A amigdalite é a inflamação das amígdalas, duas estruturas de tecido linfático localizadas na parte posterior da garganta, que desempenham um papel importante no sistema imunológico. Essa condição pode ser causada por vírus ou bactérias e, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações sérias.
Compreender a amigdalite em detalhes é importante para identificar a origem do desconforto na garganta, buscar o auxílio médico adequado e garantir um tratamento eficaz, aliviando os sintomas e prevenindo complicações.
Quais são os tipos de amigdalite?
Amigdalite aguda
A amigdalite aguda é caracterizada por uma inflamação súbita e intensa das amígdalas. Quando infectadas, elas podem inchar e ficar vermelhas e doloridas. Os sintomas surgem geralmente de forma rápida e podem ser intensos.
Sintomas: dor de garganta severa, dificuldade para engolir, febre, calafrios, inchaço e vermelhidão das amígdalas (com ou sem pontos de pus), mau hálito, rouquidão, gânglios linfáticos do pescoço aumentados, dor de ouvido e dor de cabeça.
Causas: principalmente infecciosas, tanto virais (adenovírus, rinovírus, coronavírus, vírus da gripe, vírus Epstein-Barr) quanto bacterianas.
Amigdalite crônica
A amigdalite crônica é definida pela inflamação prolongada das amígdalas devido a infecções repetidas ou persistentes.
Sintomas: dor de garganta recorrente, mau hálito crônico (halitose) e a presença de cáseos ou caseum (pequenos pedaços calcificados, brancos ou amarelados, que se acumulam nas criptas das amígdalas e causam sensação de ter algo na garganta).
Causas: infecções bacterianas ou virais repetidas (especialmente Streptococcus pyogenes), problemas estruturais nas amígdalas, resposta imunológica anormal e exposição à substância tóxicas, como fumaça de cigarro.
Quais as principais causas da amigdalite?
A inflamação das amígdalas resulta da interação entre o sistema imunológico e microrganismos invasores. As principais causas são:
- Vírus: São os agentes mais frequentes, responsáveis pela maioria dos casos, especialmente em crianças. Exemplos incluem Rinovírus, Adenovírus e o Vírus Epstein-Barr.
- Bactérias: Menos comuns, mas podem causar sintomas mais graves. O principal causador é o Streptococcus pyogenes, que causa desde infecções leves até problemas mais graves.
- Fatores de Risco: Idade (mais comum entre 3 e 15 anos), estação do ano (outono e inverno), contato próximo com pessoas infectadas e histórico prévio de amigdalite.
Em casos de amigdalite de repetição, outros fatores devem ser investigados.
O refluxo gastroesofágico, por exemplo, pode causar quadros de amigdalite. O retorno do conteúdo ácido do estômago para a garganta pode causar irritação crônica e alterar a acidez local, facilitando a proliferação de microrganismos e o surgimento de inflamações como a amigdalite.
Principais sintomas da amigdalite
Os sintomas mais frequentes da amigdalite incluem:
- Dor de garganta, que geralmente piora ao engolir.
- Inchaço e vermelhidão das amígdalas, com ou sem a presença de placas de pus.
- Febre, podendo ser acompanhada de calafrios.
- Dificuldade para engolir (disfagia).
- Gânglios linfáticos (ínguas) inchados e doloridos no pescoço.
- Mau hálito (halitose).
- Rouquidão ou voz abafada.
- Dor de ouvido.
- Cefaleia (dor de cabeça).
- Mal-estar geral e fadiga.
- Perda de apetite.
- Em casos de infecção por Streptococcus pyogenes, pode ocorrer uma erupção cutânea conhecida como escarlatina.

Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde | Ministério da Saúde
É fundamental procurar auxílio médico ao surgirem os primeiros sintomas para um diagnóstico e tratamento corretos.
É muito importante ficar atento aos sintomas apresentados e, ao surgir algum desses, por mais leve que seja, buscar auxílio de um médico. Na Conexa Saúde, você pode contar com excelentes profissionais, além da comodidade da telemedicina e a facilidade para agendamento das consultas.
Como diagnosticar e tratar a amigdalite?
O diagnóstico correto é crucial e depende da identificação da causa (viral ou bacteriana). Profissionais como clínico geral, médico de família, otorrinolaringologista ou pediatra podem realizar o diagnóstico, inclusive por telemedicina. O processo geralmente envolve:
- Anamnese: Avaliação dos sintomas relatados pelo paciente.
- Exame Físico: Inspeção da garganta e das amígdalas.
- Testes Rápidos: Em caso de suspeita de infecção bacteriana, o Teste Rápido de Antígeno Estreptocócico (TREA) pode ser realizado.
- Cultura de garganta
O tratamento visa aliviar os sintomas e combater a infecção da garganta e pode incluir repouso, ingestão de líquidos para prevenir a desidratação, analgésicos, antitérmicos e, se necessário, antibióticos específicos.
O que acontece se não tratar a amigdalite?
A falta de tratamento adequado, especialmente nos casos de amigdalite bacteriana, pode levar a complicações sérias. As mais importantes são:
- Febre reumática: uma doença inflamatória grave que pode afetar o coração, as articulações, a pele e o sistema nervoso central.
- Abscesso periamigdaliano: um acúmulo de pus que se forma ao redor da amígdala, causando dor intensa, dificuldade para abrir a boca e podendo necessitar de drenagem cirúrgica.
- Glomerulonefrite aguda: em casos raros, a infecção pode levar a uma inflamação nos rins.
A inflamação também pode se espalhar, causando otite média aguda ou sinusite. Por isso, a automedicação é desaconselhada e a busca por um profissional de saúde é essencial.
