais alívio e a qualidade de vida fica muito comprometida. Os procedimentos variam desde raspagens simples por vídeo até a substituição da junta por uma prótese artificial.
Como prevenir ou retardar a progressão da artrose?
- Evite o sobrepeso: manter o peso ideal é o passo mais importante para poupar suas articulações.
- Pratique exercícios: mantenha o corpo ativo para garantir músculos fortes e juntas lubrificadas.
- Cuide da postura: evite carregar excesso de carga de forma errada na rotina ou no trabalho.
- Alimente-se bem: uma dieta rica em nutrientes ajuda a combater processos inflamatórios no organismo.
Convivendo com artrose: qualidade de vida é possível
Receber o diagnóstico não significa perder a sua liberdade ou parar de se movimentar. Fazer pequenas adaptações na casa, como usar tapetes antiderrapantes e barras de apoio, garante mais segurança e autonomia no dia a dia.
Manter o acompanhamento médico regular e seguir o plano de cuidados garante que você continue ativo. Com o suporte correto, é perfeitamente possível viver sem que a dor no corpo limite seus planos.
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