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7 perguntas para identificar o transtorno de imagem

Duas pessoas conversando em um ambiente de apoio
Duas pessoas conversando em um ambiente de apoio

Insatisfação com o corpo, baixa autoestima, preocupação excessiva com o espelho. Você já sentiu algo assim? Em caso de sim, o ideal é procurar um profissional de saúde porque você pode estar com Transtorno de Imagem.

Também conhecido como dismorfia corporal, o transtorno é um distúrbio mental em que uma pessoa tem a preocupação excessiva com sua aparência física.

Essa preocupação pode levar a comportamentos compulsivos, como olhar-se no espelho constantemente, comparar-se com outras pessoas e tentar esconder ou corrigir supostas imperfeições.

Quer entender mais sobre o assunto? Conversamos com Daiane Primo, psicóloga da Conexa, para responder todas as perguntas sobre o Transtorno de Imagem. Confira!

O que é Transtorno de Imagem?

A psicóloga explica que a preocupação excessiva pode estar relacionada a qualquer parte do corpo, geralmente na região do rosto e pode ter o foco em uma ou mais partes.

Alguns exemplos: pelos, nariz, orelha, braço, manchas na pele, peso, entre outros.

"As pessoas com TDC costumam se sentir feias, deformadas e inadequadas e podem ter comportamentos repetitivos (ex: se olhar repetidamente no espelho; ajeitar alguma roupa ou cabelo para cobrir a suposta imperfeição; beliscar a pele, etc.) ou passa muito tempo pensando nessa imperfeição e se comparando com outras pessoas", diz a profissional.

Dra Daiane ainda salienta que o  Transtorno Dismórfico Corporal pode ocorrer em qualquer idade, sendo mais comum na adolescência e na vida adulta.

Atente-se aos sinais

Quais os principais sinais?

  • Perder tempo demais se preocupando com a falha na aparência (essa preocupação é insistente e difícil de controlar);

  • Apresentar comportamentos repetitivos a fim de esconder a falha, como mexer no cabelo toda hora para esconder a orelha ou ficar retocando toda hora a maquiagem para esconder a acne da pele, ficar se observando nos reflexos a todo momento para ver se a falha está aparecendo, entre outros comportamentos;

  • Se comparar demais com outras pessoas (ex: “como ela tem um nariz bonito, o meu não é assim, queria que o meu nariz fosse como o dela”;

  • Essa preocupação excessiva causa sofrimento para a pessoa;

  • A pessoa tem a sua vida pessoal, profissional e outras áreas da vida afetadas de forma negativa (ex: o indivíduo pode ter advertências por não ir trabalhar devido a ter vergonha de sair de casa ou não consegue nem procurar emprego porque não consegue sair de casa; um adolescente, por exemplo, pode não ir mais para a escola com medo de que fiquem reparando na falha, isso pode resultar em muitas faltas, notas baixas e até evasão escolar).

Pessoas com esse tipo de transtorno geralmente tem dificuldade de entender que existe algum problema e demoram para procurar ajuda. Ter um sofrimento recorrente não é normal, o ideal é procurar ajuda.

Cuidado com as redes sociais

A psicóloga explica que as redes sociais são como vitrines cheias de exposições, com fotos, filtros e tratamentos de imagens que mostram aparências irreais.

Quem tem TDC tem uma questão sobre a forma que se enxerga e que acredita que as pessoas vão enxergá-las dessa mesma forma.

Assim, a grande exposição das redes sociais e a pressão social por estar sempre bonito e “perfeito”, pode aumentar a preocupação de quem tem TDC que já é excessiva. "Também é um ambiente muito fértil para fazer comparações", orienta.

7 perguntas para saber se você tem Transtorno de Imagem

1 – Quanto tempo, por dia, você perde ao ficar pensando e se preocupando com uma ou mais falhas da sua aparência física?

2 – As pessoas reparam nessa sua imperfeição ou consideram irrelevantes?

3 – A preocupação que você tem com a sua minha aparência física traz prejuízos para a sua vida social, profissional ou outras áreas importantes da sua vida?

4 – Fica se comparando sempre com outras pessoas?

5 – Evita sair de casa ou ir a lugares muito movimentados por vergonha das pessoas perceberem as suas falhas na aparência?

6 – Fica a todo momento tentando esconder o seu defeito (através de maquiagem, procedimentos estéticos, roupas, penteados, postura, etc.)?

7 – Acredita que a sua aparência é feia e que é deformado (a) e sem atrativo nenhum?

Lembre-se: o ideal é procurar uma ajuda de um psicólogo e/ou psiquiatra e obter informações profissionais.

"Com o tratamento medicamentoso e a psicoterapia é possível a remissão dos sintomas do TDC", afirma a profissional.

Conte com a orientação da Conexa! Referências: American Psychiatric Association (APA). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. 5. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.

Daiane Gonçalves Primo é psicóloga da Conexa com formação em Psicologia pela UNOPAR e especialização em Psicopedagogia pela UNIFIL.

Para marcar uma consulta, acesse: https://perfil.psicologiaviva.com.br/daianeprimo

Quem orienta

Karla Pierri

Psicanalista clínica

Psicanalista clínica, pesquisadora em psicossomática, organizadora de grupos de estudos sobre a teoria de Sándor Ferenczi, mentora de alunos de psicanálise em estruturas psíquicas e casos clínicos de Freud, entusiasta da práxis lacaniana, criadora de conteúdo e crocheteira.

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