Cuidados caseiros para amigdalite
Independentemente da causa, algumas medidas podem ajudar a aliviar o desconforto da amigdalite. É importante ressaltar que estas são medidas de suporte e não substituem o tratamento médico.
- Repouso e Hidratação: Beber bastante líquido, como água, chás mornos e sopas, ajuda a manter a garganta hidratada e a aliviar a dor.
- Gargarejos com Água Morna e Sal: Uma das medidas caseiras mais eficazes para reduzir a inflamação e o desconforto local. Dissolva meia colher de chá de sal em um copo de água morna e gargareje várias vezes ao dia.
- Umidificador de Ambiente: Manter o ar úmido pode ajudar a diminuir a irritação na garganta, especialmente durante a noite.
- Medicamentos Sintomáticos: Analgésicos e antitérmicos, como paracetamol ou ibuprofeno, podem ser usados para controlar a dor e a febre, mas sempre com orientação profissional.
Quando é necessário fazer cirurgia para retirar as amígdalas?
A remoção cirúrgica das amígdalas (amigdalectomia) é recomendada em casos específicos de amigdalite de repetição ou crônica que não respondem bem a outros tratamentos. As indicações incluem:
- Infecções bacterianas muito frequentes (por exemplo, sete ou mais episódios em um ano).
- Abscessos periamigdalianos graves ou recorrentes.
- Dificuldades respiratórias significativas, como a apneia obstrutiva do sono, causadas pelo aumento do volume das amígdalas.
A decisão de realizar uma amigdalectomia não é tomada levemente e requer uma avaliação cuidadosa por um otorrinolaringologista experiente. Antes da cirurgia, é fundamental que o paciente passe por uma orientação médica detalhada para discutir os benefícios, os riscos e as expectativas do procedimento.
Isso inclui entender o processo da cirurgia, os cuidados pós-operatórios necessários e as possíveis complicações. A orientação médica prévia também permite ao paciente fazer perguntas, esclarecer dúvidas e tomar uma decisão informada sobre o tratamento mais adequado para o seu caso específico.
Como a amigdalite é transmitida?
A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com uma pessoa infectada, por gotículas de saliva liberadas ao tossir ou espirrar. O compartilhamento de utensílios como copos e talheres, ou outros objetos pessoais, também é uma forma de contágio.
Como se prevenir da amigdalite?
Adotar algumas medidas simples no dia a dia pode ajudar a reduzir o risco de contrair amigdalite:
- Lavar as mãos com frequência.
- Praticar a etiqueta respiratória (cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar).
- Evitar o contato próximo com pessoas doentes.
- Não compartilhar copos, talheres e outros objetos pessoais.
- Manter os ambientes limpos e bem ventilados.
- Manter a vacinação contra a gripe em dia.
Amigdalite em crianças e bebês: o que os pais devem saber?
A amigdalite é muito comum na infância, e os pais devem estar atentos a sinais específicos, já que bebês e crianças pequenas nem sempre conseguem descrever o que sentem.
- Sintomas para ficar de olho: além dos sintomas clássicos, em bebês, a amigdalite pode se manifestar como irritabilidade excessiva, choro constante e, principalmente, recusa em se alimentar ou beber líquidos devido à dor ao engolir. Em crianças, tosse e coriza podem estar associadas a quadros virais.
- Quando ir ao pediatra: busque atendimento médico se a criança apresentar febre alta, parecer muito indisposta, tiver dificuldade para respirar ou se recusar a ingerir líquidos, o que pode levar à desidratação.
- Prevenção: a amamentação com leite materno é uma forma de fortalecer o sistema imunológico do bebê. Além disso, bons hábitos de higiene, como lavar as mãos, são fundamentais para prevenir infecções.
Quando ir ao médico investigar uma possível amigdalite?
Sempre que estiver sentindo sintomas na garganta que forem muito incômodos e que não passam em poucos dias, ou se tiver dor de garganta intensa ou febre, é importante consultar o médico. Faça a avaliação frequente da própria garganta para entender se há inchaço ou pus na região e vá ao médico para obter o melhor tratamento disponível para a doença.
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Perguntas Frequentes sobre Amigdalite
1. Qual a diferença entre amigdalite viral e bacteriana?
A principal diferença está no agente causador. A amigdalite viral é mais comum e geralmente acompanhada de outros sintomas de resfriado, como tosse e coriza. A bacteriana, frequentemente causada pela bactéria Streptococcus, tende a causar febre mais alta e placas de pus visíveis nas amígdalas. O diagnóstico médico é essencial para diferenciar e tratar corretamente.
2. O que é bom para aliviar a dor da amigdalite em casa?
Medidas como repouso, beber bastante líquido morno, e fazer gargarejos com água morna e sal podem proporcionar alívio significativo dos sintomas. Analgésicos podem ser usados com orientação médica.
3. Quando a cirurgia para retirar as amígdalas é indicada?
A cirurgia (amigdalectomia) é considerada em casos de infecções de repetição que não respondem ao tratamento (geralmente mais de sete em um ano), quando as amígdalas aumentadas causam problemas respiratórios como apneia do sono, ou em casos de abscessos graves.
4. O que é amigdalite caseosa?
A amigdalite crônica caseosa ocorre quando resíduos de alimentos e células mortas se acumulam nas pequenas cavidades das amígdalas, formando os cáseos (ou caseum). Essas “bolinhas” amareladas podem causar mau hálito crônico e desconforto, mas não são uma infecção ativa como a amigdalite aguda.
5. Amigdalite pode ser perigosa?
Sim. Se não tratada adequadamente, a amigdalite bacteriana pode levar a complicações graves, como febre reumática (que afeta o coração) e abscessos na garganta. Por isso, é fundamental procurar um médico e seguir o tratamento recomendado.
